

NA ROTUNDA HISTÓRICA O POVO ESTEVE ( ESTÁ) DE PÉ!
por Andrade Silva
HOMEM de ABRIL
em
Liberdade e Cidadania


Grupo cénico da SFH apresenta:
"ACTORES DE BOA FÉ"
de Pierre Marivaux
Domingo 24 de Maio 2009 - 21:30h
na Sociedade Filarmónica Humanitária - Palmela
+ Informações: Tel.: 21 235 0235
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Mais um desassombrado texto de Mário Crespo!





Meu Maio
A todos
que saíram às ruas,
de corpo-máquina cansado,
a todos
que imploram feriado
às costas que a terra
extenua
Primeiro de Maio!
O primeiro dos maios:
saudai-o enquanto
harmonizamos voz em
canto.
Sou operário
este é meu maio!
Sou camponês
este é meu mês.
Sou ferro
eis o maio que eu quero!
Sou terra
O maio é minha era!
Vladimir Maiakovski
1º de Maio – dia de luta
do trabalhador
Em 1º de Maio de 1886, em Chicago (EUA), são marcadas manifestações com a palavra de ordem: “8 horas de trabalho, 8 horas de descanso, 8 horas de educação”.
O choque com a repressão violenta é inevitável: 38 mortos, centenas de feridos e vários líderes presos. Depois de um julgamento absurdo (uma farsa), sob a acusação de terem assassinado um policial, cinco operários foram condenados à morte (Lingg suicida-se e Spies,
Parsons, Fischer e Engel são enforcados), Neebe, Schwab e Fielden são condenados à prisão perpétua.
Antes de sua morte, August Spies disse: “Com o nosso enforcamento, vocês pensam em destruir o movimento operário. Aqui vocês apagam uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescem e vocês não podem apagá-las.”
Enquanto isso a burguesia vociferava: “A prisão e os trabalhos forçados são a única solução adequada para a questão social.” (Chicago Times); “Esses brutos (os operários) só compreendem a força, uma força que possam recordar durante várias gerações...” (New York Tribune).
Em 14 de Julho de 1889 o Congresso Internacional dos Partidos Socialistas, realizado em Paris, proclama o 1º de Maio como a data internacional de luta dos trabalhadores.
No Brasil os primeiros movimentos relacionados ao 1º de Maio aconteceram em 1890. Mas a primeira grande manifestação do 1º de Maio ocorreu no Rio de Janeiro, em 1906, organizada pela Confederação Operária Brasileira (COB – primeira experiência de central sindical do país). Contrariando as tendências da época, a COB combatia veementemente aqueles que encaravam a data como feriado, como festa. As palavras de ordem eram: jornada de 8 horas; melhores condições de trabalho; autonomia sindical.
De lá pra cá, os trabalhadores obtiveram muitas conquistas com sua luta: direitos como férias, 13º salário, jornada de 8 horas diárias, etc. Entretanto alguns direitos foram retirados, outros estão hoje ameaçados e outros estão ainda por serem conquistados.
Em 2008, em pleno Governo Lula eleito pelos trabalhadores, o 1º de Maio está marcado pela luta pela redução de jornada de 44 horas semanais para 40 horas semanais. A CUT está realizando as plenárias estaduais e realizará a plenária nacional em Agosto. Nas assembléias dos sindicatos que elegerão os delegados o que deve estar no centro é a independência da Central Única dos Trabalhadores, o que passa pela exigência da CUT para que Lula rompa com o governo de coalizão nacional com a burguesia e atenda as reivindicações dos trabalhadores!

Este Roteiro é uma lista de locais em permanente actualização, e é resultado de algumas contribuições advindas de apoiantes do Movimento.
Esta lista está incompleta e o objectivo da publicação é precisamente recolher novos lugares de memória.
1. A cadeia do Aljube.
2. O Forte de Peniche. As casas e os moradores, muitos pescadores, de Peniche, onde eram recebidos, as mais das vezes sem pagamento, os familiares dos presos aquando das visitas ao forte. As mercearias e os cafés que tantas vezes nada cobraram quando sabiam a quem se destinavam as compras. Falar com estas gentes e descobrir as histórias é também uma forma de preservar a memória, uma memória viva.
3. A prisão de Caxias.
4. A sede da PIDE/DGS e suas delegações no Porto, Coimbra…
5. Os Tribunais Plenários da Boa Hora em Lisboa e de S. João Novo no Porto.
6. O Tribunal Militar.
7. Os Presídios Militares.
8. A Companhia Disciplinar de Penamacor.
9. A Prisão de Angra do Heroísmo.
10. O Campo de Concentração do Tarrafal.
11. A cantina da cidade universitária, Lisboa.
12.O quartel de Beja.
13. O local onde morreu José Ribeiro dos Santos, Lisboa
14. A sala 17 de Abril do edifício das matemáticas da Universidade de Coimbra onde Alberto Martins tomou a palavra no dia da inauguração, em 1969, e na presença de Américo Tomás.
15. Grândola, Vila Morena e a sede da “Musica Velha” a quem o Zéca dedicou mais tarde a musica.
16. O Largo do Carmo, em Lisboa, lugar do 25 de Abril.
17. O Quartel do Carmo.
18. A casa de Aristides Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, onde passaram muitos refugiados.
19. O Núcleo Museológico do Posto de Comando do MFA (NMPCMFA), de onde se comandaram todas as operações do 25 de Abril
20. O apartamento da Rua Prof. Dr. Abreu Lopes, em Odivelas onde se realizou em Outubro de 1973 uma importante reunião preparatória do 25 de Abril (devidamente assinalado por uma placa alusiva).
21. A rua onde caiu às balas da PIDE o comunista Dias Coelho, actualmente com o seu nome, no Calvário, Lisboa.
22. Outros lugares onde foram realizadas reuniões preparatórias do 25 de Abril: Alcaçovas, Óbidos, Cascais, Caparica, Clube Militar Naval, S. Pedro do Estoril…
23. Edifício nº 125 da Rua da Misericórdia, última sede dos serviços de censura à imprensa rebaptizados de Exame Prévio por Marcello Caetano.
24. A casa onde viveu e foi assassinado pela PIDE (que tentou impedir na saída do funeral a homenagem de milhares de pessoas) o estudante Ribeiro Sanches.
25. Presidio militar da Trafaria (concelho de Almada, propriedade da CM de Almada) onde estiveram presos vários militares revoltosos, sobretudo o do golpe falhado em Março de 1974 (carece confirmação).
26. Lugar onde a Cataria Eufémia foi morta em Baleizão (freguesia), concelho de Beja. Existem nesta freguesia vários simbolos que recordam o que aconteceu.
Podem enviar sugestões e/ou contribuições pelos meios habituais lista Todos ou no caso de não pertencer ao Movimento para o nosso correio electrónico contacto@maismemoria.org.
[ lista actualizada em 2006/12/10 ]
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