- Caríssimo Companheiro de Abril Andrade e Silva
Dirijo-me em especial a si, porque foi magoado após o 25 de Abril
Que isso possa ter acontecido a um dos Homens da Liberdade dos que nos ofertaram a Luz há tanto negada, que nos deram a possibilidade de beber Ar de o sorver, como nunca dantes havíamos feito, parece-me de tal modo absurdo e ridículo, tão ingrato como falto do mais elementar sentido humano para quem tal fez
Mas como no outro dia referi numa resposta a si também
O 25 de Abril foi decerto a mais bela página de História que se escreveu em Portugal e até no Mundo
Uma Revolução em que quem detinha as armas tudo fez para nunca ter que servir-se delas!
Mas nem a melhor revolução pode operar milagres, as mentalidades foram parte da herança desse quarenta e oito anos de sofrimento do nosso País.
Por isso pelo vosso humanismo exemplar é o meu coração de menina que foi magoado também e prematuramente que vos diz Obrigada!
Por isso que mais uma vez vou escrever aqui mais um pedacinho de acontecimentos da minha vida de menina filha de antifascista ;
O meu pai pertencia ao MUD. Se é certo que as simpatias políticas eram vermelho vivo
era esse o Movimento a que estava ligado.
Meu pai foi preso a 22 de Maio de 1958. Lembro-me de tudo como se fosse hoje e se não esqueci a data, é que na véspera 21 por conseguinte , tinha sido o aniversário de meu pai.
De manhã nesse dia 22 fui para o Externato que frequentava . Vivíamos na Amadora
Do que na classe se passou nessa manha não me lembro de nada de especial porque não havia razão para isso. Uma manhã em que a vida decorria como em todas as outras manhãs e tardes escolares.
À hora de almoço fui a casa para cerca das 14 horas entrar nas aulas outra vez.
Quando cheguei a casa , eu tinha então dez anos, minha mãe veio abrir-me a porta.
Nada havia na expressão de minha mãe que me alertasse para o que quer que fosse.
Foi por isso com espanto que ao ir entrando corredor adiante, comecei a ver a casa virada dos pés para a cabeça, tudo entornado no chão! Tudo fora do sítio habitual. Gavetas fora dos móveis roupas por todo o lado Dirigi-me à cozinha. O mesmo espanto! Tudo revirado e até a despensa tinha as prateleiras esvaziadas. Tudo, tudo espalhado por todo o lado
Enquanto fui observando aquele estado de coisas não me lembro de mais uma vez ter notado algo de estranho no rosto de minha mãe. Mas as palavras que o espanto havia retido, acabaram por sair em forma de pergunta. O que é que aconteceu? E minha mãe o mais naturalmente do mundo respondeu-me:
- Nada! Foi o papá que teve que teve que ir para o Porto de repente e não sabia de umas coisas importantes que tinha que levar e com a pressa foi isto que deu.
- Lembro-me de um mutismo que me tomou, crédula mas estranha. Eu era uma criança sensível que já dizia poesia há alguns anos e em vários sítios. A própria directora do externato que era uma pessoa extraordinária de rectidão e justiça que fazia desabelhar as crianças assim que aparecia pela sua expressão que podia à primeira vista parecer dura, me chamava quando havia algum momento livre para ir declamar para ela. E quanto mais o poema apelasse para sentimentos humanos mais ela exultava. Pois mesmo essa sensibilidade não conseguiu captar senão aquela sensação de espanto que me invadiu.
- É verdade que não muito antes, uma tarde, meu pai chegara a casa com o fato manchado de azul e algo ofegante. Ouvi-o a dizer a minha mãe que na manifestação em Lisboa a guarda republicana lançara os cavalos sobre a multidão e que lhe parecia que umas crianças que iam a passar não teriam ficado bem.
- Mas a conversa não era comigo e nada mais fiquei a saber.
Não percebia patavina de política nessa idade. O que me ensinavam era a proteger os mais fracos, os pobres a gostar das pessoas Mas política, daquilo que pensavam ou faziam até aí nada soube.
Minha avó materna apareceu (para mim inopinadamente e levou-me para casa de familiares onde vivia a sua irmã Josefa, ( a viuva do Alfredo Dinis, mas isso na altura ainda sabia menos, nem que tal pessoa tinha existido. Nessa casa que era a da irmã do Alex, fui recebida com carinho muito mais intenso que o habitual. É possível que bem no fundo de mim começasse a germinar alguma sementinha de ideia, mas sem mais. Uma impressão, uma estranha impressão.
Não voltei à escola até ao fim de semana. No Domingo seguinte minha mãe que estava grávida, tinha mandado fazer um vestido e um casaco comprido rosa velho, parece que o estou a ver...
Disse-me:
- vais ao casamento da prima mas assim que chegares dizes que o papá foi para o Porto e que por conseguinte nem sei se tenho que ir ter com ele, portanto não vou ao casamento, embora tenha muita pena.
É claro que essa minha frase à chegada perto da família tinha a finalidade de os prevenir da minha ignorância dos factos. Assim aconteceu. Acabado o recado fizeram-me um sorriso meigo e nada mais.
Na segunda-feira de manhã, minha mãe completamente tranquila quanto ao meu estado de desconhecimento preparou-me e lá fui para a escola. Externato ou não externato nunca me lembro de dizer senão vou para a escola.
Acabada de sentar na minha carteira, entra a Isabelinha, neta dum amigo de meu pai, e rápida
Lança-me;
Então o teu pai foi preso? De repente num salto estava em pé, e sem hesitar, numa verdade luminosa que não sabia donde me surgia retorqui enérgica:
- Está ! Mas não foi por matar nem roubar! Mas porque é bom!
- Companheiro, nesse momento ergui alto a cabeça e os olhos num jeito que me ficou até hoje e nunca mais em nenhuma circunstância, alguém conseguiu vergar-me a cabeça nem fazer-me baixar os olhos.
E era apenas o início de uma época de provações e de privações que mesmo nesse momento não podia prever. A prisão embora curta, a tortura a perda do emprego que adveio e as suas consequências agravaram a saúde frágil de meu pai!
E tudo a dado momento se fechou à minha frente.
Até que com catorze anos depois de passarmos por muita falta, vim com minha mãe abrir caminho para a vinda de meu pai que começara com vómitos de sangue pouco tempo depois de ser libertado.
À chegada a França em 62 não era já a menina ingénua que chegava
Era uma mulher que a dor es privações haviam amadurecido prematuramente
E deitei-me ao trabalho! Sempre com o mesmo olhar bem erguido!
Mas o que recordo mesmo de casa de mais familiares de casa de meu avô, o tal que era enfermeiro, avô emprestado de segundas “núpcias” de minha avó mas avô de coração era aquela frase que voltava sempre: isto já está por pouco Não tarda cai!
Pois mas os anos foram passando e o fascismo não caía, armado de pedra e cal parecia ser!
Até que foi Abril. (1)
Como duvidar de Abril? Como duvidar do futuro ridente de Portugal! Abril é uma conquista que nunca se perderá! poderá passar e atravessar trilhos tortuosos, mas há-de erguer –se sempre à luz do dia
Porque Abril foi a palavra justa que restituiu a voz a todos os que a dor tinha silenciado
Eu fui apenas uma entre casos e casos sem fim de crianças de quem conheço historias que só muita maldade podiam provocar.
Essa maldade que fechava os olhos ao povo de Portugal era o salazarismo o fascismo de uma hipocrisia ímpar, de falsos sorrisos, de palavras que se fingiam mansas para enganar incautos.
Os outros os que sabiam, e calaram e participaram, mesmo para a consciência própria que durante anos não tiveram, no momento da morte às vezes ela acorda de dedo acusador e não queria estar no lugar deles.
E isso amigos e Companheiros o povo de Portugal há-de sempre, porque é bom generoso e fraterno, vir lembrar a quem tente ofender ou ferir Abril, que Abril é para sempre a Voz da Liberdade a Voz de Portugal!
Até hoje nunca tinha querido escrever estes factos, (salvo em poema que escrevi para crianças da minha rua quando meus filhos eram pequenos).
pensei que a dor que mora nestes acontecimentos me faria estoirar de aflição.
Como vê resisti a esta primeira prova do fogo! Quem sabe talvez um dia venha contar mais alguma página da minha vida infantil
Até sempre Capitães!!!!
Marília Gonçalves
(1) um dia contarei como se viveu na família e à nossa volta o decorrer de amanhecer único
que nos devolvia às nossas próprias vidas, de história desviada e em muitos campos interrompida.
Marilia Pimenta Gonçalves
Capitão de Abril em Luta por Portugal.
João Andrade da Silva
MENINA
O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA
A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...
A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.
Castro Alves
Jornal de Poesia
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?
Castro Alves
MINHA LEI E MINHA REGRA HUMANA: AS PRIORIDADES.
Marília Gonçalves
Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres.
Albert Einstein
Albert Einstein
Perguntas Com Resposta à Espera
Portugal ChamaS e Não Ouvem a Urgência de Teu Grito? Portugal em que http://www.blogger.com/img/gl.bold.gifinevitavelmente se incluem os que votando certo, viram resvalar de suas mãos a luz em que acreditavam; A LUTA CONTINUA )
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)
quarta-feira, 13 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
PORTUGAL QUE FUTURO?- pelo Capitão de Abril Andrade da Silva
PORTUGAL QUE FUTURO?
NOTA: NOTA: “O Portugal de que tenho falado e volto a falar , é o palco de um
grande tragédia, e é o nosso: dos
jovens, nossos filhos; dos nossos parentes, amigos e familiares, e o meu e o teu,
o de todos os que vivem com base no
trabalho, ou no rendimento pós trabalho, desde o operário ao médico
do SNS,ou quadro superior do
Estado.”
Espantosamente, apesar
de andarem por aí a dizerem que todos os
diabos que provocam a guerra rondam a Europa,
e que a Europa só ainda está
tranquila,porque transporta as múmias de
duas guerras,e, por isto, mantém a guerra diferida e, nesta linha ,por
cá o imobilismo expectante, leva a que muitos esperem por 2015,para
esconjurarem estes
dias negros,e á frente deles todos encontra-se o Presidente da Republica
que declarou
o que é, no prefácio da obra sobre os seus
dois anos de Presidente, como diz Marcelo Rebelo de Sousa,para
concluir que
dele só se pode esperar silêncio,ou os comentários do costume que o
governo
desconsidera: não ouvindo.
Neste ambiente e sem
ter a presunção a despropósito e despropositada que nos batalhões e
batalhões
de descontentes serei o único que vou com o passo certo, isso,
seria reproduzir a anedota da mãe em relação ao filho recruta, que ele,
sim, ia com o passo errado, quando a mãe julgou o contrário, só que
tenho dúvidas
sobre as músicas, hinos e passos cruzados que nestas manifestações se
deparam.
Todavia, não sendo esta
a questão,o que acontece é que nestas
marchas há vários toques de caixas, vários passos e nem todos os concidadãos, ou
muitos parecem não estarem a captar estas diferenças, o que, pode ser
letal, e para que conste, para memória Futura, lá me exponho a estas
considerações que não são muito queridas pelos optimistas do hoje, será, sobretudo,
importante sobreviver hoje,para lutar amanhã -
o que se fizer ou não se fizer hoje pode comprometer, de um ou outro
modo trágico, a nossa vida colectiva por
dezenas de anos, como em 9 de Março de 2013 foi referido por Clara Ferreira Alves no programa eixo do
mal, da SIC, de 9 de Março 2013.
Nos batalhões de descontentes
de cujo grupo faço parte e lá marcho, vão todos com o passo certo no que toca
ao PRESENTE, ou seja, manifestar o descontentamento por aquilo que está
acontecer, que este governo deve ir embora e a governação da Europa se alterar,
como diz Boaventura Santos, (revista Visão
de 7-13 Fevereiro 2013) as pessoas marcham pela DEMOCRACIA, pela DIGNIDADE e por PATRIOTISMO, o que,
também venho a referir desta há muito,
juntando uma outra dimensão fundamental: o DESENVOLVIMENTO.
De facto as pessoas marcham, porque a economia
do país está a ficar arrasada, e nós numa rota de empobrecimento que nos vai
atirando para os níveis de vida de 2004, até com o suposto
desejo de diminuição do salário mínimo que
já é de pobreza grave, ( Terror e horror), contudo para os
desempregados é já o Inferno, já estão próximos do ambiente social
semelhante ao de Marrocos, para
onde de acordo com as nossas riquezas exploradas e produção de riqueza interna, imoralidade e corrupção seremos atirados, irrevogavelmente, se não agirmos em todos os eixos acima
referidos: DEMOCRACIA; DIGNIDADE; PATRIOTISMO, DESENVOLVIMENTO.
E, como desde Ferreira Leite, Santana Lopes, Almirantes e Generais das Forças Armadas,
Pacheco Pereira, Freitas do Amaral, Mário Soares, Pires de Lima ( que fala da
escravatura fiscal) Jorge Coelho,
trabalhadores, classe média, verdadeiros
destruidores políticos do carácter de gente pobra que lutou pela democracia e pelo
seu país, há o consenso de que a democracia, e o reerguer de Portugal já não é
possível com este governo por um duplo motivo: não governa para além da escravatura
fiscal e pela sua completa submissão a
Merkel/ FMI/BCE, pelo que deve ser demitido, mas não é, e, aqui, está a grande QUESTÃO: QUE SOLUÇÃO PARA O FUTURO?
A questão é que o Presidente
da República não demite este governo, porque é parte do problema e o PS NÃO
QUER A DEMISSÃO DESTE GOVERNO, porque também é parte do problema, e, ambos PR e
PS esperam que PPC fique até 2015 e que tenha
algum sucesso nestas politicas, sobretudo na área da reorganização da balburdia
governativa, e que em 2015 parta e deixe a governação ao PS, com menos escolhos
que actualmente, e, neste âmbito nem o PR, nem o PS farão algo que contrarie
esta perspectiva calculista do PS e de inacção e imobilismo do PR, todavia este
joguismo pode falhar, e, então temos 2 caminhos:
a. A ALTERNÂNCIA
O PR e o PS com o agravamento em espiral do empobrecimento do país, e as contestações
sociais verificam que é insustentável o
exercício da governação por este governo, se nem sequer receber algum prémio de Merkel e do sindicato dos países
ricos do norte, e sobretudo quando se convenceram também que a continuação de tão trágica governação tornará Portugal num país miserável por décadas, e, então, o
PS juntar-se-à ao PCP e Bloco de Esquerda para o Presidente da República demitir
este governo e convocar eleições, o que, no limite e a muita dificuldade o PR fará,
seguindo-se uma alternância de mais do mesmo, embora o PCP e o Bloco de Esquerda
calculem que o governo que se seguirá não pode ser só do PS e muito menos do
PS/PSD, mesmo sem Passos Coelho, como
necessariamente acontecerá.
PPC não será mais candidato a 1º Ministro
pelo PSD, nem ele quer. Na actual
conjuntura somente quer cumprir a tarefa actual que lhe foi atribuída pelo DEUS
TODO TENEBROSO DO CAPITAL FINANCEIRO MUNDIAL, e depois espera sentir-se muito confortável
com as recompensas a receber, mas também neste quadro de eleições antecipadas a mão invisível e quase todos desejam que António
Seguro, nada seguro, já não seja o timoneiro do PS, seria bom, mas o líder que
se segue nunca deveria ser António Costa, mas, seja como for, esta é a solução com
uma crise politica de baixa intensidade que poderá satisfazer as estratégia dos
partidos, diferir as graves questões que enfrentamos, mas não as resolver.
Contudo chegados a este patamar uma significativa parte do movimento de contestação social tenderá a considerar
significativamente alcançados os seus objectivos e regressará à normalidade/
anormal da alternância, que governará o país até à próxima crise, e haverá também uma enorme
frustração e cansaço dos que queriam uma
alternativa significativa a estas politicas dos partidos. Quadro este
que será tão mais activado, quanto as
eleições alemães o possam favorecer, isto é, uma derrota de Merkel, não provável, era oiro sobre azul.
Contudo o governo pode cair pelos movimentos
sociais, mas não de um modo tão
concordante com a visão do PCP que se
considera a força hegemónica e sobredeterminante do sentido e querer desses movimentos,
o que, procurará garantir. Todavia se estes movimentos se radicalizarem e destituírem o governo, sem aceitarem a emergência de outro de alternância,
temos então um verdadeiro e grande problema politico que poderia servir para o
inicio da REVOLUÇÃO POLITICA deste Século, para PORTUGAL;
b- A REVOLUÇÃO POLÍTICA EM PORTUGAL.
No caso dos movimentos sociais saírem ganhadores e quererem uma alternativa politica, então, no terreno organizada só existe a do PCP, ou em resposta a uma
eventual grave crise politica de caos ou queda do poder na rua, pode surgir uma
solução musculada militar ou politica-militar com expressivo apoio da união
europeia, e quanto a esta já todos conhecem o resultado, embora muitos a
considerem impossível, mas não é, obviamente, a história de Portugal diz que é muito difícil, porque a juventude, actualmente não a aceita,
como também pode não aceitar outras,e,aqui é que está o VERDADEIRO PASSO
ERRADO DE MUITOS NESTES MOVIMENTOS SOCIAIS DE CONTESTAÇÃO ou seja, MARCHAM, MARCHAM protestando mas não estão a criar o
PROJECTO POLITICO DO FUTURO PARA O APROFUNDAMENTO DA DEMOCRACIA, naturalmente
livre e participativa; A DEFESA DA DIGNIDADE HUMANA, do nascimento até à morte;
O DESENVOLVIMENTO para evitar o empobrecimento forçado e a DEFESA DA SOBERANIA
NACIONAL, e, de igual modo, o grupo de LIDERANÇA, e o certo, certo é que dentro e
fora destes movimentos, não o representando, há grupos, forças politicas com o passo certíssimo e que assaltarão o poder, se este perder o rumo, não tiver nem projecto, nem
liderança, exactamente porque após a queda do governo, se for pela via dos movimentos sociais, quem tiver unhas
dentro ou fora destes movimentos, vai agarrar-se ao poder, e se
estes vencedores não forem os do projecto nacional que a Nação precisa, podem instalar-se
no poder de um modo musculado por muitas décadas.
c- A INACÇÃO PRESIDENCIAL
Haveria sempre a hipótese de um governo de iniciativa presidencial, mas depois
do que tem dito, e redito, o PR, tal expectativa sai gorada, e só será accionada
se os DEUSES DA GUERRA POR AÍ À SOLTA AMEAÇAREM PORTUGAL COM UM PROFUNDÍSSIMA CRISE
SOCIAL COM CARÁCTER POLÍTICO E VIOLENTO, pois parece que se nunca tomar esta dimensão,
provocatoriamente nem Governo, nem a Troika parece querem ouvir o que Portugal
diz.
Conclusão como as
coisas vão: ou chegamos a uma tragédia
com este governo; ou a mitigamos com uma
alternância através de eleições, hipótese mais provável; ou num quadro de uma
grave crise politica se não se constituir antes uma sólida e mobilizadora alternativa nacional à
tragédia, esta será inevitável e
inimaginável.
Andrade da Silva-
Capitão de Abril
Resposa a Andrade da Silva
Capitão, da tua Consciência Cidadã, sempre Alerta, do teu Amor Pátrio, do teu saber e do homem de terreno junto ao Povo, surge esta profunda constatação, duma realidade que nos pode efectivamente reservar surpresas. Que à tua clarividência se junte rápida a deste Povo, quando já muito pouco tem a perder e o desespero cresce por culpa agravada do Governo, cada dia que passa! Outras políticas se impõe, para podermos regressar à Dignidade dos Direitos para todos, iniciados em Abril de 74, e prematuramente interrompidos, com o dealbar do maléfico 25 de Novembro, cujas consequências, hoje, melhor que nunca, podemos medir! Para evitar o surgir dum Salvador da Pátria, que desgraçadamente já foi experimentado em Portugal e nos roubou 48 nos de História, é urgente uma tomada de Consciência do Povo que trabalha, ou deveria trabalhar, se esse Direito, lhe não fosse negado também, entre os mais direitos no Portugal espoliado. Uma acção, organizada e reflectida dum Colectivo Popular, seriam um inicio de Caminho, para i regresso duma Esperança que actia reerga Portugal. Apelo pois contigo, Capitão, aos filhos de Portugal, cansados de sofrer e de ver mirrar Portugal política e economicamente, para que façam o gesto Cidadão que os salvará, exigindo de imediato a demissão deste Governo, e exigindo um programa político coerente e claro, para futuros candidatos a possíveis eleições a curto prazo, para que nunca mais, o horror a que se assiste se posa repetir, numa perda da identidade Nacional, hoje enfeudada à Europa da Merkel e aos senhores do Mundo através da política de Mundialização, em que o primeiro a ser Mundializado pelas forças do Dinheiro, foi o sofrimento dos Povos!. Em pé Povo de Portugal! Forte e Digno para reconstruir o Futuro de Portugal e de seus filhos. O meu abraço amigo e a minha profunda admiração, por superares dores próprias, para te ergueres em filho Digno de Portugal.
Marília Gonçalves
A poesia tem o dedo apontado
A
Praça, a Praça é do povo
como
o céu é do condor.
CASTRO
ALVES
Vem
desce à rua
poeta
meu irmão!
No
mundo a plebe
continua
nua,
vem
traz-
lhe o teu poema-coração.
Lembra
Castro Alves
verdadeiro!
Voz
dorida, sincera.
Ele
foi o primeiro!
Nós
continuação
do
que ele era!
São
precisos versos d’emoção!
Versos
pra despertar
a
letargia de cada coração
vem
prá rua cantar!
Recorda
o menino que dizia
que
a Praça era do Povo!
Tal
como nesse dia
acordemos
à voz da poesia
a
Esperança, o Mundo Novo!
A
nossa voz, irmãos de poesia
será
circulação universal!
Românticos
poetas, cada dia
terá
de ser, semente triunfal!
Há
senhores, escravatura
hoje
diferente, agrilhoando a voz
o
pensamento! A nossa gente!
Castro
Alves virá à nossa frente
mostrar-nos
a luta do presente!
Vem
desce à rua
de
braço dado não temos medo
o
sol ilumina-nos o dia
nos
confins do degredo!
Escuta
a voz
do
poeta que em mim fala
espelho
da tua voz!
Não
é poeta aquele que se cala
poetas
somos nós
que
iremos avançando...
abrindo
a noite
incendiá-la
em luz!
Vencendo
a lama atroz
que
o mundo exala.
Para
abrir céus azuis.
Vem!
Vamos despertar a humanidade
em
cada ser humano!
Atravessemos
os campos a cidade
dia
a dia, ano a ano!
Então
nosso cantar terá sentido
Castro
Alves condor
trás
em versos o povo reerguido
saiamos
do torpor.
Poetas:
nossos
versos, o poema
tem
seiva de vida secular
vamos
quebrar aos povos a algema
que
agrilhoa o pensar.
É
chegado o tempo de outra luta
elevemos
a Esperança
à
certeza final que nos escuta
como
atenta criança.
Unidos
braço a braço, forte voz
faremos
ecoar no infinito:
findou
o reino do algoz
só
ele é o proscrito!
Vamos
abrir os cofres onde pão
sem
serventia não tem outro valor.
Que
repartido dê a cada irmão
a
Dignidade, semente do Amor!
Voltemos
a dar à poesia
a
força da voz dos oprimidos!
Poetas
saiamos para o dia
não
queremos sofrimento nem gemidos!
Esse
mundo fraterno que Jesus
ao
mundo prometeu
será
de Paz compreensão e luz
entre
crente e ateu.
A
poesia tem o dedo apontado
contra
o usurpador.
Não
queremos nunca mais o pão fechado
não
queremos ver mais dor.
Poetas!
Castro
Alves está presente!
Vamos
seguir-lhe o passo!
Nunca
mais nos morra friamente
um
irmão de fome, de cansaço.
É
urgente mostrar à Juventude
a
beleza do Mundo!
Acabando
de vez com a torpitude
nós
trazemos do fundo
humanos
fraternos sentimentos
para
cada criança!
o
mundo pacifico criemos
fraterna
luz de Esperança!
Então
voltará a alegria
e o
terceiro milénio
será
enfim
o Mundo
da harmonia
em
nova transfusão de oxigénio!
Respiremos
de paz!
Consciência
justa
nada
tem a temer
venha
do mundo inteiro
a
voz que faz
a
nossa voz romper!
Do
Grito Solidário e Futurista
o
Mundo Vai Nascer.
Marília Gonçalves
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