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O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA


A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...

A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.

Castro Alves
Jornal de Poesia

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?

Castro Alves


MINHA LEI E MINHA REGRA HUMANA: AS PRIORIDADES.

Marília Gonçalves

Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres.
Albert Einstein

Perguntas Com Resposta à Espera

Portugal ChamaS e Não Ouvem a Urgência de Teu Grito? Portugal em que http://www.blogger.com/img/gl.bold.gifinevitavelmente se incluem os que votando certo, viram resvalar de suas mãos a luz em que acreditavam; A LUTA CONTINUA )
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aonde foi a Casa


A casa de meus pais perdida há tanto
de risos e luar
de sol ardente
onde poisava meu olhar
contente
meu inocente olhar
alheio ao mal
que vem do sofrimento
meu terno e doce olhar
onde se via
sentir e pensamento...
Caíram noites sobre meu olhar
não noites como noites conhecidas
terríveis noites, noites sem sonhar
de monstros e de feras escondidas
noite sombria, noite de ameaça
onde todo o futuro se extinguia
Ó Noite do Terror que nunca passa
onde o nascer do dia não surgia
Foi uma longa noite repartida
por tudo o que é sensível e verdade
foi horrífica noite repetida
que gela o tempo e todo o espaço invade
uma noite de séculos, milénios
que ali em meio século se vivia
que abocanhava a arte, alunos, génios
noite que cada dia renascia
que cegava a palavra
ardia livros
tentava prender o pensamento
essa tremenda noite de agonia
quando até o tempo era cinzento.
Mas nas dobras da noite havia quem
alheio à realidade se escondia
e não via o pranto de ninguém
nem a terra e o luto que a cobria
foram tantos e tais esses vexames
tantas e tais afrontas se sofria
da negação da dor e sofrimento
que em cada Humano os astros implodiam
de ondulantes trigais à fome ao vento
e que em flâmulas a noite convertiam
caía aqui e ali um nosso irmão
como um sol se desfaz no horizonte
à espera da partícula de pão
que se reparta a rir de monte em monte.
Por isso se ouvia opresso grito
brado puro que canta a Liberdade
num alerta que enchia o infinito
num ideal de Paz e igualdade


Marília Gonçalves

Rua Actor Vale. Lisboa

Ó infância sorridente

tanta, tanta gente boa

e eu de todos tão crente.

Rua berço de meus passos

no teu quintal um jardim

escrevi os primeiros traços

do que eu própria fiz de mim.

Lembrança cofre memória

que me devolves a rir

páginas da minha historia

cravadas no meu sentir.

Rua Actor Vale. Meus pais

que eram sangue de Lisboa

infância do nunca mais

que ora alegra ora magoa.

Saudade sim mas tão viva

tão inteira sem ter fim

da minha casa perdida

do quintal que era um jardim.

Marília Gonçalves


Lisboa em águas de Tejo

vem desaguar-me na mão

cada verso é mais um beijo

saído do coração.

Lisboa cidade rosa

olhos caiados de sol

Ó asa de mariposa

em vozes de rouxinol.

Lisboa cidade rara

meu berço ninho ao luar

há sonoridade clara

no adormecer do mar.

Lisboa o céu incendeia

o teu brilho teu fulgor

como tela ainda cheia

da alma dalgum pintor.

.

Lisboa das Avenidas

pregões, ruas e mercados.

A vida de tuas vidas

flor silvestre, loiros prados.

Lisboa em ti eu deponho

na saudade que tu és

toda a imagem de sonho

do Tejo a beijar-te os pés.



Marília Gonçalves




Meu coração de poeta

nasceu em Lisboa um dia

numa cidade secreta

que há dentro da nostalgia.

Foi feito de largos gestos

de pais, de tios e de primos

E d’emprestados avós

onde cresceu embalado

por pregões que ainda havia

nesse tempo ignorado

que a Liberdade mordia.

Meu coração de poeta

que me deu voz muito cedo

olhos e mãos e carícias

ia soletrando medo

no meu Pais de polícias

Mas coração de poeta

tem asas e lesto voa

pra de repente cair...

Minha cidade Lisboa

poeta do meu sentir.

Calçadas, pedras e ruas

Praça do Chile, Avenidas

Arroios e seu mercado...

Desdobravam-se-te vidas

no teu chão amordaçado.

Mas Lisboa era Lisboa

um coração a nascer

descobre que ainda voa

mesmo se lhe faz doer.

Voavam jornais dobrados

pelas varandas adentro

dos meus olhos que guardavam

a poeira que em bailado

estremecia na janela

entre a luz do cortinado.

Lisboa era muito mais

era o Jardim Constantino

onde bandos de pardais

ensinavam o menino

o ardina sem jornais.

Mas ia muito mais longe

Lisboa não acabava

prolongava-se no ar...

Nas corridas das varinas

chinelas a dar a dar.

Minha Lisboa de cegos

tocadores de concertina

de carros e de morangos

ou de ciganas que às vezes

passavam a ler a sina...

Minha Lisboa poeta

nos meus olhos de menina!

Marília Gonçalves

Lisboa. Heróis de Quionga...

Havia frio do Natal.

Pela mão de minha mãe

Imaginava Natais

Natais de quem não os tem.

Lisboa não tinha ali

no vento fresco da rua

a luz a decoração

do Rossio da Baixa toda;

Mas na imaginação

cada montra já perdida

dava o enlevo que então

só nos dá a própria vida.

Havia quase um calor

no frio, que sabia bem.

Porque falava de amor

mesmo àqueles que o não têm.

As prendas pobres pequenas

tinham a força do riso

a forma do coração...

Nada mais era preciso

Havendo risos e pão.

Marília Gonçalves


Acima do país e da infância

de tudo quanto fui e que passou

ultrapassar do eco que é distancia

cidade a navegar no mar que sou

desenham-se fragatas no olhar

de quem partindo nunca regressou;

Lisboa a saber a mar

na sede que me ficou.

Atravesso tuas margens

meu rio minha juventude

cacilheiros e viagens

desses tempos em que pude

gravar na alma as imagens

No desferir de alaúde

fui levada na aragem

de vigor e de saúde.

Meu rio e minha cidade

o Tejo a espelhar canoa

espreita do alto o castelo...

Eu morro, ao dizer Lisboa.



Marília Gonçalves

À memória de CATARINA


À memória de CATARINA


Meu trigal rosácea amena
Na planura sem confim
Alastra a tarde serena
No geométrico jardim.
Horizonte a germinar
Em agudizar da cor
Árvore erecta a evocar
Alucinação de amor.
Porém no teu solo alonga
Abjecta negação
Rubro sangue de paloma
Que apenas pedia o pão.
Ignóbil pra sempre quem
Ultraja afinal o nome
Que lhe deu no berço a mãe
Só porque alguém tinha fome.

enflorescer Abril


Seara rubra d’esperança
onde a foice de amanhã
há-de cortar pão futuro
papoilas tuas irmãs
gritam certezas nascidas
nos olhos da madrugada
a enflorescer Abril.


Marília Gonçalves

A Revolução do 25 de Abril de 1974



Centro de Documentaçao 25 de Abril/ Universidade de Coimbra



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Caros amigos,
O CPPC reenvia abaixo comunicação da Campanha Paz Sim! Nato Não!.
Saudações de Paz,
CPPC


25 de Abril SEMPRE!


Por Abril! Pela Paz!
Não à guerra, Não à NATO!


Portugal faz parte da NATO por obra do regime fascista. Por iniciativa dos EUA e das grandes potências europeias, o regime fascista português foi, em 1949, membro fundador da NATO.

A NATO e as suas grandes potências sustentaram a ditadura fascista em Portugal e apoiaram o colonialismo e a guerra colonial, que tanto sofrimento causou aos povos africanos e ao povo português. Não admira, pois, que uma das principais ameaças à democratização iniciada com o 25 de Abril fosse encarnada pela NATO. Com uma série de manobras militares, terrestres e navais, realizadas na primeira metade de 1975, a Aliança Atlântica procurou intimidar o movimento popular e dar alento aos sectores mais reaccionários da sociedade portuguesa.
A resposta foram grandes manifestações populares que repudiaram as ameaças e souberam juntar a luta por melhores condições de vida à luta contra o domínio imperialista. Em liberdade e com determinação, o povo português repudiou as pressões da NATO.

A Constituição da República Portuguesa aprovada a 2 de Abril de 1976 fez da paz e da amizade com todos os povos do mundo a base das relações externas de Portugal.

Ontem como hoje, a NATO é um dos principais instrumentos do império norte-americano. Criada para promover a “Guerra Fria”, a NATO alterou o seu estatuto em 1999 chamando a si a denominada “segurança da Europa” e, depois, a chamada “defesa da paz e estabilidade” em toda a região euro-atlântica, desencadeando então a agressão à Jugoslávia.

Após o 11 de Setembro de 2001 passou a arrogar-se o direito de intervir em qualquer local do mundo onde considere ameaçada a dita “segurança” dos membros da Aliança, ou seja, os interesses dos EUA e da sua indústria armamentista.
A NATO prepara-se agora para dar um novo passo: a coberto de uma falsa “missão de segurança mundial”, pretende intervir em todo o mundo, sem limites geográficos e sem entraves políticos ou legais.
Os EUA, levando atrás os seus aliados, querem reduzir as Nações Unidas a uma organização sem poder para regular as relações entre Estados; e substituir o direito internacional pela bitola dos seus interesses imperiais. Este caminho, a confirmar-se, constituiria um recuo da diplomacia e um avanço do belicismo, agravando tensões em todo o globo.

É isso que vai estar em cima da mesa na cimeira da NATO marcada para Novembro em Portugal.

A dependência de Portugal diante dos interesses do imperialismo norte-americano ou das grandes potências europeias mantém-se e ganha novas dimensões. Quer directamente, quer no quadro da NATO, os sucessivos governos portugueses têm dado facilidades logísticas e apoiado política e militarmente as guerras promovidas pelos EUA e seus aliados – contra a Jugoslávia, contra o Iraque, contra o Afeganistão e o Paquistão.
O mundo vai, assim, sendo conduzido para um estado de guerra generalizado. Nenhum país, nenhum povo, estará imune às consequências de um tal caminho.

Cabe ao povo português exigir das autoridades que respeitem os preceitos do direito internacional, que torna iguais todas as nações.

Cabe ao povo português exigir o cumprimento da Constituição portuguesa, que preconiza a abolição dos blocos político-militares.

Cabe ao povo português, na linha dos ideais e da convicção demonstrados em 25 de Abril de 1974, exigir pleno respeito pela sua própria vontade, que repudia a guerra e o seu cortejo de injustiça e de miséria.

Em solidariedade com os povos agredidos e em nossa própria defesa, digamos sim à Paz, digamos não à guerra, digamos não à NATO.

  • Não à cimeira da NATO e aos seus objectivos belicistas
  • Retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO
  • Fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em Portugal
  • Dissolução da NATO
  • Desarmamento e fim das armas nucleares e de destruição maciça
  • Cumprimento da Carta das Nações Unidas e da Constituição Portuguesa

Campanha PAZ SIM! NATO NÃO!



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quarta-feira, 21 de abril de 2010


"O Fundo da Linha" - PESCA DO ARRASTO O mar profundo num video fantástico da Greenpeace Imperdivel!!!!! Legendado em Português filme:





A Greenpeace está a divulgar o vídeo O Fundo da Linha para alertar para a destruição causada pela pesca de profundidade em águas internacionais. Este vídeo conta com o apoio de Sigourney Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos.
Em Novembro deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas vai voltar a abordar este tema e vai decidir os próximos passos relativamente à implementação da resolução 61/105. Esta resolução pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.
Desde o dia 16 de Outubro, que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de profundidade. Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do planeta.
Acreditamos que este vídeo é uma boa oportunidade para divulgar as ameaças que os ecossistemas das águas profundas enfrentam. Contamos com o teu apoio: divulga O Fundo da Linha




"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso canta, chora, dança e vive intensamente antes que a cortina se feche"
Chaplin

Sociedade Filarmónica Humanitária | Conservatório Regional de Palmela

Sociedade Filarmónica Humanitária
Conservatório Regional de Palmela
apresentam



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“Abril Jazz Mil” 2010

"Abril Jazz MIl" é um projecto que começou em 2009 e pressupõe ser uma iniciativa de cariz pedagógico, que através de um Workshop e Concertos proporcione à Comunidade Educativa e ao público em geral um contacto próximo com esta linguagem musical - o Jazz. A programação é composta por alguns artistas Portugueses de topo nesta àrea musical.

Programa:

WORKSHOP | Dia 24 de Abril, 15h – Sala Polivalente CRP

- inscrições na secretaria do Conservatório Regional de Palmela -

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“Improvisação – Primeiros passos”

Por Paulo Gaspar

CONCERTOS | Dia 24 de Abril, 21h30 – Auditório SFH

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Jazz Pictórico - Zé Soares e POLITONIA convidam São Nunes

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Quatro músicos | Uma artista plástica | Uma tela | Sombra chinesa | Pintura/música improvisada

Simbiose entre pintura e música, sempre com uma base de improvisação muito forte, ou não fosse o jazz o improviso por excelência. Desta feita há, no entanto, um elemento novo: a componente cénica – mímica e luz, considerada fundamental na “composição” deste concerto.
Este happening, no sentido conceptual da palavra, é um momento artístico efémero, improvisado que os artistas pretendem partilhar com o público, em que poderemos assistir, “ao vivo e a cores”, ao processo artístico desde o início até ao fim. Ou seja, desde o momento em que o artista se encontra face a uma tela branca, a uma pauta de música ou a uma cena, até ao momento em que aquilo que foi criado passa a “ser” do público.

Se na primeira parte o espectador vive uma experiência sensitiva na “Arte Global” numa estética baseada no “Work in Progress”, na segunda parte deste espectáculo é o jazz que o convida para embarcar na sonoridade contemporânea dos Politonia.


José Soares – Guitarra | Mário Franco – Contrabaixo | Gonçalo Prazeres – Saxofone | João Lencastre – Bateria | São Nunes – Artes Plásticas

"Tributo a Benny Goodman" - Paulo Gaspar and friends

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Paulo Gaspar clarinete | Jeffery DavisÓscar Graça piano | Eduardo Lopes bateria vibrafone |


O clarinetista pôs de pé um quarteto destinado a prestar homenagem ao rei das pistas de dança de antigamente.

Nesta viagem sonora aos anos 1930, acompanham-no Óscar Graça, Jeffery Davis e Eduardo Lopes

JAM SESSION | Dia 24 de Abril, 23h30 – Bar SFH

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Org.: Sociedade Filarmónica Humanitária | Conservatório Regional de Palmela

Apoios: Câmara Municipal de Palmela

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Soc. Filarmónica Humanitária - Palmela Av. Dr. Godinho de Matos, Palmela - Tel. 21 235 0235 - www s

ROTA DA RESISTÊNCIA NO BARREIRO


ROTA DA RESISTÊNCIA NO BARREIRO
Passeio pelo Património | Dia 25 de Abril 2010 (manhã)

O Barreiro é conhecido e reconhecido pelo seu passado de resistência.
A importante concentração operária que aqui ocorreu desde meados do séc. XIX, constituída por ferroviários, corticeiros e operários da CUF permitiu, desde cedo, o fermentar de ideais progressistas, dando origem a um espaço de tradição revolucionária que é, ainda hoje, um dos principais instrumentos da identidade local.

Através desta Rota da Resistência pretende-se revisitar alguns locais: do Largo Casal - onde deflagrou uma bomba em 18 de Janeiro de 1934 - até ao Teatro Cine-Barreirense, serão visitados vários locais que espelham a identidade local de resistência ao Estado Novo.

Inscrições e Informações: 21 214 87 60 (Divisão de Cultura e Património Histórico e Museológico)
Ponto de Encontro - Paragem de Autocarro na Av. Alfredo da Silva às 10h | Fim da visita: 13h

discussão em aberto


Sara,

Podes explicar, então, por que raio é que o Povo Português saiu à rua desobedecendo Ordens Explícitas de recolher às suas casas, pondo em risco as suas próprias vidas?
Que raio, então, levou as pessoas a desobedecer à Junta de Salvação Nacional, essa tal entidade militar?
Desobedeceram, por que raio? Porque estava escrito na Bíblia? Porque estava escrito nalgum cantinho das suas casas?
Não terão desobedecido e saído à rua, porque as pessoas têm um vida afectiva própria e SENTEM por si próprias o fluir da vida?
Não terão as pessoas saído aos magotes para a rua, porque SENTEM, gaita?
Não será normal e natural que as pessoas exprimam o que SENTEM?
E se é tanta gente a SENTIR o mesmo não será natural considerar que o sentimento é comum e que vem da raiz do ser humano vivente em Portugal?
Não será isto passível de ser adjectivado como PROFUNDO?

Isto são tudo questões óbvias que sua excelência Sara Vitália, do alto da sua altiva arrogância, individualismo e prepotência pseudo-libertária, não foi capaz de vislumbrar, tão pouco de o reflectir na sua escrita.

Sara, vê lá se tens tento nos juízos de valor que fazes!
Estamos em 2010, quando o sexo já é ciência há 100 anos. A afectividade humana e os sentimentos são uma matéria obrigatória em qualquer âmbito das Ciências, nomeadamente num âmbito tão amplo e abrangente como é o Constitucionalista.

E caso te tenha escapado, a Constituição da República Portuguesa foi votada e aprovada a 2 de Abril de 1976 com a participação de 91,2% !!!

Vide:« Assembleia Constituinte - 1975-1976

A Assembleia Constituinte vigorou entre Abril de 1975 a Abril de 1976. A sua eleição realizou-se no dia 25 de Abril, com a participação de 91,2% dos portugueses com direito a voto e o seu funcionamento cessou a 2 de Abril de 1976 com a aprovação da Constituição, trabalho para o qual havia sido criada.
Os Diários da Assembleia Constituinte contêm os textos com todas as intervenções em Plenário permitindo-nos acompanhar os trabalhos desta instituição até à concretização da sua missão: a elaboração da Constituição da República Portuguesa.
»


Saudações revolucionárias,
Vítor Hugo da Cruz Trindade Cardoso

2010/4/21 Sara Vitalia
"A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa."
Constituição da República Portuguesa, Preâmbulo.
Os militares muito preocupados com os sentimentos profundos do povo português e não com a fome, peste e guerra de que estavam a ser vítimas nas Colónias, a morrer e a ficarem deficientes do corpo e da mente e a lutar com um inimigo que não lhes tinha feito mal...uns a ganharem uma miséria e outros da mesma categoria a encherem os bolsos...
Pois, pois, a raça humana é naturalmente altruísta, o Pai Natal existe e existe também uma família imortal a viver no céu.
Não nego que o 25 de Abril foi importante, que o tal golpe de Estado bem concebido gerou uma série de transformações importantes, nem poderia negar. Factos são factos.
O que acho deplorável são estes lirismos e oportunismos, presente na forma de poesia na Constitução Portuguesa.
É doloroso mas muito libertador pensarmos por nós mesmos, Sara Vitália



2010/4/21 Sara Vitalia

Vitor, longe de mim negar factos. Eu só não acredito nesse altruísmo dos militares.



"Isto são tudo questões óbvias que sua excelência Sara Vitália, do alto da sua altiva arrogância, individualismo e prepotência pseudo-libertária, não foi capaz de vislumbrar, tão pouco de o reflectir na sua escrita."


Esta frase é que foi arrogante...




Sara,

Olhe que não ! Olhe que não !

Arrogante é a sua obsessão com um tal "altruísmo dos militares"; individualista é o seu desprezo pela verdadeira autoria da Constituição da República de 1976, isto é, o Povo Português; prepotente é a concepção de que a sua vontade e o seu pensamento são superiores ao pensamento e vontade comum deste mesmo Povo.

Nota: Agora nas palavras do grupo de comediantes Gato Fedorento «O que tu queres sei eu!»


Verifica-se que você tem uma verdadeira falta de capacidade para reflectir sobre mais do que um ponto em cada mensagem de correio electrónico. Então aqui vai repetido o texto constante do sítio na Internet do Parlamento:

E caso te tenha escapado, a Constituição da República Portuguesa foi votada e aprovada a 2 de Abril de 1976 com a participação de 91,2% !!!

Vide:« Assembleia Constituinte - 1975-1976

A Assembleia Constituinte vigorou entre Abril de 1975 a Abril de 1976. A sua eleição realizou-se no dia 25 de Abril, com a participação de 91,2% dos portugueses com direito a voto e o seu funcionamento cessou a 2 de Abril de 1976 com a aprovação da Constituição, trabalho para o qual havia sido criada.
Os Diários da Assembleia Constituinte contêm os textos com todas as intervenções em Plenário permitindo-nos acompanhar os trabalhos desta instituição até à concretização da sua missão: a elaboração da Constituição da República Portuguesa.»


Saudações revolucionárias,
Vítor Hugo da Cruz Trindade Cardoso





Guilherme Cossoul e a Companhia de Voluntários Bombeiros3........

Guilherme Cossoul
e a Companhia de Voluntários Bombeiros
| -> |

A iniciativa de fundar a CVB teve origem na falta de operacionalidade revelada pela estrutura municipal de bombeiros, no combate a numerosos e violentos incêndios deflagrados em Lisboa, situação decorrente da insuficiência de meios financeiros destinados à manutenção dos encargos com pessoal e material. Para o efeito contribuíram, decisivamente, as conversas sobre o problema mantidas na farmácia dos irmãos Azevedos, uma das quais (18 de Setembro de 1868) na presença do dr. José Isidro Viana, vereador da Câmara Municipal, e de Carlos José Barreiros, inspector do serviço de incêndios, além de outras destacadas personalidades que faziam daquele estabelecimento um dos afamados pontos de reunião da sociedade lisboeta. À semelhança do que se fazia no estrangeiro e perante a promessa feita pelo vereador Isidro Viana de que iria propor o aumento da verba orçamentada para os bombeiros da cidade, cifrado em sete contos, o maestro Guilherme Cossoul, que era presença assídua, alvitrou que se organizasse uma companhia de bombeiros voluntários. Desde logo não faltaram apoiantes, pelo que se sentiu legitimado para a promoção de uma reunião, na Abegoaria Municipal, onde funcionava a Inspecção de Incêndios, dela resultando a constituição da primeira companhia de bombeiros voluntários, que veio a ter o seu primeiro exercício no mesmo local, em 18 de Outubro de 1868.
Os mais destacados nomes do comércio, da aristocracia, das ciências e das artes, bem como muitos membros da colónia inglesa, aderiram à novel companhia, na qualidade de sócios.
A prestação do primeiro serviço verificou-se no dia 22. Tratou-se de uma situação de incêndio, num edifício situado na Travessa da Praia de Santos, onde o corpo activo, sob a orientação do comandante Guilherme Cossoul, que veio a ser distinguido pelo rei D. Luís I com o título de capitão-chefe dos bombeiros da freguesia dos Mártires, recorreu a material do município, em virtude da sua bomba braçal "Flaud" (bomba com chupadores para absorver a água de um manancial exterior, montada sobre veículo rodado, incluindo depósito, também conhecido por caldeira) não se encontrar completa para intervenção.

Aspecto de um violento incêndio em Lisboa. Bomba "Flaud" que pertenceu aos BV Lisboa

O corpo activo, que teve o seu primeiro quartel numa casa alugada na Travessa de André Valente, era constituído por um conjunto de notáveis figuras, celebrizando-se entre o povo que o passou a denominar como "Bomba dos Fidalgos". Por sua vez, a sede funcionava na Travessa do Carvalho, em espaço alugado para o efeito.
A referida bomba "Flaud", cuja aquisição partiu da iniciativa de um anónimo, ao industrial Cannel, pelo valor de 180$000 réis, resistiu até aos nossos dias, sendo pertença da Associação dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme (ABVA) e encontrando-se em exposição no seu Museu. Foi adquirida à Associação dos Bombeiros Voluntários de Lisboa, em 1895, pelo valor de 200$000 réis.
O livro Cem Anos ao Serviço da Comunidade. 1895-1995, de Maria Teresa Caetano, evocativo do centenário da ABVA, discrimina as despesas efectuadas na reparação da bomba, a fim de esta se encontrar capacitada para entrar ao serviço:

Trabalho de reparação da bomba – 3$560 réis;
Aviamentos, tintas e solas – 2$720 réis;
65m de mangueira de lona – 26$000 réis;
Uma agulheta – 3$600 réis;
Cinco junções – 10$000 réis;
20 baldes de lona – 12$000 réis;
Um malote para os baldes – 3$000 réis.

Guilherme Cossoul faleceu em 26 de Novembro de 1880, certamente, sem nunca ter imaginado que o seu alvitre iria transformar-se num imparável fenómeno social – base organizativa do sistema de protecção e socorro em Portugal – o qual passados 140 anos se vê traduzido nos seguintes números, conforme avançado pela agência Lusa, em notícia recente sobre a realização do 40.º Congresso e os problemas com que se debatem as associações humanitárias de bombeiros voluntários:

Em Portugal existem 435 corporações de bombeiros, espalhadas por 307 dos 308 concelhos do país (Castro Marim, no Algarve, é a excepção), que têm 1,2 milhão de sócios, dispõem de um contingente que totaliza 38 mil elementos, entre voluntários e assalariados, geridos pelos sete mil dirigentes que ocupam os cargos directivos das organizações humanitárias, segundo a LBP.


Corpo Activo dos Bombeiros Voluntários de Lisboa em duas épocas distintas (1885 e 1968)

Por absoluta necessidade de assegurar maior prontidão no socorro, em consequência do constante crescimento das solicitações, o voluntariado tem vindo a assistir à profissionalização de áreas de actividade dos corpos de bombeiros, caso do serviço de saúde, do serviço de emergência pré-hospitalar e, mais recentemente, do serviço de incêndios.
O ritmo da vida moderna implica que a capacidade de resposta, especialmente nos grandes centros urbanos e no período diurno, já não se compadeça, de modo exclusivo, com a disponibilidade do voluntariado, o que vem obrigando as estruturas dos bombeiros a adoptar soluções alternativas ao nível do seu sistema de funcionamento, de que é exemplo, em áreas de maior risco, a existência de grupos de intervenção permanente, co-financiados pela administração central e local. Este é, de resto, um dos assuntos que marca a actualidade e a agenda de trabalhos da reunião magna de Pombal, no quadro das propostas de cooperação a apresentar ao Governo, visando a melhoria da prestação de serviços e o adequado financiamento dos bombeiros no contexto da protecção civil.


Material dos BV Lisboa, frente ao quartel do Largo do Barão de Quintela (1885 e 1968)

A natureza dos problemas que afectavam, em 1968, as vulgarmente designadas "corporações", tinha uma dimensão diferente daqueles que se colocam nos dias de hoje, porém, a sensibilização de sucessivos governos para efeitos de apoio, quer antes quer depois da instauração do regime democrático, constitui um aspecto permanentemente presente em termos conjunturais e históricos, perseguindo, desde há décadas, a vivência dos bombeiros portugueses. Disso é exemplo uma passagem do artigo de abertura do Boletim da Liga dos Bombeiros Portugueses, referente a Novembro e Dezembro de 1968, que se reproduz:

Entretanto, e apesar de tudo quanto se passou, entendemos que muito ficou por fazer e que há necessidade de activar a acção deste organismo, para levar até ao Governo Central os anseios de todos e pugnar pela melhoria da situação que se impõe.
As nossas Associações não podem continuar a estar depen­dentes da generosidade do povo; o Estado tem de contribuir também para a sua manutenção e dado o agravamento no custo da vida há que encarar num futuro próximo a forma de se obterem dotações que permitam manter o que com muito sacrifício e dedicação se tem feito até agora.
Há que arranjar solução imediata para o problema gra­víssimo do seguro das viaturas, cujo arranjo não pode ser suportado pelas Corporações de Bombeiros, por para isso não darem as suas receitas, sempre escassas.


Comissão Executiva do XVIII Congresso (Da esquerda para a direita: Jaime Alves Baptista, João Magalhães Ferraz, António de Moura e Silva, almirante Nuno de Brion, dr. Manuel Pinto Gomes de Carvalho, comandante Ernesto Costa e Alberto Serra e Moura). Pessoal do Batalhão de Sapadores Bombeiros de Lisboa equipado com fatos de aproximação ao fogo, no desfile de encerramento do XVIII Congresso, na Avenida da Liberdade

Fonte: fogo-historia

terça-feira, 20 de abril de 2010

homenagem à MULHER PORTUGUESA

A Gala "REPÚBLICA DE ABRIL", em homenagem à MULHER PORTUGUESA, gravada no Coliseu dos Recreios, em 15ABR10, da responsabilidade da A25A com o apoio da RTP, foi mais um sucesso nos campos da música, canção, poesia e teatro,

Este espectáculo vai ser transmitido pela RTP 1 no próximo dia 25 de Abril, às 21H00, logo a seguir ao Telejornal
(ver elenco em ANEXO).


Se não teve possibilidade de assistir ao vivo, não perca a oportunidade de ver um conjunto de intervenções memoráveis, na esteira das apresentadas em 2008 no "Vozes de Abril" e 2009 no "Vozes que Abril Abriu"

Se assistiu ao vivo, aproveite para rever, pois, além da excelência do espectáculo, há todo o interesse em que o programa televisivo seja visto pelo maior número de pessoas, o que nos leva a sugerir-lhe que divulgue este e-mail junto dos seus contactos.

As fotos da Gala podem ser consultadas em: www.nunoaugusto.com
/a25a

homenagem à MULHER PORTUGUESA

A Gala "REPÚBLICA DE ABRIL", em homenagem à MULHER PORTUGUESA, gravada no Coliseu dos Recreios, em 15ABR10, da responsabilidade da A25A com o apoio da RTP, foi mais um sucesso nos campos da música, canção, poesia e teatro,

Este espectáculo vai ser transmitido pela RTP 1 no próximo dia 25 de Abril, às 21H00, logo a seguir ao Telejornal
(ver elenco em ANEXO).


Se não teve possibilidade de assistir ao vivo, não perca a oportunidade de ver um conjunto de intervenções memoráveis, na esteira das apresentadas em 2008 no "Vozes de Abril" e 2009 no "Vozes que Abril Abriu"

Se assistiu ao vivo, aproveite para rever, pois, além da excelência do espectáculo, há todo o interesse em que o programa televisivo seja visto pelo maior número de pessoas, o que nos leva a sugerir-lhe que divulgue este e-mail junto dos seus contactos.

As fotos da Gala podem ser consultadas em: www.nunoaugusto.com
/a25a