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O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA


A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...

A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.

Castro Alves
Jornal de Poesia

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?

Castro Alves


MINHA LEI E MINHA REGRA HUMANA: AS PRIORIDADES.

Marília Gonçalves

Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres.
Albert Einstein

Perguntas Com Resposta à Espera

Portugal ChamaS e Não Ouvem a Urgência de Teu Grito? Portugal em que http://www.blogger.com/img/gl.bold.gifinevitavelmente se incluem os que votando certo, viram resvalar de suas mãos a luz em que acreditavam; A LUTA CONTINUA )
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)

sábado, 3 de abril de 2010

OREMOS

 Saramago



Oração pelas Privatizações

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

José Saramago

Páginas da História de um Povo que Resistiu....


Amanhecera chuva. Tempo de aguaceiros que o sol furava de longe em longe.Isabel desceu do carro eléctrico,ainda na mente fiapos dos pensamentos com que vinha entretida.Bateu-lhe a chuva, cruzada sem defesa possível. O vento remoinhava cinzento.Isabel avançava a custo, decida curvava o dorso a mão a fechar-lhe a gabardina sobre os joelhos. Inútil chapéu de chuva que quase se lhe empecilhava nas pernas, chegou quase a amaldiçoar a bodega da carteira, Sempre gostava de saber porque diabo andamos sempre com esta coisa atrás, mesmo quando não faz falta.Enfim falta sempre podia fazer, que lá estavam as papeladas e algum dinheiro, essa bodega que nos leva debaixo de qualquer tempo aonde não teríamos vontade de ir.Dançou-lhe nos olhos a cara do chefe. Estupor. Sempre a dissertar sobre tudo com aquele ar vitorioso de quem alcançou a verdade suprema.Ia Na rua do Loreto, nessa Lisboa ainda sem computadores do inicio dos anos 60.Ainda bem que não tinha filhos. Não por ela, que bem gostaria desse afecto do sangue, mas por eles, coitados num país tão parado que parecia ele também exposto a torrencial chuva e cruzados ventos.Estava à porta, havia chegado automaticamente sem dar por isso.Começou a subir a escada com passadeira a abafar-lhe o som dos passos.Bom dia, encaminhou-se para a secretária enquanto a voz dos colegas lhe retribuíam a saudação.Venho atrasada por causa deste maldito tempo...o chefe entrou... então Dona Isabel deram-lhe cuidados os pequenos ? algum com sarampo, não?... ironizou. Em voz baixa Isabel resmoneou ? filho da.... e sentada à secretaria começou mais um dia de trabalho.Na papelada que lhe corria pelas mãos foi passando a manhã.Vens almoçar Isabel ? indagaram os habituais companheiros de mesa, Chegaram à rua o céu era uma planície azul com manchas brancas a deslizar velozes.Que tens hoje que não estás nos teus dias! -Não sei , nem sempre a gente sabe o que lhe vai por dentro,mas vamos comer que isto logo passa.Entraram no restaurante, estava cheio, ao fundo uma mesa estava prestes a vagar. O empregado fez-lhes sinal e aguardaram.Que é que vais comer ? Nem sei bem, Uma coisa leve, olhe traga-me uma omelete e uma salada de alface. Temos grilo! gracejou António a ver se melhorava o ambiente. Isabel percebeu a intenção do colega e sorriu por simpatia, mas por dentro os aguaceiros tornavam-lhe o horizonte mais escuro ainda.Acabada a refeição retomaram o trabalho , passou a tarde, mas o semblante de Isabel não se desanuviara.Chegou à rua, Apanhou o eléctrico decidida a ir direita a casa da avó.Subiu a escada até ao segundo andar, bateu à porta, voz vinda de dentro : aí vou...a porta abriu-se.És tu filha?-Minha linda avô, a avó mais bonita do mundo!-Ora, tarde piaste... agora que estou velha todos me acham uma lindeza. Isabel sorria, Aquela ladainha era por demais conhecida, Quando era nova é que isso tinha feito falta agora...Senta-te cachopa que vens a deitar os bofes pela boca.Isabel dera um xoxo à avô e sentou-se, Vens a novidades não é filha?-Pois é , mal consegui passar o dia, Prenderam-no outra vez, com mais de sessenta anos e ainda têm medo dele, para onde o levaram? Para oAljube, está incomunicável.Andaram aqui em casa, reviraram tudo. -Acharam alguma coisa ? Mais me admirava que achassem dinheiro, mas não, não acharam nada, que a Julieta amandou o livro que ele andava a escrever pela janela da casa de banho, recuperar as folhas todas é que vai ser um caso sério,teremos que pedir aos vizinhos se dão licença.Isabel com a cabeça sobre as mãos estava estática, talvez lhe corressem pela cabeça milhares de pensamentos, ou o cansaço e o espanto a petrificavam.É preciso ir a notícias.Vou a casa do Gabriel a ver se sabe qualquer coisa e a seguir volto cá, hoje durmo aqui.Ó minha filha ainda bem, ia ser difícil ficar em casa só com a Julieta, coitada que levou um susto... mas não perdeu o norte, mesmo nas barbas deles fez voar o livro, ainda bem que não o acharam, o teu avô é que não percebeu nada, Parecia admirado mas disfarçou.Que será que lhe estão a fazer?Isabel olhou a avô.-Malditos, é isso que eles querem prendem um e torturam todos, e o preso duplamente que sabe a aflição da família,Descanse avó seja como for amanhã vamos lá directo.Isabel saiu na noite molhada e fria.Talvez o frio estivesse dentro dela, a pensar no avô nalgum interrogatório ou numa masmorra ou no segredo, com algum pin-ping de água a furar-lhe os miolos, mas o avô era resistente, até ao Tarrafal tinha resistido. Era mais uma provação, mais uma dor aguda nas obscuras páginas de histeria que uns bandidos iam escrevendo em sangue e terror em Portugal.Portugal, o que era Portugal ? Uma localização geográfica? um povo que consente? um governo imposto? um punhado de resistentes? quem és tu Portugal ?Se me pudesses responder talvez esta ansiedade que me aflige não doesse tanto.Chegara à rua do Gabriel, entrou na escada bateu à porta do rés-do-chão, uma garota veio abrir.- Olá Isabel, ó mãe está aqui a Isabel. A mãe da garota que aparentava os trinta anos veio à porta. Entra rapariga, em que estado vens. Isabel entrou, seguiram o corredor até à cozinha , sentaram-se nos bancos de madeira pintada e a Manuela assim se chamava a dona da casa, disse : sei que prenderam o teu avô.O Gabriel foi a noticias, Já jantaste alguma coisa ? e sem esperar resposta tirou da panela que estava em cima do fogão um prato de sopa de feijão com hortaliça, Isabel aceitou de boa-vontade o que de tão boa-vontade lhe ofereciam. Reconfortou-a a sopa, mas por dentro aquela voz a falar-lhe de masmorras do avô torturado ou no escuro, no silêncio, se não fosse pior. Malditos! malditos cães ! Quando Gabriel chegou agarrou-lhe as mãos com afecto : tens um avô que é um homem, não se contenta em usar calças, Eu sei é um resistente corajoso e persistente, todos o sabemos!-Sabes alguma coisa sobre ele ? -Está no segredo, incomunicável. Por hoje não saberemos mais nada.Trata de ir para casa, vê se tranquilizas a tua avô e vejam se conseguem dormir um pouco, que amanhã é novo dia.Apareço em tua casa a horas de ir ao Aljube. Tenta não pensar demais por hoje, torturares-te não adianta mais nada.-Tens razão, vou indo. Senti-me muito bem aqui em casa com a tua filha e a tua companheira, reconfortou-me a amizade. -Vou acompanhar-te a casa.-Não vale a pena, num instante chego. Tu também estás cansado e amanhã vais trabalhar.Pois sim... mas vou à mesma acompanhar-te, fico mais descansado.Deu um beijo ao de leve à companheira, sorriu à filha e lá foram...Isabel tinha um grito preso na garganta como se um pássaro quisesse voar e não pudesse. Como se lhe tivessem cortado as indispensáveis asas.Quando chegaram ao prédio despediu-se do amigo, viu-o afastar, fez um aceno com a mão e entrou na escada. Às escuras sem barulho foi subindo, com o nó do dedo bateu levemente à porta, desta vez o avô não viria abrir... apareceu a avô, com seu rosto doce e triste, abraçou-a e ficaram agarradas largos minutos.Quando se aconchegou nos lençóis, um perfume campestre a rosmaninho, a alecrim invadiu-a, enquanto debaixo do cobertor de papa, o calor pouco a pouco ia aumentando, sentiu aquele leve torpor que antecede o sono.Porém num sobressalto ergueu-se, som estranho fino, quase imperceptível.Saltou da cama. Pé ante pé pelo corredor encostou o rosto à porta da avó, o mesmo som se fazia ouvir, agora mais forte, ampliado pela proximidade.Chamou a avó... avózinha, está bem, posso entrar ? correu a porta que deslizou na calha do solo, a avô tina os olhos cheios de lágrimas, as faces molhadas, ó avó então está assim aflita e sem me chmar! ó avó... não filha é que estou preocupada! e a noite parece não querer passar.Isabel abraçou a avó E ali ficou nos seus vinte anos a pensar no avô, no namorado que já não tocava viola para ela aos serões, fugira à guerra, andava por França, coitado, A limpar latrinas... Trocara a faculdade, por aquela maldição, mas pelo menos estava vivo e não vivia as atrocidades da guerra.Pobre país, onde cada história era uma página amarga, onde para andar de consciência limpa, se tinha de renunciar à alegria mais simples e ao direito a vida própria!Vai descansar filha, vê de dormes, que amanhã também o trabalho te espera.O rodopio das aflições e trabalhos continua....


Marília Gonçalves

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Portugal: País de poetas que não lê poesia

A pátria é nos lugares onde a alma está acorrentada.
Voltaire



Portugal: País de poetas que não lê poesia



Joana Emídio Marques



Fernando Pessoa, Herberto Hélder e Manuel Alegre são os poetas que mais livros vendem em Portugal. No país dos poetas, há cada vez menos editoras a apostar na edição de poesia. Aquelas que o fazem dizem que as vendas estão a crescer. Já os livreiros apontam na direcção contrária e afirmam que a poesia se vende pouco. Apesar disto, as caixas de correio das editoras não cessam de se encher com manuscritos de aspirantes a poetas.

Para Vasco David, da Assírio & Alvim, "as vendas de poesia têm aumentado, em parte devido ao tipo de obras que estão a editar-se, nomeadamente as obras completas de autores clássicos".

Já o dono da livraria Poesia Incompleta, um espaço exclusivamente dedicado a este género literário, declara que "passa muitos dias sem vender livro nenhum" e considera que muitas vezes "se lê, se fala ou se compra poesia de forma superficial, porque as pessoas não têm coragem de assumir que não lhes interessa".

Símbolo máximo da elevação da linguagem humana, criadora de experiências intelectuais e estéticas profundas, difícil, aborrecida, bela ou sublime, a poesia é, desde há muito, um género amado ou odiado.

"As coisas só nos interessam como entretenimento; tudo o que foge disso é rejeitado, como é o caso da poesia , we are all now entertainers, como cantavam os Nirvana ", diz Changuito, que também é responsável, há 11 anos, pela dinamização de sessões de leitura de poesia no teatro A Barraca. "É só isso que somos hoje."

Se o volume de obras editadas e vendidas do género ficção tende a aumentar, "a poesia será sempre para franjas da população", diz Vasco David. "Há um boom editorial que não é acompanhado pela poesia, porque a aposta é sempre na vertente mais comercial."

O facto de sermos um país com níveis de literacia muito baixos e com uma educação que "cria pessoas com medo da leitura" não ajuda a que sejamos verdadeiros leitores de poesia", defende Changuito.

Opinião diferente tem o poeta Nuno Júdice, para quem "há uma nova geração muito aberta para a poesia", algo que não se traduz em vendas, "pois a leitura e a troca de poesia faz-se, cada vez mais, na Internet".

Já Jorge Silva Melo, que vai ler poesia de Mário Cesariny na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, ressalva o facto de em Portugal "ainda haver várias editoras de grande dimensão a apostarem na edição de poesia, algo que noutros países está a deixar de acontecer".

As tiragens de poesia em Portugal "são muito superiores às de Espanha, por exemplo", diz Júdice, que sublinha ainda que "a leitura de poesia não pode ser medida pelas vendas e, em Portugal, a poesia nunca perdeu a sua capacidade de comunicar com os leitores".

O percurso feito pela poesia nos seus movimentos modernista, surrealista, futurista, formalista, entre outros, está ele próprio ligado à forma como o público se aproximou ou afastou deste género literário.

"A poesia formalista assustou as pessoas e é responsável pelo afastamento de muitos leitores", defende Nuno Júdice.

Na opinião do editor da Assírio & Alvim, o crescimento que esta editora tem verificado na venda de poesia prende-se "com um maior esforço de promoção das obras", embora reconheça, tal como o faz o proprietário da livraria Poesia Incompleta, que os autores mais vendidos são os poetas portugueses que pertencem ao cânone, ao passo que os poetas mais jovens têm mais dificuldade em chegar ao público.

Jorge Silva Melo e Nuno Júdice defendem que, neste momento, a música é a forma por excelência da divulgação e da conquista de públicos para a poesia.

"Para que serve, afinal, este Dia Mundial da Poesia?", interroga-se Changuito. "Para debitar mais uns quantos lugares-comuns, porque amanhã tudo continuará igual."

Com lugares-comuns ou "capelinhas onde tantas vezes ancora", a poesia "está inscrita de alguma maneira na vida das pessoas, e as pessoas estão cada vez mais à procura de coisas vivas, à procura de alternativas", conclui Silva Melo.



Diário de Notícias, 21 mar. 2010.



quarta-feira, 31 de março de 2010

Para a Frente é o Caminho Aqui começa a Luta (blogue)

A pátria é nos lugares onde a alma está acorrentada.
Voltaire






Para que se saiba que os Revolucionários são seres humanos,têm sentimentos, ardentes, de ternura, desejo, de beleza para o Mundo aqui deixei alguns poemas onde falou a intimidade da minha alma, do meu corpo e do meu coração!


A partir daqui começa a luta, por um Mundo fraterno, onde todos e cada um, tenham o direito de apreciar a vida com a naturalidade e a alegria que desejam e merecem!

Com o meu abraço fraterno, rubro, internacionalista e universal para todos os que batalham do amanhecer até adormecerem por uma vida digna, com direitos sociais, cívicos e humanos, para uma vida alegre e sã.

Toda a minha SOLIDARIEDADE para todos os meus irmãos de onde quer que sejam!

POR UM MUNDO MELHOR

Marília Gonçalves

APRENDER ATÉ MORRER

A pátria é nos lugares onde a alma está acorrentada.
Voltaire

Casados há 70 anos por "conversar muito"


13h19m

SALOMÃO RODRIGUES

"É necessário comer alguns sapos, roer algumas unhas e ter vontade de esquecer. E é preciso conversar muito ao longo da vida", aconselham Manuel Fontoura, de 91 anos, e Rosa Dias, de 86. O casal da freguesia de Pinheiro da Bemposta, Oliveira de Azeméis, comemora, hoje, quarta-feira, uns profícuos 70 anos de casamento.

foto Salomão rodrigues/jn
Casados há 70 anos  por "conversar muito"
Manuel e Rosa com a família. Conheceram-se há 72 anos e nunca mais se largaram

Conheceram-se há 72. Dois anos depois, em Março de 1940, casavam. Com a memória praticamente intacta e uma vivacidade desconcertante, Manuel Fontoura ainda se lembra do primeiro dia em que conheceu a mulher. "Estava com umas amigas numa casa de venda de miudezas e fiquei curioso em saber quem era", conta. Os amigos disseram que não conseguiria falar com ela, mas Manuel Fontoura não demorou muito tempo até descobrir onde vivia Rosa Dias.

"Escrevi-lhe uma cartita e passados uns dias recebi a resposta. A princípio foi um encontro sem interesse, mas depois as coisas foram aquecendo", recorda, assim, o início de uma relação em que os encontros esporádicos não eram tarefa fácil. "Hoje é tudo mais simples. Naquele tempo, para dar um aperto de mão já era preciso ter uma certa confiança. Nos dias de hoje, já se beijam e abraçam ainda sem se conhecerem", constata.

Questionado sobre os momentos de uma relação conjunta com 72 anos respondeu peremptório: "A nossa relação tem tido altos e baixos, como acontece por todo o lado. Às vezes é mais ríspida, mas tem tudo acabado muito bem, porque eu sou muito paciente". E acrescentou, por entre o sorriso dos filhos, conhecedores das "reinações" do pai: "Ela é mais rabugenta do que eu". "Ao longo destes longos anos foi preciso paciência de um lado e do outro", retorquiu logo Rosa Dias.

À pergunta se voltava a casar com Manuel Fontoura, Rosa não hesita: "Tinha que lhe perdoar todas as faltas, mas voltava a casar. Tem sido bom marido, bom pai e trabalhador. Foram anos de muitas lágrimas mas tudo se venceu", concluiu.


terça-feira, 30 de março de 2010

Domingo

A pátria é nos lugares onde a alma está acorrentada.
Voltaire

http://jdei.wordpress.com/2010/03/30/ao-domingo-que-trabalhe-o-papa/
A pátria é nos lugares onde a alma está acorrentada.
Voltaire

O Director-geral de Arquivos tem o prazer de convidar V. Ex.ª para a
inauguração da exposição, “«… cada fio de vontade são dois braços / e cada
braço uma alavanca…»: jornais manuscritos na prisão (1934-1945)”,
que decorrerá no dia 31 de Março de 2010, no edifício do Arquivo Nacional
da Torre do Tombo, Alameda da Universidade, Lisboa, pelas 18h30m.
Estarão presentes SE o Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle
e o Secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa





segunda-feira, 29 de março de 2010

CARAVELA E CASQUINHA FORAM BALEADOS. VIVAM!

A pátria é nos lugares onde a alma está acorrentada.
Voltaire



CARAVELA E CASQUINHA FORAM BALEADOS. VIVAM!




Casquinha

foi de pé
que morremos

Caravela

Sim
Estávamos de pé
Sobre a terra
Quando nos mataram

Ambos

Agora
jazemos por terra
Corpos já sem força
Almas já sem querer

“ Filipe Chinita e Manuel Gusmão, 2009”

10 ABR - 14h30 - ALMADA Sessão Comemorativa do Centenário da Implantação da República













A pátria é nos lugares onde a alma está acorrentada.
Voltaire

sexta-feira, 26 de março de 2010

Aligre FM (93.1)

A pátria é nos lugares onde a alma está acorrentada.
Voltaire


Comme chaque samedi, Aligre FM (93.1) propose de 18h à 19h l’émission Lusitania sur l’actualité des cultures lusophones, produite par Marlene Alves Pereira.

Dans le cadre de ce programme, Maria Pereira de Castro recevra samedi 27 mars Jean-Luc Gonneau, pour parler du fado et notamment du fado à Paris : le point de vue d’un français sur le fado à Paris, avec bien sur des illustrations musicales et la participation de la fadiste Conceição Guadalupe.


quinta-feira, 25 de março de 2010







O desprezo

Correia da Fonseca*




24.Mar.10 :: Colaboradores

“…Do que a televisão nos tem falado pouco, ou muito menos do que seria esperável em face do significado do acontecimento, é da visita a Israel de Joe Biden, vice-presidente dos Estados Unidos, e da efectiva provocação acontecida em Telavive precisamente quando ele ali chegou…”
http://www.odiario.info/wp-content/themes/default/images/raya_pret.gif

A televisão continua a falar-nos muito do Irão e do suposto perigo nuclear que ele constitui. E da Venezuela de Hugo Chavez. E de Cuba, mais dos 203 presos políticos que por lá existem segundo uma rigorosa contabilização que ameaça ir até às décimas. E da Grécia, sublinhando sempre que «ainda está pior que nós». De vez em quando também nos vem falando de Angola e dos capitais angolanos que estão e penetrar em importantes empresas portuguesas, o que parece ser uma grande falta de respeito, uma completa insensibilidade perante os limites que países africanos e ex-colonizados devem manter nas suas relações com os ex-colonizadores que são evidentemente de outro e melhor pano. A televisão fala-nos, pois, com maior ou menor abundância, de muitos e variados factos da vida internacional.

Do que a televisão nos tem falado pouco, ou muito menos do que seria esperável em face do significado do acontecimento, é da visita a Israel de Joe Biden, vice-presidente dos Estados Unidos, e da efectiva provocação acontecida em Telavive precisamente quando ele ali chegou: o anúncio oficial de que o governo de Israel decidira dar mais um passo no longo itinerário de factuais anexações de territórios palestinianos, sempre feitas em evidente infracção de todas as regras internacionais, de inúmeras decisões da ONU e, a julgar pelo que tem sido propalado nos últimos meses, da vontade da administração Obama.

É claro que a importância do facto decorre de constituir uma assumida posição de desprezo por um falado projecto de Barack Obama que visaria impor, finalmente, uma solução negociada para o chamado conflito do Médio Oriente, eufemismo correntemente usado para designar a permanente agressão de Israel ao povo palestiniano. O que Israel publicamente atirou à incomodada cara de Joe Biden foi que continuará a sua expansão de índole neonazi sobre territórios alheios e que se está nas tintas para a opinião do presidente dos Estados Unidos se, como consta, ele tiver sobre o caso opinião diferente. Não espanta que seja assim, o que pode espantar é que Obama tenha tido a ilusão de que as coisas poderiam decorrer de outro modo, se é que a teve.

Não é difícil saber que o lóbi sionista nos Estados Unidos tem mais poder efectivo que o presidente e, o que será talvez ainda mais decisivo, que o Estado de Israel é desde sempre uma firme testa-de-ponte norte-americana no Médio Oriente, estrategicamente encostada à mais importante zona petrolífera do mundo, e que os interesses do negócio do petróleo nem sequer parecem ter ouvido falar alguma vez de Direito Internacional ou coisa parecida.

Adaptando uma velha e conhecida frase há décadas proferida por um secretário de Estado norte-americano, poder-se-ia dizer que o que é bom para as empresas petrolíferas é bom para os Estados Unidos. E que, neste caso e em muitos outros, é péssimo para o mundo.

Admitamos, pois, que Obama foi ingénuo relativamente à política permanentemente agressiva de Israel, prosseguida ao abrigo do pretexto de que se trata de garantir a sua sobrevivência. Mas, além de ser ingénuo, será que Obama é também cego e surdo? Não vê reportagens indignantes que até compatriotas seus fazem das infâmias várias cometidas pelos israelitas? Não ouve dizer que Israel possui armas nucleares em infracção escandalosa de regras preconizadas pela «comunidade internacional», essa entidade tão frequentemente invocada quando se trata de açular a opinião pública contra o Irão? Não desconfiará sequer de que, na hipótese que apesar de tudo lhe será mais lisonjeira, está a ser usado como marca de uma publicidade enganosa ao serviço da venda de beberagens tóxicas com a etiqueta de bálsamos saudáveis?

E uma outra pergunta que de momento pode ser a última: será que nós, telespectadores, não vamos perceber que ao minimizar notícias das acções criminosas de Israel e do ostensivo desprezo israelita por tudo quanto é desejável e respeitável está a TV a cumpliciar-se por encobrimento com os crimes praticados?

* Correia da Fonseca é amigo e colaborador de odiario.info



A pátria é nos lugares onde a alma está acorrentada.
Voltaire


Ou estrelas ou luar

à beira-mar sorrindo

meu olhar vai vogar

em mil sonhos abrindo.

Um bote na areia

à espera duma vaga

velas de lua-cheia

que leve brisa afaga.

No mar imaginário

sem rochedo nem perigos

sem ter vento contrário

rumo a povos amigos.

Sem força sem Poder

apenas Amizade

o mundo ainda a crescer

em amor igualdade.

Os remos vagarosos

vão abrindo na onda

os sulcos luminosos

ao vê-la encher redonda.

Na água ri o brilho

dos olhares e do céu

o bote segue o trilho

de diáfano véu.

Marília Gonçalves