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O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA


A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...

A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.

Castro Alves
Jornal de Poesia

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?

Castro Alves


MINHA LEI E MINHA REGRA HUMANA: AS PRIORIDADES.

Marília Gonçalves

Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres.
Albert Einstein

Perguntas Com Resposta à Espera

Portugal ChamaS e Não Ouvem a Urgência de Teu Grito? Portugal em que http://www.blogger.com/img/gl.bold.gifinevitavelmente se incluem os que votando certo, viram resvalar de suas mãos a luz em que acreditavam; A LUTA CONTINUA )
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)

sábado, 17 de abril de 2010

falta-nos é reflexão e reflexo


O mês de Novembro aproxima-se. De que ano? Querem que diga? Ora digo sim senhor, não havia de dizer porquê, a data não tem nada a esconder, não anda vestida de mentirolas, o que nem todos podem dizer, a data assume-se muito bem a ela própria, com todos os anos que tem, mas se calhar é normal já teve tempo para aprender, nós é que estamos sempre condicionados pela falta de tempo, a data até já é feita de tempo, por isso não pode fugir de si própria , que a fugir de nós próprios, andamos todos os dias, a inventarmo-nos como não somos, ou porque gostaríamos de o ser, ou por ser o que outros esperam de nós, o que sempre esmorece uma pessoa, coitada, é muito triste não podermos ser quem somos, o que faz de nós assim umas coisas a parecerem-se com coisa nenhuma, mas voltando ao ano, sempre digo que é o de tomar novas resoluções, de olhar o caminho percorrido, pois parece este nosso andar muito negativo, a menos que dele sempre se vá tirando algum ensinamento que é também tudo o que se lhe pode tirar, tão escasso anda, lembra quase o vácuo a perturbar-nos o sistema humano de tal maneira, que quase nos esquecemos que somos humanos mesmo, ou não seremos, e temos apenas este aspecto vertical, só para podermos andar à chuva, sem nos molharmos tanto, como os que andam por vontade da natureza, de quatro apoios fincados no solo, talvez quem sabe, por nós andarmos pouco apoiados é que nos desequilibramos tanto, mas nisso não temos culpa nenhuma, que nos não pediram a opinião para nada, quando cá chegámos era assim e pronto, aprendemos a governar-nos, ou a desgovernar-nos, que mais faz pensar em desgoverno, este não saber bem ao que andamos, que até quem se anda a ressentir, são os jovens, que nem sabem ao que se hão-de agarrar, entretidos como nós andámos, a destruir tudo aquilo em que podiam acreditar, o importante mais uma vez foi salvar o porta moedas, mas a continuar assim, por aqui ficará ele, mas sem ninguém que o segure, parece afinal que o destino de tantos milénios de provações da humanidade, foi apenas para preservar a espécie dos porta- moedas, que a espécie que é a nossa, só se soube especializar, em tal e qual, o que seja dito em abono da verdade, se não fizesse chorar até dava vontade de rir, mas assim sendo, seria bom, se pudéssemos pensar mais umas pinguinhas, que anda a fazer falta, como a chuva no nordeste do Brasil e na África, que se sempre se pensasse mais, até isso podia ser solucionado, não era preciso incomodar Jesus, era só chamar os especialistas que sabem tão bem encanar o petróleo por baixo dos oceanos e mares, por esse andar, também podiam encanar os excessos de água de alguns lados para os outros onde faz falta, mas como há desemprego deve ser por isso , não têm gente suficiente para trabalhar e ficam à espera que chova, como chovia naquele dia, às portas do mercado de Faro, quando a Caia se abrigou rente às paredes, a ver se acabava o aguaceiro e impaciente exclamou: que seca, o que deu muita vontade de rir aos outros todos encharcadinhos que por lá se achavam ao mesmo, à mesma se diria pois temos que reconhecer que não passamos da cepa torta, não que faltem as cepas por esse mundo fora, é ver a variedade de vinhos que por aí há e de quem os beba e não ficam dúvidas nenhumas sobre o frutificar da prole de Baco, que já vem de longe o hábito e o costume, tanto andou, andou, para vir aterrar aqui, a encontrar-nos aterrados a nós, que lá em angústias não somos escassos, falta-nos é reflexão e reflexo, que é assim como quem diz um espelho de nós idos e vindos com a nossa história a doer nos dias alegres, pois a alegria sempre foi coisa procurada por rara se autêntica, e assim nos vamos iludindo sem a conhecermos bem, pior seria se não ríssemos nunca, a rir também se vai vivendo, há quem diga que o riso vale um bife, os tristes que hoje, mundo fora, vão morrendo à fome, não devem ter nunca ouvido isto, senão, sim agora, aqui é que a porca torce o rabo, principalmente quando não há porca nenhuma e lá fica um pobre a chuchar no dedo, que me está até a lembrar a D. Maria, ela bem sabe porquê, eu menos mal, muito obrigada, que a delicadeza não faz mal a ninguém, embora vá estando bastante fora de moda, mas nisto de modas só as segue quem quer, ou pode, não é preocupação minha vital, que para um vestido ser bonito ou feio, pouco se lhe dá quem o mandou ser como era , nem o dia em que deram o dito por não dito.


Marília Gonçalves

A TERNURA





Anda-me o vento nos beirais

É noite, avança a madrugada

E eu choro de saudade de meus pais

Da minha breve infância magoada.

Adeja a neve, sem Augusto Gil

A pesar ainda na lembrança

Dessa voz insurrecta e infantil

a declamar num grito pela criança.

Pudera adivinhar... mas antes não...

Foi mais feliz a inocência

Que esse clamor do coração

Abrangia toda a minha essência.

O sofrimento seria o quinhão

Que acolheria minha candura

Espelhando pra sempre em minha mão

Uma indelével fome de ternura.


Marília Gonçalves




Poeta que nome dar-te

Poeta que nome dar-te

Que melhor diga quem és

Nome de voo, de vaga

Nome de tantas marés

De tantos aluviões

De tanto riso perdido

Catadupa d’emoções

Sempre em combate renhido

Poeta, de tanta queda

De tanta ressurreição

Que escreves em linha recta

A tua contradição

Poeta de sempre sonhos

De mundos por levantar

De dois abismos risonhos

Desaguando em teu olhar

Poeta de tanta estrela

ou de noites de luar

Quando a palavra, aguarela

Te leva de mar em mar

Poeta que nome análogo

Posso chamar-te completo

Se conheces o diálogo

Que há na fundura do verbo

Se te vejo esbracejar

Contra o fantasma da forma

Conservando no olhar

O desrespeito da norma

Queria fazer-te justiça

Dar-te uma palavra exacta

Pra definir a preguiça

Na aridez que te mata

Dizer que tens da cigarra

O incessante labor

De transformar em guitarra

Cada pérola de suor

Por isso não sei que nome

Te dê maior que poeta

A ti que escreves amor

Na sua forma completa


Marília Gonçalves

Carlos Drummond de Andrade

Que pode uma criatura senão,
entre outras criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

POEMA: Rui Mendes

ARTE : António Ferraz


Ao António Ferraz

Escrevo depois da morte concêntrica

na fusão afundada da linha do horizonte

ouço o sangue vivo através dos subterrâneos

debaixo dos pés até à caverna dos dentes

fechou-se a terra e os lábios estelares abriram


agora na voz escrita rubra sombra das palavras

ninguém pode cobrir-se de névoa ou frio

tão-pouco o grito das sementes galácticas

encontrará no mármore o oráculo do sonho


volátil a agonia vê a vulva na ostra de bronze

câmaras fumegantes os mísseis arrefeciam

em cicuta estelar pelo cerne curvo da carne

espargiam ossos plasmáticos e o ar ligava

o céu ultravioleta à boca do instante


ogivas nucleares dessoldavam serpentes

e os áugures mostrando a pele lancinante

imolavam no patíbulo de um zeus cativo

maxilas pleuras palatos e lenhos eram levados

para o fundo das águas pela via láctea


pendular espasmo despenhado da manhã

sentíamos que uma orla caída do espaço

abrigava o púnico pano radial das bandeiras

memória inominável alguém ia dizendo

não te deixes morrer na luz dos meus olhos


mãos consteladas a árvore do fundo não ardia





A medusa que envolve o infinito


Nos dias que não vejo e vão soando

cintilações de jade e de mistério

novas constatações vão-se apagando

no arco do tempo indefinido.



A noite afunda-se no tempo

o gesto rente ao mar adormecido

a divisão da luz dá movimento

à medusa que envolve o infinito.



Marília

quinta-feira, 15 de abril de 2010

ENTÃO SOU ESQUERDA /por Emir Sader


terça-feira, 13 de abril de 2010

ENTÃO SOU ESQUERDA /por Emir Sader


Diante de alguns argumentos que ainda subsistem sobre o suposto fim da divisão entre direita e esquerda, aqui vão algumas diferenças. Acrescentem outras, se acharem que a diferença ainda faz sentido.


Direita: A desigualdade sempre existiu e sempre existirá. Ela é produto da maior capacidade e disposição de uns e da menor capacidade e menor disposição de outros. Como se diz nos EUA, “não há pobres, há fracassados”.
Esquerda: A desigualdade é um produto social de economias – como a de mercado – em que as condições de competição são absolutamente desiguais.
Direita: É preferível a injustiça, do que a desordem.
Esquerda: A luta contra as injustiças é a luta mais importante, nem que sejas preciso construir uma ordem diferente da atual.
Direita: É melhor ser aliado secundário dos ricos do mundo, do que ser aliado dos pobres.
Esquerda: Temos um destino comum com os países do Sul do mundo, vitimas do colonialismo e do imperialismo, temos que lutar com eles por uma ordem mundial distinta.
Direita: O Brasil não deve ser mais do que sempre foi.
Esquerda: O Brasil pode ser um país com presença no Sul do mundo e um agente de paz em conflitos mundiais em outras regiões do mundo.
Direita: O Estado deve ser mínimo. Os bancos públicos devem ser privatizados, assim como as outras empresas estatais.
Esquerda: O Estado tem responsabilidades essenciais, na indução do crescimento econômico, nas políticas de direitos sociais, em investimentos estratégicos como infra-estrutura, estradas, habitação, saneamento básico, entre outros. Os bancos públicos têm um papel essencial nesses projetos.
Direita: O crescimento econômico é incompatível com controle da inflação. A economia não pode crescer mais do que 3% a ano, para não se correr o risco de inflação.
Direita: Os gastos com pobres não têm retorno, são inúteis socialmente, ineficientes economicamente.
Esquerda: Os gastos com políticos sociais dirigidas aos mais pobres afirmam direitos essenciais de cidadania para todos.
Direita: O Bolsa Família e outras políticas desse tipo são “assistencialismo”, que acostumam as pessoas a depender do Estado, a não ser auto suficientes.
Esquerda: O Bolsa Família e outras políticas desse tipo são essenciais, para construir uma sociedade de integração de todos aos direitos essenciais.
Direita: A reforma tributária deve ser feita para desonerar aos setores empresariais e facilitar a produção e a exportação.
Esquerda: A reforma tributária deve obedecer o principio segundo o qual “quem tem mais, paga mais”, para redistribuir renda, com o Estado atuando mediante políticas sociais para diminuir as desigualdades produzidas pelo mercado.
Direita: Quanto menos impostos as pessoas pagarem, melhor. O Estado expropria recursos dos indivíduos e das empresas, que estariam melhor nas mãos destes. O Estado sustenta a burocratas ineficientes com esses recursos.
Esquerda: A tributação serva para afirmar direitos fundamentais das pessoas – como educação e saúde publica, habitação popular, saneamento básico, infra-estrutura, direitos culturais, transporte publico, estradas, etc. A grande maioria dos servidores públicos são professores, pessoal médico e outros, que atendem diretamente às pessoas que necessitam dos serviços públicos.
Direita: A liberdade de imprensa é essencial, ela consiste no direito dos órgãos de imprensa de publicar informações e opiniões, conforme seu livre arbítrio. Qualquer controle viola uma liberdade essencial da democracia.
Esquerda: A imprensa deve servir para formar democraticamente a opinao pública, em que todos tenham direitos iguais de expressar seus pontos de vista. Uma imprensa fundada em empresas privadas, financiadas pela publicidade das grandes empresas privadas, atende aos interesses delas, ainda mais se são empresas baseadas na propriedade de algumas famílias.
Direita: A Lei Pelé trouxe profissionalismo ao futebol e libertou os jogadores do poder dos clubes.
Esquerda: A Lei Pelé mercantilizou definitivamente o futebol, que agora está nas mãos dos grandes empresários privados, enquanto os clubes, que podem formar jogadores, que tem suas diretorias eleitas pelos sócios, estão quebrados financeiramente. A Lei Pelé representa o neoliberalismo no esporte.
Direita: O capitalismo é o sistema mais avançado que a humanidade construiu, todos os outros são retrocessos, estamos destinados a viver no capitalismo.
Esquerda: O capitalismo, como todo tipo de sociedade, é um sistema histórico, que teve começo e pode ter fim, como todos os outros. Está baseado na apropriação do trabalho alheio, promove o enriquecimento de uns às custas dos outros, tende à concentração de riqueza por um lado, à exclusão social por outro, e deve ser substituído por um tipo de sociedade que atenda às necessidades de todos.
Direita: Os blogs são irresponsáveis, a internet deve ser controlada, para garantir o monopólio da empresas de mídia já existentes. As chamadas rádios comunitárias são rádios piratas, que ferem as leis vigentes.
Esquerda: A democracia requer que se incentivo aos mais diferentes tipos de espaço de expressão da diversidade cultural e de opinião de todos, rompendo com os monopólios privados, que impedem a democratização da sociedade.

Por Emir Sader.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Porteurs d’eau A água é um direito de todos os povos

Si vous avez des difficultés pour lire cet email, cliquez ici.

http://240plan.ovh.net/~franceli/site/newsletter/images/DM_News-letter2_01.gif

Chers amis,

Nous préparons activement le lancement de la campagne qui aura lieu à Paris, le 5 juin prochain, journée mondial de l'environnement . Nous ne manquerons pas de vous tenir informé une fois le programme mis en place. Réservez dès maintenant votre journée !

Merci de votre soutien.

Actions

  • 23 mars: Danielle Mitterrand était présente à l'Hôtel de ville aux côtés de Bertrand Delanoë et d'Anne le Strat pour le lancement d'une campagne d'envergure afin d'informer les Parisiens de la création du nouveau service public de l'eau.
  • 1er avril: Danielle Mitterrand s'est rendue à Brest où elle a dénoncé le «modèle français» et prôné un retour à une gestion publique devant 200 personnes.
  • 7 avril : L'association des usagers de l'eau de la vallée du Tech a invité pour deux jours Danielle Mitterrand afin de signer une série de conventions en faveur de la bonne gestion de l'eau.

Ils sont Porteurs d’eau

Abdou Diouf • Yann Arthus Bertrand • Rai • Laetitia Casta • Manu Chao • Jane Birkin • Titouan Lamazou • Marianne Denicourt • Dominique Issermann • Bertrand Delanoë • Akhenaton • Oliver Pelat • Philippe Starck • Agnès b • Robert Hossein • Helena Noguerra • Marc Jolivet...

http://240plan.ovh.net/~franceli/site/newsletter/images/dm_people3.jpg


Les Porteurs d’eau en action

  • Léo Lagrange Midi Pyrénées présente la campagne ainsi que la Feuille d'eau aux sportifs (Bixente Lizarazu, Guy Forget...) qui participent à l'événement Odysée .

  • Raï souhaite s'engager très activement dans la campagne, il sera présent le 5 juin et rencontrera Danielle Mitterrand lors de son séjour au Brésil pour voir quelles sont les actions Porteurs d'eau possibles à mener au Brésil.

  • Le chanteur Akhenaton est maintenant Porteur d'eau.


Eau : assez d'hypocrisie
L'affichage écologiste est souvent une façade
par Danielle Mitterrand, Présidente de la Fondation France Libertés et William Bourdon, Avocat au Barreau de Paris, Président de l'association Sherpa

Aujourd'hui les medias sont envahis de publicités émanant des multinationales de l'énergie et de l'eau pour nous convaincre qu'elles contribuent à notre qualité de vie et qu'elles sont devenues indispensables pour rendre notre monde meilleur.

Que ce soit pour lutter pour la survie des ours blancs, pour soi-disant éviter les pillages de ressources de la planète pour améliorer le niveau de vie de tous les mieux placés, nous disent ces messages, sont les grandes entreprises multinationales.

Elles veulent bien, du bout des lèvres que s’inaugure un nouveau droit international protecteur des biens communs de l'humanité.
Elles ne s'opposent pas, le cas échéant à ce que la loi consacre de nouvelles normes, pour peu que celles ci n’entravent pas leur croissance et leurs profits. De ce point de vue les projets du gouvernement qui limitent l'accès au juge sont agréables à leurs oreilles.

Parmi ces nouveaux «bienfaiteurs de l'humanité », les operateurs d’eau sont évidemment à l'avant-garde. Ils ont bien compris que Il'eau, source indispensable et éternelle de vie, les rend légitimes pour nous convaincre de ce qu’ils seraient maintenant les meilleurs promoteurs de la protection de l’environnement. Ils vont jusqu'à caporaliser la seule instance de gouvernance de l'eau (le Conseil mondial de l'eau est dirigé par un haut cadre de Veolia) et prétendent même contribuer à définir cette équation juridique les biens communs de I’ humanité.

Faut il rappeler que, lors du dernier forum de l'eau a Istanbul, le Conseil mondial de l'eau a refusé de reconnaître à l'eau le statut de droit, mais seulement de celui de besoin. Une visite sur les sites Internet de Veolia Eau et de Suez peut donner l'illusion qu’ils sont plus royalistes que les écologistes. Cela s'appelle du « green washing ». II s'agit de mettre en avant les actions de développement durable bien utiles pour maquiller la réalité des contrats et de leurs conséquences.

Or cette instrumentalisation très habile du message écologique ne peut que laisser perplexe. Certes les grands operateurs d'eau, dans les pays du Sud, usent et abusent de messages compassionnels à I égard des populations des bidonvilles concernés. Pour autant la réalité y est parfois tragique.

Prenons l'exemple de la population de certains quartiers pauvres de La Paz (Bolivie) qui a voulu dénoncer, y compris au prix d'émeutes et dans le sang, les conditions dans lesquelles un système de distribution d’eau potable juste et universel ne leur était pas garanti. On peut également s’émouvoir de la corruption et de ses conséquences qui affectent les métiers de I'eau.

Flûte de Pan

A Bruxelles, Veolia a construit à I’ orée des années 2000 une gigantesque station d'épuration pour le million d habitants de la capitale belge. Une affaire enflamme maintenant la Belgique tant il semble qu'on y fait fi des principes de précaution de I’environnement.

Récemment, différentes ONG, dont l'association Sherpa et la Fondation France Libertés, ont interpellé M. Gerard Mestrallet, Président de GDF Suez, sur les risques majeurs associés à la construction du barrage hydroélectrique du Jirau sur le rio Madeira en Amazonie brésilienne.

Les populations y sont exaspérées face à ce qu'elles dénoncent comme une déforestation au mépris de la loi locale.
La logique du « pas vu pas pris »permet tous les doubles langages.

Cette nouvelle flûte de Pan que nous jouent Veolia et Suez Environnement doit susciter exigences et vigilance. II est indispensable de rechercher l'information là où elle est dissimulée parce qu’elle dément parfois violemment les discours éthiques de vitrine.

Le Monde du 24 mars 2010


Cordialement,
Danielle Mitterrand et l’équipe de France Libertés

Agenda

11 avril: Une chargée de mission de la Fondation se rend à Cochabamba (Bolivie) pour la Feria del agua et le sommet des peuples sur le
changement climatique.

25 avril - 20 mai : Danielle Mitterrand se rend au Brésil et rencontrera différents acteurs du mouvement des Porteurs d'eau .

A lire

Tamil Nadu : ingénieurs et usagers

A voir

Vidéo: La Traversée du miroir : Akhénaton et Danielle Miterrand invités


A noter
N'hésitez pas à consulter régulièrement notre page Facebook que nous alimentons quotidiennement.

Signez l'Appel des Porteurs d'eau sur notre site !


http://240plan.ovh.net/~franceli/site/newsletter/images/DM_News-letter2_08.jpg

www.france-libertes.org


terça-feira, 13 de abril de 2010

Pobres dos nossos ricos




Mia Couto - Poeta Moçambicano

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.


Mas ricos sem riqueza.


Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.


Rico é quem possui meios de produção.


Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.


Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.

Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".


Aquilo que têm, não detêm.



Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.


É produto de roubo e de negociatas.


Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.


Vivem na obsessão de poderem ser roubados.


Necessitavam de forças policiais à altura.


Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia.



Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.



Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)






MIA COUTO


A LUTA CONTINUA PAI


Porque

25 de ABRIL de 1974

e...

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
Camões

domingo, 11 de abril de 2010

Projecto Gutenberg

Projecto Gutenberg

livros grátis em várias línguas

L'oeuvre d'Émile Zola en version audio, gratuite


Olá a todos!

 

Quem desejar participar no evento “25 de Abril, a liberdade em poesia”, por favor envie os seus poemas, que serão distribuídos pela cidade de Leiria, numa caminhada em que todos estão convidados. Teremos uma gaita de foles e um músico que nos acompanhará. Quem desejar estar cá connosco pode fazê-lo, encontrando-se connosco no café “Gato Preto” pelas 15 horas do dia 25 de Abril.

 

Constantino Mendes Alves

  constalves@gmail.com

 




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sábado, 10 de abril de 2010

SOBRE O SANGUE DOS POBRES


Caros amigos

Embora hospitalizada posso ter o computador comigo e Internet graças à chave USB,
volta e meia falha, mas apesar de tudo consigo não estar cortada do exterior e dos amigos


aqui vai mensagem que recebi de amigo, traz PPS junto, estou nos fóruns a ver se descubro como pôr o PPS no blogue... se algum de vocês souber agradeço email com informação

Marília

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A ECONOMIA TOMOU O LUGAR DA POLÍTICA E FEZ DO FASCISMO DO SÉC XXI UM SISTEMA IMPRESSIONANTE!

Um exemplo: o grande patriota Belmiro. Segundo ele “O que nós queremos é empregos baratos” (sic).

E, como se presume, o empresário vai ter um funeral com bispo e tudo …

 

SOBRE O SANGUE DOS POBRES

http://www.slideshare.net/smdsm/como-a-economia-global-produz-bens-baratos