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O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA


A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...

A palavra! Vós roubais-la
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Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.

Castro Alves
Jornal de Poesia

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?

Castro Alves


MINHA LEI E MINHA REGRA HUMANA: AS PRIORIDADES.

Marília Gonçalves

Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres.
Albert Einstein

Perguntas Com Resposta à Espera

Portugal ChamaS e Não Ouvem a Urgência de Teu Grito? Portugal em que http://www.blogger.com/img/gl.bold.gifinevitavelmente se incluem os que votando certo, viram resvalar de suas mãos a luz em que acreditavam; A LUTA CONTINUA )
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Fazer circular

Mensagens a Fazer Circular

Recebi o seguinte email dum amigo por quem tenho todo o carinho de Abril e aqui o deixo, num direito à palavra:

Car(o)a amig(o)a
Para teu conhecimento, com o pedido de divulgação que entenderes fazer, junto "resposta" a mais um ataque do cor. Manuel Bernardo.
Abraço amigo
.
Pergunto-me se vale a pena gastar tempo e energias com o Manuel Bernardo (MB). As suas acções no passado criaram-lhe um tão grande perfil de descridibilidade que me parece ser tempo perdido... De facto, só quem gosta de ser enganado é que ainda lhe dá crédito...
O ter presente o velho ditado de "água mole em pedra dura..." leva-me a, perante as investidas que me vem fazendo - ainda não consegui atingir o porquê de me ter eleito como alvo preferido das suas ofensas - esta tomada de posição, que conto possa trazer algum esclarecimento e alguma luz a quem esteja mal informado, mas de boa fé.
1. Em primeiro lugar, recuso liminarmente o título que MB colocou em mais uma das suas diatribes: como afirmei já mais que uma vez, não sei mentir, não invento estórias, os factos que conto são verdadeiros. Por muito que alguns MB os tentem contrariar. Neste caso, para além de não apontar nenhum facto concreto, a sua falta de credibilidade é a minha melhor defesa.
Importa aqui recordar a sua reacção, quando alguém lhe chamou a atenção para o facto de ele saber que as afirmações que faz no seu último livro sobre mim e a minha actuação na Guiné não corresponderem ao que se passou, não estarem correctas, estarem deturpadas: " está bem, mas eu tinha umas contas a ajustar..." afirmou, com o maior à vontade dos mentirosos e dos cínicos!
2. Também agora vem a público citar um despacho sobre mim - utilizando elementos reservados - do então comandante chefe da Guiné, gen. Spínola.
Mais uma vez a sua desonestidade intelectual se declara de forma brutal: ao ler o livro "Do Interior da Revolução" pôde tomar conhecimento - se é que o não sabia ainda - desse episódio em pormenor, nomeadamente a forma como Spínola recuou e me deu razão. Como sempre faz, quando lhe interessa, escamoteou factos e difamou indirectamente - pois nunca faz acusações directas - os que quer atingir, para saldar as contas que tem em aberto...
3. Vem também afirmar que só agora tomou conhecimento da razão porque em 1974 o quiseram sanear, acrescentando que eu nunca lhe fui apresentado e que apenas falou comigo em 1994...
O descaramento deste fulano chega a pontos inimagináveis!
Como já afirmei, o MB subscreveu o abaixo assinado que em 1973 se fez contra os dec-lei 353/73 e 409/73. Penso não ter sido eu a recolher a sua assinatura directamente, mas lembro-me de o ter contactado na Academia Militar.
Quando em 1974 é saneado pelo Conselho da Arma de Infantaria (CAI), procura-me pessoalmente e protesta o facto, pois "era do MFA, assinara o abaixo assinado...".
Tive, então, oportunidade de o esclarecer: defendera-o no CAI, informando dessa sua atitude, nada pudera fazer contra a acusação que aí lhe fora feita e sobre a qual me não pudera pronunciar, pois não estava cá, nessa altura.
Acusação que consistira em, no desenrolar do 16 de Março de 1974, ele ter colaborado com a acção da GNR e da PIDE/DGS , no cerco que estas forças fizeram à Academia Militar, donde resultou a prisão do Almeida Bruno e de outros oficiais do Movimento.
Aconselhei-o, então, a procurar esclarecer os factos com os membros do CAI que o acusaram.
Vem agora negar tudo isto e afirmar da pouca credibilidade da acusação, apontando procedimentos que diz ter tido e que relata em pormenor.
Não contesto esses procedimentos - não presenciei, ainda que a sua pouca credibilidade pessoal... - , não o acuso, como nunca o acusei, de ter ajudado a GNR e a PIDE/DGS a cercar a Academia Militar!
Não aceito é que venha negar e ignorar a diligência que fez junto de mim e os esclarecimentos que então lhe forneci...
Atitude que já me não surpreende, pois como lhe disse um dia no intervalo de um seminário na Universidade Nova, é fácil escrever mentiras, quando se não tem à frente quem nos possa contestar.Mais difícil é manter essas mentiras, cara a cara, o que o levara a calar-se no debate havido, não intervindo sequer face às minhas afirmações sobre procedimentos, totalmente opostas às afirmações que vinha publicando nos seus livros.Recordo perfeitamente que nem sequer reagiu, quando o acusei pessoalmente de
cobardia, o que aliás é natural nele.
Quanto à acusação que agora faz de que " o quiseram sanear, expulsando-o do Exército, sem qualquer vencimento", estamos perante mais uma das deturpações caluniosas em que MB é useiro e vezeiro: como explico em "Do Interior da Revolução", foi o facto de ainda não ter o tempo de serviço que o estatuto do oficial impunha para que se pudesse passar à reserva que fez com que ele e outros na mesma situação não passassem à reserva e ficassem na situação de "esperados". Isto porque, contrariamente ao que afirma, houve a preocupação de não criar nenhuma situação em que os saneados ficassem sem vencimento. O que penso não ter acontecido em todos os Ramos das Forças Armadas...Desta situação resultaria que, com o evoluir dos acontecimentos e ao contrário do que se passou com os oficiais saneados que já tinham o tempo de serviço mínimo para passarem à reserva, os "esperados" nunca foram efectivamente saneados e fizeram a sua carreira normalmente, vendo a situação de saneamento anulada, efectiva e definitivamente, quando alguns anos depois foi aprovada legislação que anulava os saneamentos e as respectivas consequências.
A queda para deturpações do MB é de facto espantosa!...
Quanto ao Carlos Fabião, apesar de alguns erros cometidos, todos sabem que um só dos seus dedos vale mais que todos os MB juntos...
4. Não tenho a intenção de voltar a perder tempo com MB, a não ser que a gravidade dos seus actos a isso me obrigue.
Quanto ao livro "Do Interior da Revolução" e aos factos que "eu invento", continuo à espera que me apontem esses factos. Apenas o gen. Ricardo Durão apontou dois ou três, mas a esse já respondi, aconselhando-lhe um esforço de memória.
A análise de MB, se ainda fosse preciso, cai pela base quando afirma que eu "omito o importante contributo dado ao processo contestatário por oficiais que estavam nas comissões em África".
Apesar de nessa entrevista a Manuela Cruzeiro dar essencialmente o meu testemunho sobre a minha experiência, a minha intervenção concreta, só uma mente retorcida e pré-formatada poderia fazer essa afirmação. Basta ler o livro, para ver o realce que eu dou a esse facto!
Vasco Correia Lourenço

As estórias inventadas por Vasco Lourenço

Por Cor. Manuel Bernardo

(…) a razão que levou o Conselho da Arma de Infantaria, (…) a saneá-lo (Manuel Bernardo): a acusação de que em 16 de Março de 1974 apoiou a GNR e a PIDE/DGS, no cerco à Academia Militar, donde resultou a prisão do Almeida Bruno e de outros oficiais do Movimento... Mais tarde, quando me procurou para conversar sobre isso, aconselhei-o a falar com outros membros do Conselho da Arma para esclarecer o assunto, o que ele não fez. (…)

Cor. Vasco Lourenço, in e-mail de 19-6-2009

1. Inspeccionei no dia 30 de Maio a guarnição de Cuntima.

Desde há muito estava informado de que o ambiente disciplinar da C. Caç. 2549 era mau e que nos últimos tempos piorara.

Acusação: Falta de aptidão do Capitão (Vasco Lourenço) para comandar.

O que vi, observei e ouvi na inspecção a Cuntima excedeu tudo o que se possa imaginar.” (…)

Despacho de General António de Spínola de 2-6-1970.

(In História do B. Caç. 2879; Arq. Hist. Militar)

Passados que foram mais de 35 anos sobre o 16 de Março de 1974, vim a saber agora, através de um e-mail deste elemento activo (mas com uma imaginação fértil) do Conselho da Arma de Infantaria a razão porque queriam “sanear-me”, isto é, expulsar-me do Exército Português, sem qualquer vencimento, e sem me darem a oportunidade de conhecer a acusação e de ser ouvido sobre ela, e poder defender-me com base nos mais elementares Direitos do Homem. Isto sucedia após ter cumprido quatro comissões por escala em Angola e Moçambique, desde 1961 a 1974. Apesar das minhas tentativas esforçadas para, na altura, saber a razão secreta de tal atitude, nunca ninguém se dispôs a fazê-lo, apesar das cartas que escrevi individualmente a cada um dos membros desse Conselho, incluindo este senhor! Durante a guerra, entretanto, ele tinha “evitado” fazer a sua 2.ª comissão, pois conseguiu ficar inamovível nos serviços de cifra do Exército, enquanto os outros sofriam na pele, no corpo e no espírito as sequelas resultantes desse esforço…, como os meus amigos Luís Villas-Boas e Joaquim Vasconcelos.

Vasco Lourenço, que ainda agora afirma terem sido os saneamentos de militares muito democráticos (!?), nunca me foi apresentado (1974-1994) e apenas falei com ele uma vez (através do editor), em 1994, numa divulgação do meu livro então publicado: “Marcello e Spínola; a Ruptura (…); Portugal 1973-1974, resultante da tese (equivalente a mestrado), que fiz na Universidade Católica Portuguesa, em regime pós-laboral.

Uma versão descodificada

Curiosamente a minha versão e empenhamento nos acontecimentos da também designada “intentona das Caldas” (cuja acusação contra mim, ele ou alguém inventou) já se encontra num livro publicado em 1975 e que viria a ser apreendido antes do previsto lançamento, na então Feira Popular (5-5-1975), pela célula do PCP da editorial “O Século”: “Radiografia Militar” de Manuel Barão da Cunha. Este oficial (DFA) codificou os nomes dos militares (por sua iniciativa) e, sendo o autor do texto darei os nomes verdadeiros, como já o fizera parcialmente naquele citado livro - Marcello e Spínola; a Ruptura (…), em 1994.

Chegando à pág. 270, pode ler-se:

Mário Cardoso (Manuel Bernardo): Actividades relacionadas com o “Movimento” de 23-2-1974 a 25-4-1974, na Academia Militar:

9 de Março

Estive presente numa reunião, num quarto do edifício do corpo de alunos, em que compareceram vinte e tal oficiais, onde foi exposta a situação dos três camaradas que deviam ser transferidos e que foram sequestrados por camaradas do “movimento” e em que é definida a atitude a tomar, em virtude de estarmos em prevenção rigorosa.

Fiz um telefonema para o Amaro (Major Campos de Andrada / RL2), a dizer o que se passava

Às 15H15 o 2.º Comandante avisa o General de que os oficiais querem ser recebidos por ele.

Após a reunião fiz novo telefonema para o Major Campos de Andrada para saber o que se passara lá e informá-lo do sucedido.

Às 19H30, estando na sala de oficiais, antes de sair, pois terminara a prevenção rigorosa, recebi o telefonema dum dos camaradas, que tinha um dos sequestrados consigo e não sabia o que havia de fazer, pois esperava directivas e queria falar com alguém da comissão central do “movimento”.

10 de Março

Consta à tarde que os camaradas Valdemar (Capitão Vasco Lourenço), Palma Sintra (Major Pinto Soares) e outros já estão presos na Trafaria. Consta também que os generais Gomes da Cruz (Costa Gomes) e Sílvio (António de Spínola) estão detidos nos gabinetes.

Depois do jantar, estando todos os oficiais na sala, atendo o telefone em que me perguntam se o Major Saraiva de Carvalho já chegou (nota-se que estão preocupados).

Às 24H00 chega aquele oficial e está cerca de meia hora a falar com o General. Cerca da 01H00 o Major Saraiva de Carvalho esclarece o pessoal e confirma a prisão dos camaradas. Depois acompanho-o com o Ten-Coronel Cunha (Armando Canelhas) para descobrir um quarto para ele se deitar. Digo-lhe que é possível que já esteja referenciado e que tenha a DGS atrás dele. Diz-me que já tem a família mentalizada para o caso de ser preso e apenas está furioso por estar a sentir-se ultrapassado pelos acontecimentos. Esclarece que os Generais Costa Gomes e António de Spínola se isolaram de propósito para evitar comprometimentos e não estarem detidos. Diz também que a conversa havida com o General Comandante foi à base de política, mas que não levou nada dele.

Depois de o deixar, aviso o oficial de dia para estar precavido com qualquer ordem exterior de prisão de algum camarada que esteja na Academia Militar, pois na véspera tive ocasião de verificar o “espírito de lealdade” do General em relação ao Governo Militar de Lisboa, comunicando-lhe pelo telefone, logo a seguir à reunião da tarde, da intenção dos oficiais, caso não estivessem de prevenção rigorosa, irem ao Terreiro do Paço de uniforme n.º 1 manifestarem junto do Ministério do Exército.

12 de Março

De manhã apresenta-se ao General o Alberto Belmiro (Ten. Cor. Almeida Bruno) que, à tarde, recebe a comunicação de que está mobilizado, por escolha, para a 5.ª comissão (Guiné), a fim de substituir o Fialho (Major Raul Folques).

13 de Março

(…) às 15H30 telefona o Ministro do Exército para marcar uma reunião com ele e outros generais em 14 de Março, no salão nobre da Assembleia Nacional.

14 de Março

Estou com o Major Marques (Manuel Monge), que me diz que vai haver à tarde uma reunião de generais, que o General Paiva Brandão já tem o discurso preparado e que pensam “correr” com os Generais António de Spínola e Costa Gomes. Entretanto chegam mais oficiais que se reúnem com ele no gabinete - parecem-me ser o Major Neiva (Jaime Neves), Major Venâncio Silva (Vítor Alves), Major Carolino (Casanova Ferreira) e Coronel Daniel (Rafael Durão). Como o gabinete do Coronel Séneca (Leopoldo Severo), que anteriormente já tinha sido posto em dúvida em relação ao movimento pelo Major Hélder (Hugo dos Santos), dadas as suas relações com o Sub-Secretário do Exército, ficava mesmo em frente do gabinete onde eles estavam reunidos, fiquei de vigia.

15 de Março

(…) Depois do almoço encontro o Major Saraiva de Carvalho que me diz que o golpe era para ser ontem, mas que a Força Aérea “borregou” e que agora tinham que fazer um planeamento apenas com o Exército. Falei-lhe no telefonema do General para o General Andrade e Silva (… podemos ficar descansados por mais uns tempos…)

16 de Março

Cheguei à Academia cerca das 06H00. Pouco depois chega o Ten-Coronel Almeida Bruno. Disse a alguém que já foi pôr o General António de Spínola num lugar seguro, pois que, antes, quando às 2 horas ia para o seu domicilio, viu a DGS a cercar-lhe a casa e se escapou. O General (AM) dá-lhe ordem para ir ao QG e como sabe que era para ser preso, pede que o Ten-Coronel Severo o acompanhe. Este oficial, quando regressou cerca das 12H00, disse que não havia problemas com o Almeida Bruno e se não fosse estarmos de prevenção rigorosa, sairia em liberdade. No entanto, seguiu para o BC5 e dali para a Trafaria.

Entretanto, cerca das 7H30, é recebido na sala de oficiais um telefonema do Major Saraiva de Carvalho; o camarada que o atende fica receoso por saber que os telefones estão sob escuta e passa-me o telefone. Diz-me Otelo que está na rotunda da Encarnação, junto das bombas de gasolina; diz ainda que vêm várias colunas do Norte e pede para mandar dois oficiais para servirem de elementos de ligação para ver se se consegue interceptar as colunas do BC5 e do RC7, que se dirigem para lá. Digo-lhe que é difícil e que vou ver se consigo. Chego junto à porta de armas, onde está um jipe para sair com o Major Bártolo (Major Nuno Bívar) e digo-lhe o que Otelo pretende. Falo também com o Ten-Coronel Lélio Pedro (Fisher Lopes Pires), que se prontifica a ir com ele. Quando regressaram disseram que já lá não encontraram o Otelo e que o caso estava complicado, e pediram-me segredo desta saída.

À tarde o General é chamado ao Quartel-General e toma conhecimento de que vai ser demitido das suas funções.

À noite faço um telefonema para o Coronel Ricardo André (Robin de Andrade), que sabia ligado ao General Spínola e por meias palavras alerto-o para o que se está a passar.

18 de Março

Aproveitando o final da prevenção rigorosa, passei pelos correios e enviei um telegrama para o Major Raul Folques, que estava na Guiné, com um nome falso no expedidor e com o seguinte texto: “Teu substituto Almeida Bruno não segue. Está retido na Trafaria desde anteontem, assim como outros vindos daí. Informa-te. Um abraço

De tarde, o General recebe a nota que nomeia o seu substituto, General Beltrão Filho (Pais Brandão) e que determina que o comando deve ser assumido no dia seguinte, por este. (…)

A versão de Otelo S. Carvalho

Depois desta cronologia de factos ocorridos na época, consideram os leitores que as afirmações de Vasco Lourenço têm alguma credibilidade?

Além disso saliento que tenho maneira de comprovar a veracidade do citado telefonema, não apenas através dos intervenientes que eu “recrutei”, mas também com o testemunho de Otelo Saraiva de Carvalho.

Vejamos o seu livro “Alvorada em Abril”, escrito quando já navegava nas águas da extrema-esquerda, em 1977. Na pág. 278 pode ler-se:

“(…) Mas era importante exercer sobre os camaradas que integravam a coluna do BC5 e até a do RC7 uma acção desmobilizadora. Fiz uma chamada telefónica para a Academia Militar. Atendeu-me o Rio de Carvalho. Perguntei-lhe, de chofre, se havia alguém disponível que pudesse ir para junto do RAL1 e que conhecesse o Major Vinhas.

- Não sei pá. Vou ver se há por aqui alguém. Mas olha que a malta está em prevenção rigorosa. O que é que tu andas a fazer?

- Deixa lá isso agora. Estou-me nas tintas para a prevenção. Arranja mas é aí um gajo qualquer da malta que possa vir para aqui. O Lopes Pires, por exemplo.

“O Capitão Manuel Amaro Bernardo, do meu curso, ajudante de campo do General Comandante apareceu depois a garantir que alguém ia lá ter e perguntou-me o que é que havia.

-Bolas! – disse eu – Depois hás-de saber. Agora preciso que venha aqui alguém para ver se convence o Vinhas.

“Desliguei. E metendo-me com o Miquelina Simões no carro, tentámos, então a nossa sorte. (…)

Neste texto de Otelo apenas existe uma incorrecção. Ele não podia ter sugerido o nome do Ten-Coronel Eng.º Fisher Lopes Pires (mais tarde graduado em general e membro da Junta de Salvação Nacional depois de 28-9-1974), pois a escolha casualmente foi feita por mim, sem saber do teor da conversa de Otelo com Rio de Carvalho e terá sido acrescentado na sua versão à posteriori, por o ter visto naquele local.

Repare-se também que, ao contrário do que fazia com os outros, colocou no seu texto o meu nome completo, para não confundir com o Lencastre Bernardo, de Artilharia (depois amigo do Dias Loureiro…) ou com o Correia Bernardo, de Cavalaria, que ficou na defesa da EPC, quando o Salgueiro Maia saiu a 25 de Abril.

Na página 281, Otelo confirma a chegada dos oficiais que eu enviara:

(…) Ele (Miquelina Simões) continuara o seu veemente protesto junto do Major Vinhas e da malta do BC5. Entretanto, acorrendo ao meu telefonema, aparecera o Nuno Bívar, num jipe da Academia, tendo saído com o pretexto de ter uma instrução de Educação Física programada para o anexo da Amadora e não poder faltar. Ajudara ao barulho.

Acompanhara-o o Lopes Pires que, prudentemente, não abandonara o jipe. (…)

General Spínola sobre a actuação de Vasco Lourenço na Guiné

Continuemos o despacho do General António de Spínola referido no início deste texto:

“2. Rancho

“O pessoal queixou-se de que há cerca de 15 dias se encontrava sem batata e arroz e que teve falta de farinha e sal.

“Averiguei sumariamente a origem de tal anomalia; imediatamente concluí pela existência de graves negligências do Comandante de Companhia e do vaguemestre.

“Ambos se encontravam de licença com conhecimento do Comandante de Batalhão de Caçadores 2879.”

“3. Alojamento do pessoal

“As condições de alojamento são péssimas, com a agravação de se encontrar em construção um aldeamento, que oferece a experiência suficiente para se improvisar rapidamente instalações aligeiradas, que satisfaçam condições mínimas de habitabilidade.

“Há pessoas a viver em abrigos, que são buracos absolutamente inabitáveis.

“O pessoal encontra-se há dez meses na Província e ainda não tem colchões. Porquê? Quando unidades mais recentes já os têm.”

“4. Armamento

“Encontrei espingardas automáticas G3 em péssimo estado de limpeza e conservação, o que denota que há muito tempo não é passada revista ao armamento, negligência do comando grave em campanha. Note-se que as companhias africanas e as milícias vêm tendo cuidados especiais com a conservação do armamento.”

“5. Acção disciplinar sobre o pessoal

“Proíbo que, com base na presente inspecção se punam soldados (refiro-me ao armamento), pois as faltas por mim detectadas encontram-se cobertas pelos Comandantes de Pelotão e estes pelo Comandante de Companhia, a quem deve ser pedida responsabilidade.” (…)

“9. Inspeccionarei Cuntima dentro de um mês. O Senhor Cmdt/CTIG e o Cmdt Bat. adoptarão todas as medidas necessárias em ordem a resolver todas as anomalias detectadas”.

“Sobre esta circular (despacho), o Ex.mo Cmdt de Bat., Ten-Coronel Inf.ª António José Ribeiro, lançou o seguinte despacho:

Ciente.

Foram tomadas todas as providências requeridas.

Tinha conhecimento pessoal dos assuntos expostos, excepto na falta de aptidão do Capitão para comandar – só está há dois meses sob o meu comando –, e do estado de limpeza das G3. Aguardo a chegada do vaguemestre da companhia para o ouvir nos termos do art.º 130 do RDM e puni-lo, caso, como parece verificar-se, haja incúria nos serviços a seu cargo”.

As “aventuras” de Vasco Lourenço na Guiné e os elogios a Fabião

Terá sido na sequência destes factos que Vasco Lourenço foi punido por duas vezes, deste modo:

Em 21-11-1970, punido com uma repreensão pelo Comandante Militar do CTIG, “por durante alguns interrogatórios a elementos suspeitos da população civil ter usado e mandado usar meios coercivos para com os mesmos”. Infringiu o dever 44.º do art.º 4.º do RDM.

Em 22-2-1971, foi punido com uma repreensão, pelo Comandante Militar do CTIG, “porque tendo conhecimento de deficiências graves na confecção do rancho, devidas à inaptidão do vaguemestre da companhia, não actuou de forma adequada que a situação exigia, do que resultou terem-se tais deficiências repetido, com manifesto prejuízo para a disciplina”. Infringiu 5.º do art.º 4.º do RDM.

Esta punição era inicialmente de três dias de prisão (24-10-1970), tendo sido possivelmente alterada face a reclamação feita pelo oficial.

As duas repreensões viriam a ser posteriormente anuladas: a primeira, uma ano depois, nos termos do art.º 154.º do RDM; e a segunda, pelo Decreto-Lei 202/74 de 14-5-1974.

Lembro que no seu depoimento a Maria Manuela Cruzeiro (Do Interior da Revolução, Lisboa, Ed. Âncora, 2009), Vasco Lourenço, a propósito dos saneamentos compara dois “casos especiais”, o meu, em que, segundo ele “a evolução da situação fez com que fosse esquecida essa decisão e eles nunca fora passados compulsivamente à reserva”. Não é verdade! Depois de todo um processo movido por mim, ao longo de muitos meses, houve uma decisão para anular tais saneamentos, autênticos escândalos contra os mais elementares Direitos do Homem. E se ele tivesse “vergonha na cara”, nem viria agora falar sobre tal escabroso assunto.

O outro caso especial, que veio defender como bom na sua perspectiva, foi o sucedido com Carlos Fabião. Segundo ele, este oficial “é bem o exemplo de um oficial extraordinariamente digno, que foi muito mal tratado pelo Exército, e não só”. Não seria o contrário? Não foi Fabião que, com o seu comportamento como CEME, deixou que o Exército fosse disciplinar e eticamente destruído, de tal modo que nenhum comandante de Unidade, na altura, podia em consciência dizer que uma qualquer ordem sua fosse cumprida?

E onde estava a sua dignidade quando numa audiência concedida sobre o caso dos saneamentos, em Dezembro de 1974 eu lhe disse que iria tentar resolver o assunto pela via judicial, e me respondeu que os Tribunais não mandavam nada, pois o poder estava nele e nos que tinham feito a revolução.

De facto, apenas voltámos a viver num Estado de Direito, depois do 25 de Novembro de 1975, quando ele foi demitido e os Tribunais voltaram a ter a importância que lhes é devida.

Naquele depoimento a Maria Manuela Cruzeiro, Vasco Lourenço inventa factos a seu belo prazer. Dois oficiais já vieram a público desmascarar essa atitude incorrecta de presunção e mistificação: o General Ricardo Durão e o Coronel Av. Costa Martins. Com este texto espero igualmente ter dado a minha contribuição para a desmontagem da manipulação (incluindo a omissão do importante contributo dado ao processo contestatário por oficiais que estavam nas comissões em África) feita ao longo do referido livro.

Cor Ref. Manuel A. Bernardo

25-6-2009


Um e-mail que pode salvar vidas

Reconhecer um derrame cerebral


É sempre bom saber .

Durante um churrasco uma amiga caiu sem tropeçar,

ela assegurou a todos que estava muito bem (ofereceram-se para chamar um médico) e que somente havia caído por causa de seus sapatos novos. Os amigos

limparam-na e deram-lhe um novo prato de comida. Embora parecendo um pouco agitada, Ingrid aproveitou o resto da noite. O marido de Ingrid mais tarde

ligou para dizer a todos que sua esposa tinha sido levada ao

hospital - (ás 18h00, Ingrid faleceu); sofrera um derrame durante ochurrasco.

Se os amigos tivessem sabido identificar os sinais do derrame talvez Ingrid

estivesse connosco hoje.

Leva somente um minuto para ler isto!




Reconhecer um derrame:


Um neurologista diz que se puder chegar a uma

vítima de derrame dentro de 3 horas, podem

totalmente ser anulados os efeitos desse derrame...

totalmente! Disse que o truque é reconhecer e

diagnosticar o derrame e chegar ao paciente nas primeiras 3 horas.

Às vezes os sintomas de um derrame são difíceis de identificar.

Infelizmente, a falta de consciência leva ao desastre. A vítima de derrame

pode sofrer danos no cérebro quando as pessoas

próximas falham no reconhecimento dos sintomas do derrame.

Os médicos dizem que um bom observador pode reconhecer um derrame fazendo

três simples acções:


  • Peça ao indivíduo para SORRIR.

  • Peça que LEVANTE AMBOS OS BRAÇOS.

  • Peça que PRONUNCIE uma FRASE SIMPLES (coerentemente) (ex:"o dia está bonito")

Se a pessoa tiver problemas em qualquer uma dessas tarefas, ligue para o 112

imediatamente e descreva os sintomas que constatou.

Após terem descoberto que um grupo de voluntários

não médicos poderia identificar a fraqueza facial, a fraqueza do braço

e os problemas do discurso, investigadores incitaram o público em

geral a aprender as três acções. Apresentaram suas conclusões na reunião

anual da associação americana de derrame, em Fevereiro passado.

Difundido o uso deste teste nós poderemos ajudar no

diagnóstico e no tratamento do derrame e impedir os danos cerebrais.

Um cardiologista diz que se todos os que receberem

este e-mail o enviarem a

10 pessoas, pode apostar que pelo menos uma vida será salva.


SEJA UM AMIGO E COMPARTILHE ESTE ARTIGO COM TANTOS

AMIGOS QUANTO POSSÍVEL.


Você pode salvar vidas !!!


Um e-mail que pode salvar vidas

Coisas bem simples que podem salvar a vida de alguém.

Sorrir, movimentar os braços e falar.

Boa informação.

Um abraço


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Urgente!! Não à primeira vez




HOJE RECEBI FLORES!!!!



Não é o meu aniversário ou nenhum
Outro dia especial; tivemos a nossa primeira
discussão ontem à noite e ele me disse muitas
Coisas cruéis que me ofenderam de verdade.
Mas sei que está arrependido e não as disse
a sério, porque ele me enviou flores hoje.
E não é o meu aniversário ou
Nenhum outro dia especial.

Violencia1


Ontem ele atirou-me contra a parede e
começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo,
mas dos pesadelos acordamos e sabemos
que não é real. Hoje acordei cheia de dores e
com golpes em todos lados.
Mas eu sei que está arrependido porque ele me
Enviou flores hoje. E não é São Valentim ou
Nenhum outro dia especial.


Violencia2


Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me.
Nem a maquiagem ou as mangas compridas
poderiam ocultar os cortes e golpes que me
ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego
hoje porque não queria que percebessem.
Mas eu sei que está arrependido porque ele
me enviou flores hoje. E não era dia das mães ou
Nenhum outro dia.

Violencia3


Ontem à noite ele voltou a bater-me,
Mas desta vez foi muito pior. Se conseguir
deixá-lo, o que é que vou fazer? Como poderia
eu sozinha manter os meus filhos?
O que acontecerá se faltar o dinheiro?
Tenho tanto medo dele!
Mas dependo tanto dele que tenho medo
de o deixar. Mas eu sei que está arrependido,
Porque ele me enviou flores hoje.

Violencia4


Hoje é um dia muito especial:
É o dia do meu funeral.
Ontem finalmente conseguiu matar-me.
Bateu-me até eu morrer.

Violencia5



Se ao menos tivesse tido a coragem e a
força para o deixar...
Se tivesse pedido ajuda profissional..
Hoje não teria recebido uma coroa de flores!

Por uma vida sem violência!!!
Partilhem esta mensagem para criar consciência...

PARA QUE SE TENHA RESPEITO COM A
MULHER, COM AS CRIANÇAS, COM O IDOSO...

ENFIM, AMIGOS, QUE SE TENHA RESPEITO COM O PRÓXIMO, SEJA QUEM FOR!!!
DENUNCIEM A VIOLÊNCIA.. !!!

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