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O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA


A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...

A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.

Castro Alves
Jornal de Poesia

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?

Castro Alves


MINHA LEI E MINHA REGRA HUMANA: AS PRIORIDADES.

Marília Gonçalves

Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres.
Albert Einstein

Perguntas Com Resposta à Espera

Portugal ChamaS e Não Ouvem a Urgência de Teu Grito? Portugal em que http://www.blogger.com/img/gl.bold.gifinevitavelmente se incluem os que votando certo, viram resvalar de suas mãos a luz em que acreditavam; A LUTA CONTINUA )
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Luta por ABRIL Sempre

em Liberdade e Cidadania a luta por Abril continua a ser a palavra do dia
venham testemunhar, venham trazer a vossa opinião
para reerguer Portugal e a Esperança no Futuro
venham dizer a justiça da vossa voz

Marília

Liberdade e Cidadania

quarta-feira, 10 de junho de 2009

STOP ao Cancro do Cólo do Útero na Europa

Assine a petição



STOP ao Cancro do Cólo do Útero na Europa


> Todos os anos 50.000 mulheres são diagnosticadas com cancro do cólo do útero e 25.000 morrem devido a esta doença. Programas de rastreio organizados para o cancro do cólo do útero podem prevenir até 80% destes cancros. As novas tecnologias, desde que implementadas com os programas de rastreio organizados, têm o potencial de reduzir ainda mais as taxas de cancro do cólo do útero, e prevenir quase todos os casos desta doença na Europa.
Nós, abaixo assinados, chamamos a atenção do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia e de todos os Governos Nacionais da Europa para:

> 1. Trabalhar em conjunto na implementação de programas de prevenção para o cancro do cólo do útero, de acordo com as recomendações do Conselho da União Europeia e com as Recomendações Europeias para a Garantia de Qualidade no Rastreio para o Cancro do Cólo do Útero.

> 2. Apoiar a criação de programas de educação para a saúde para assegurar que todas as mulheres estejam cientes da importância da prevenção do cancro do cólo do útero e que beneficiem dos serviços que lhes são disponibilizados para este efeito.

> 3. Facilitar a troca de boas práticas entre os países da Europa de modo a que todos possam beneficiar das melhores medidas possiveis que existem na Europa.

> 4. Apoiar programas de investigação independentes de modo a implementar novos métodos de rastreio e vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) para assegurar que se obtenham as maiores reduções no cancro do cólo do útero na Europa.

5. Reconhecer e apoiar o papel essencial e determinante das instituições de caridade, das associações de doentes, organizações não governamentais e trabalho voluntário com o objectivo de reduzir o cancro do cólo do útero na Europa.
>


Faça aqui o download do Manifesto



Assine aqui a petição

terça-feira, 9 de junho de 2009





























Notícias de Orlando Gonçalves

"Não cedi, não me resignei. Queiram ou não queiram, um D. Quixote coabita em cada um de nós" - escreveu Orlando Gonçalves no seu último livro, "Enredos da Memória", um romance de certa forma autobiográfico. Foi essa força da natureza que lhe enformou a vida, sem desfalecimentos. Arrojando as dificuldades, padecendo injustiças, mas sem nunca se resignar.

"Vencendo a treva e ignorando a insânia, amanhã, em todos os amanhãs, aquele mesmo sol que eu vira agonizante, ressuscitará em promessas, lembrando aos homens que pode sempre haver um novo dia".
Essa era a sua forma de partilhar a vida, a que não faltava uma genuína dose de sonho e uma incomensurável solidariedade.


http://www.noticiasdaamadora.com.pt/nad/texto.php?cod=orlandogoncalves

AQUI





Orlando Gonçalves, dirigiu o Notícias da Amadora entre 1963 e 1994, ano da sua morte.
Esteve preso na Cadeia do Aljube e no Forte de Caxias. A segunda vez que esteve preso foi em 1974 e foi libertado após o 25 de Abril.






O Notícias da Amadora


http://www.noticiasdaamadora.com.pt/

Um dos Jornais que se destacaram e cumpriram durante o fascismo-salazarismo-caetanismo a sua função de informar honesta e integramente os portugueses

este Jornal fundado em 1958 tornou-se pela direcção de Orlando Gonçalves conhecido em todo o País como um dos Jornais da Resistência, ultrapassando as fronteiras de Portugal foi para os portugueses no exílio um belo e magnífico grito de integridade e Esperança

Pagou caro Orlando Gonçalves , a sua honesta e sincera ética de Jornalista pelo que foi preso durante o fascismo mais que uma vez, sofrendo as consequências inerentes à prisão política.

poderemos mais uma vez verificar como se calava, se reduzia ao silêncio, em Portugal a força da Verdade, pela violenta força da opressão e da repressão!

Isso era o salazarismo! Essa imundície de hipocrisia, esterco de vícios vestido de falsa mansidão!

O Notícias da Amadora,dirigido apôs o desaparecimento de Orlando Gonçalves, por Orlando César,seu filho, que começou no Notícias de Amadora sua carreira de Jornalista, tendo colaborado em inúmeros Jornais e Revistas. Orlando Gonçalves e seus colaboradores, os seus Jornalistas, resistiram contra ventos e marés à ditadura fascista e o Jornal prosseguiu sua missão informativa desde então até que há cerca de um ano o poder económico, esse vampiro que tudo absorve e controla pela força financeira de que dispõe, conseguiu empurrar o actual Director Orlando César, ao encerramento do Jornal em papel, para continuar a existir como Jornal em Linha através da Internet

Convido veementemente; todos os antifascistas a visitas assíduas no
Site do Notícias da Amadora num solidário gesto para com quem sempre apesar das dificuldades, cumpriu o seu dever de informar os seus compatriotas.

O meu abraço ao Jornal e a todos os que nele participam.


Marília Gonçalves

Decrescimento ou Barbárie !

Decrescimento ou Barbárie !

Entrevista especial com Serge Latouche


O consumo diminuirá em substância, enquanto seu valor continuará aumentando”, avalia o economista francês Serge Latouche, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Segundo ele, a crise financeira e o caos ambiental instalados no planeta farão o capitalismo reencontrar “a lógica de suas origens, ou seja, crescer às custas da sociedade”.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de conciliar crescimento econômico e sustentabilidade, ele é enfático: “Impossível. É preciso renunciar ao crescimento enquanto paradigma ou religião”.

Segundo ele, o PIB não pode mais crescer, e a “única possibilidade para escapar ao pauperismo” é “retornar aos elementos fundamentais do socialismo”.

Serge Latouche, além de economista, é sociólogo, antropólogo, professor de Ciências Econômicas na Universidade de Paris-Sul e presidente da Associação Linha do Horizonte. É doutor em Filosofia, pela Université de Lille III, e em Ciências Econômicas, pela Université de Paris, diplomado em Estudos Superiores em Ciências Políticas, pela Université de Paris, e diretor de pesquisas. Entre suas publicações, citamos, La déraison de la raison économique (Paris: Albin Michel, 2001), Justice sans limites – Le défi de l’éthique dans une économie mondialisée. (Paris: Fayard, 2003) e La pensée créative contre l’économie de l’absurde. (Paris: Parangon, 2003)

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Em que sentido o decrescimento pode ser uma alternativa ao caos financeiro, do meio ambiente e do atual modelo econômico?

Serge Latouche - Se proclamarmos que o crash financeiro desencadeado pelo abuso dos subprimes é uma boa coisa, então, embora ele seja o iniciador de uma crise bancária e econômica que corre o risco de ser longa, profunda e talvez mortal para o sistema, podemos ser taxados de provocação. No entanto, para os opositores do crescimento, esta crise constitui o sinal anunciador do fim de um pesadelo.


Não se trata, por certo, de negar que esta crise irá atingir com o desemprego milhões de pessoas e gerar sofrimentos para os deserdados do Norte e do Sul. Porém, e acima de tudo, o decrescimento escolhido não é o decrescimento sofrido. O projeto de uma sociedade de decrescimento é radicalmente diferente do crescimento negativo, aquele que agora já conhecemos. O primeiro é comparável a uma cura de austeridade empreendida voluntariamente para melhorar o próprio bem-estar, quando o hiperconsumo vem nos ameaçar pela obesidade. O segundo é a dieta forçada, podendo levar à morte pela fome. Nós o dissemos e repetimos bastantes vezes. Não há nada pior do que uma sociedade de crescimento sem crescimento. Sabe-se que a simples desaceleração do crescimento mergulha nossas sociedades no descontrole, em razão do desemprego, do aumento do abismo que separa ricos e pobres, dos atentados ao poder de compra dos mais desprovidos e do abandono dos programas sociais, sanitários, educacionais, culturais e ambientais que asseguram um mínimo de qualidade de vida. Pode-se imaginar que enorme catástrofe pode originar uma taxa de crescimento negativo. Esta regressão social e civilizatória é precisamente o que nos espreita, se não mudarmos de trajetória.

IHU On-Line - Como manter o equilíbrio entre crescimento econômico e meio ambiente?

Serge Latouche - Impossível. É preciso renunciar ao crescimento enquanto paradigma ou religião.

IHU On-Line – Quais são os limites e as possibilidades de criar uma economia nova, mais sustentável? Quais seriam os seus princípios?

Serge Latouche - Hoje em dia, a festa acabou: já não há mais margens de manobra. A torta, isto é, o produto interno bruto, não pode mais crescer. Mais ainda (e nós o sabemos muito bem há longo tempo, embora nos recusemos a admiti-lo), a economia não deve crescer. A única possibilidade para escapar ao pauperismo, tanto no Norte como no Sul, é a de retornar aos elementos fundamentais do socialismo, mas sem esquecer, desta vez, a natureza: repartir o bolo de maneira equitativa. Ele era trinta a cinquenta vezes menor em 1848 e, no entanto Marx, mas também John Stuart Mill, já pensavam que o problema não era o volume da torta, mas sua injusta repartição! Como, crescendo, a torta se tornou cada vez mais tóxica – as taxas de crescimento da frustração, seguindo a fórmula de Ivan Illich, excedendo amplamente as da produção –, era inevitavelmente necessário modificar a receita. Inventamos, então, uma bela torta com produtos biológicos, de uma dimensão razoável para que nossos filhos e nossos netos pudessem continuar a produzi-la, e a compartilhamos equitativamente. As partes não serão talvez muito grandes para nos tornar obesos, mas a alegria estará no encontro marcado. Com outras palavras, ela nos oferece a oportunidade de construir uma sociedade ecossocialista e mais democrática. Tal é o programa do decrescimento, única receita para sair positiva e duradouramente da crise de civilização em que vivemos.

IHU On-Line - Como conciliar crescimento e decrescimento numa mesma sociedade?

Serge Latouche - Uma lógica de crescimento e um projeto de decrescimento são incompatíveis, mas o projeto de decrescimento visa fazer crescer a alegria de viver, restaurando a qualidade de vida (um ar mais sadio, água potável, menos estresse, mais lazer, relações sociais mais ricas etc.).

IHU On-Line - Alguns especialistas dizem que, com a crise internacional, a economia de muitos países irá desacelerar. Este processo poderá apresentar soluções concretas para o Planeta, ou, ao contrário, a desaceleração representa um processo negativo?

Serge Latouche - As duas opções são possíveis. Infelizmente, nem a crise econômica e financeira nem o fim do petróleo são necessariamente o fim do capitalismo, nem mesmo da sociedade de crescimento. O decrescimento só é viável numa “sociedade de decrescimento”, isto é, no quadro de um sistema que se situa sobre outra lógica. A alternativa é, por conseguinte, esta: decrescimento ou barbárie! Uma economia capitalista ainda poderia funcionar com uma grande escassez dos recursos naturais, um desregramento climático, o desmoronamento da biodiversidade etc. É a parte de verdade dos defensores do desenvolvimento durável, do crescimento verde e do capitalismo do imaterial. As empresas (pelo menos algumas) podem continuar a crescer, a ver sua cifra de negócios aumentar, bem como seus lucros, enquanto as fomes, as pandemias, as guerras exterminariam nove décimos da humanidade. Os recursos, sempre mais raros, aumentariam mais que proporcionalmente de valor. A rarefação do petróleo não prejudica, bem ao contrário, a saúde das firmas petroleiras. Se isso não vale da mesma forma para a pesca, existem substitutivos para o peixe, cujo preço não pode crescer na proporção de sua raridade. O consumo diminuirá em substância, enquanto seu valor continuará aumentando. O capitalismo reencontrará a lógica de suas origens, ou seja, crescer às custas da sociedade.

IHU On-Line - Qual é a marca socioecológica do Planeta? Já existe um déficit ecológico?

Serge Latouche - E como! Mais de 40%, segundo os últimos dados disponíveis. Nosso sobre-crescimento econômico se furta aos limites da finitude da biosfera. A capacidade regeneradora da Terra já não consegue mais seguir a demanda: o homem transforma os recursos em rejeitos mais rapidamente do que a natureza consegue transformar esses rejeitos em novos recursos (1).

Se tomarmos como índice do “peso” ambiental de nosso modo de vida sua “pegada” ecológica em superfície terrestre ou espaço bioprodutivo necessário, obtém-se resultados insustentáveis, tanto do ponto de vista da equidade nos direitos de extração da natureza quanto do ponto de vista da capacidade de carga da biosfera. O espaço disponível sobre o planeta Terra é limitado. Ele representa 51 bilhões de hectares.

Todavia, o espaço “bioprodutivo”, ou seja, útil para a nossa reprodução, é apenas uma fração do total, ou seja, em torno de 12 bilhões de hectares (2). Dividido pela população mundial atual, isso dá aproximadamente 1,8 hectares por pessoa. Tomando em conta as necessidades de materiais e de energia, aqueles que são necessários para absorver dejetos e rejeitos da produção e do consumo (cada vez que queimamos um litro de essência, nós necessitamos de cinco metros quadrados de floresta durante um ano para absorver o CO2!) e acrescentando a isso o impacto do habitat e das infraestruturas necessárias, os pesquisadores que trabalham para o Instituto californiano “Redifining Progress” [Redefinindo o progresso] e para o World Wild Fund (WWF) calcularam que o espaço bioprodutivo consumido por pessoa da humanidade era de 2,2 hectares na média.

Os homens já deixaram, portanto, a vereda de um modo de civilização durável que necessitaria limitar-se a 1,8 hectares, admitindo que a população atual permaneça estável. Desde já vivemos, portanto, a crédito. Além disso, este empreendimento médio oculta muito grandes disparidades. Um cidadão dos Estados Unidos consome 9,6 hectares, um canadense 7,2, um europeu 4,5, um francês 5,26, um italiano 3,8.

Mesmo havendo grandes diferenças no espaço bioprodutivo disponível em cada país, estamos bem longe da igualdade planetária. (2) Cada americano consome em média em torno de 90 toneladas de materiais naturais diversos, um alemão 80, um italiano 50 (ou seja, 137 kg por dia). Em outros termos, a humanidade já consome perto de 40% mais que a capacidade de regeneração da biosfera. Se todo o mundo vivesse como nós franceses, seriam necessários três planetas, e precisaríamos de seis para seguir nossos amigos americanos. Mesmo o Brasil já ultrapassa (em torno de 15%) a cifra sustentável.

Notas:

1.- WWF, Rapport planète vivant [Relatório planeta vivo] 2006, p. 2.


2.- Um hectare de pasto permanente, por exemplo, é considerado como equivalente a 0,48 ha de espaço bioprodutivo e, para uma zona de pesca, 0,36. Wackemagel, Mathis, O nosso planeta se está exaurindo. In: Economia e Ambiente. O desafio do terceiro milênio. EMI, Bolonha 2005. (Nota do entrevistado)


3.- Gianfranco Bologna (org.), Itália capaz de futuro. WWF-EMI, Bolonha, 2001, pp. 86-88. (Nota do entrevistado)


domingo, 7 de junho de 2009

ENSINE as Crianças a Protegerem-se

Conselhos Úteis ... Destinados às Crianças

... Que os Adultos devem saber transmitir-lhes!...
Englobado nos sites de visita obrigatória para os cibernautas deverá constar o site da Polícia Judiciária, pois neste incontornável sitio podemos ver retractados assuntos de orgânica interna da respectiva policia bem como assuntos de interesse geral e merecedores de maior e de melhor divulgação.
Entre os temas abordados, destaco: - Comunicados; fotografias de pessoas desaparecidas; solicitação de ajuda para a identificação de cadáveres; divulgação de obras de arte furtadas; estatísticas sobre a criminalidade e conselhos úteis.
Inserido na área dos conselhos úteis, em http://www.policiajudiciaria.pt/htm/conselhos/criancas.htm estão um conjunto de advertências que quem tem crianças a seu cargo não deve esquecer e deve aprender a transmitir-lhes, nomeadamente:
Crianças
Não andes sozinho ou com os teus amigos por ruas desertas ou descampados, mesmo que seja mais perto.
Não tragas contigo muito dinheiro ou objectos valiosos (relógios, fios de ouro).
Recusa-te sempre a entrar em automóveis de desconhecidos, sob que pretexto for.
Não aceites guloseimas, rebuçados, pastilhas elásticas, tabaco, etc., que te ofereçam pessoas que não conheces. Afasta-te de desconhecidos.
Se te encontrares em dificuldades, telefona ao 112 e se puderes dirige-te à esquadra mais próxima. Se fores agarrado grita o mais alto que puderes e tenta fugir.
Comunica aos teus pais, à Polícia ou aos professores, qualquer perigo ou anomalia de que tenhas conhecimento ou de que tenhas sido vítima.
Se te encontrares só em casa não abras a porta a ninguém, a não ser que seja de absoluta confiança.
Evita a companhia de grupos de jovens (colegas ou não) que possam levar-te a cometer delitos (droga, actos de vandalismo, etc.).
Tem cuidado com os objectos estranhos que encontrares abandonados pois podem ser perigosos (bombas, granadas, etc.).
Se te perderes dos teus pais não te distancies do lugar; será mais fácil a tua localização. Não vás com ninguém e fala com o segurança ou um polícia. Procura decorar a tua morada e telefone.
Não forneças dados da tua família ou da tua casa a pessoas desconhecidas.
Evita provar drogas por curiosidade ou porque os teus amigos ou colegas o façam. Essa primeira vez pode conduzir-te à tua total destruição.
Se estiveres em casa sozinho, nunca digas a desconhecidos que não está mais ninguém em casa.
Não mexas em fósforos nem noutros materiais que possam provocar incêndios.
Diz sempre aos teus pais ou a quem estiver contigo para onde e com quem vais brincar.
Não brinques com armas de fogo, mesmo que penses que estão descarregadas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009





[Prémio Camões – ler aqui e ouvir aqui]


ARMÉNIO VIEIRA


LISBOA - 1971

A Ovídio Martins e Osvaldo Osório



Em verdade Lisboa não estava ali para nos saudar.

Eis-nos enfim transidos e quase perdidos
no meio de guardas e aviões da Portela.

Em verdade éramos o gado mais pobre
d'África trazido àquele lugar
e como folhas varridas pela vassoura do vento
nossos paramentos de presunção e de casta.

E quando mais tarde surpreendemos o espanto
da mulher que vendia maçãs
e queria saber d'onde… ao que vínhamos
descobrimos o logro a circular no coração do Império.

Porém o desencanto, que desce ao peito
e trepa a montanha,
necessita da levedura que o tempo fornece.

E num camião, por entre caixotes e resquícios da véspera,
fomos seguindo nosso destino
naquela manhã friorenta e molhada por chuviscos d'inverno.

(de Poesia Um – 1971-1974, in Poemas, Ilhéu editora, 1998)



SER TIGRE


O tigre ignora a liberdade do salto,
É como se uma mola
O compelisse a saltar

O tigre não ama.
Ele busca a fêmea
Como quem procura comida.

Sem tempo na alma,
É no presente
Que o tigre existe.

Entre o cio e a cópula.
Nenhuma voz lhe fala de Deus,
O tigre não morre, dorme e passa.

(de Poesia Três – Após 1981, in Poemas, Ilhéu editora, 1998)



Graças dou por Luís Vaz,
Ele-Mesmo, varão audaz,
como Ulisses, natatório,
ululado por ciclópicos
bêbedos canibais.

Mas quem pode afogar
tal homem, decepar suas mãos,
liquefazer seu poema?

Se é verdade que o Novo Reino
sucumbiu à foice com que Deus
decepa a espiga ruim, também é certo
que a partir de um bla-bla ruidoso
com que Viriato, mais que a funda,
espantava os filhos de Eneias,
Luís Vaz, pegando nele, criou o poema
e a pátria que deveras conta.



ANTIPOEMA

Já sei a eternidade: é puro orgasmo.
Como assim, meu caro Drummond,
se o que se segue ao sémen
são as sobras de uma laranja
cortada em dois, sendo que
uma das metades é apenas casca
lembrando a pele que as múmias
costumam ter, enquanto a parte
que teima em ficar redonda
é só a metade de uma geometria
que já foi doçura e polpa,
agora acre e assassina mais que a faca,
ao lado da qual jaz, definitivamente torpe,
já que as próprias moscas, apavoradas, fogem.



EXCENTRICIDADES GREGAS

Zenão rejeitava o óbvio
- entre o arqueiro e o alvo
o percurso da flecha é infindável,
de forma que o célere Aquiles
nunca apanha a tartaruga.

Platão era o oposto, afirmava
o improvável - a Ilíada, por
exemplo, era um mero duplicado
de um original escrito por um poeta
anterior ao nascimento
das estrelas, cujos símbolos
são a Esfera, a Luz e a Palavra.

Pitágoras era de opinião
que os números pares são demoníacos,
razão por que o três é melhor
que o seis, o cinco preferível
ao quatro e assim sucessivamente.
Nunca se deve comer feijões.
Quem o fizer corta o fio das
reincarnações, de sorte que a alma
fica prisioneira num eterno triângulo,
ou seja, entre dois catetos
e uma hipotenusa guardados por um dragão
de mil olhos e três línguas de fogo.



MALAE TENEBRAE

Never more! crocitava
o corvo Poe
aspergindo gordura
fervente e fétida
sobre os defuntos
que o chifrudo rei
dos pés-juntos
se aprestava
para transportar
ao reino onde as maçãs
nascem já podres
e os escorpiões
jamais param de crescer
para o tormento
das almas.

(de MITOgrafias, Ilhéu editora, 2006)


Workshop "PINTAR A MÚSICA"

Performance de Pintura e Música ao vivo

Domingo, 7 de Junho 2009 - 11 horas

na Sociedade Filarmónica Humanitária - Palmela

Inscrições Limitadas

Introdução

“Vamos comunicar através da Arte” . A comunicação é o tema desta performance que tem como base a importância da educação artística na formação psiquica e social do individuo enquanto ser criativo. O entrusamento das várias linguagens artísticas tem como objectivo desenvolver na criança e no adolescente e nas famílias a capacidade de harmonizar e dar sentido aos seus sentidos.



Sinopse

Composição em tempo real de uma Pintura colectiva em grandes dimensões, apoderando-se das imagens conseguidas pela sombra chinesa e da música original improvidada. É um momento artístico de grande criação e de grandes emoções. A espontaneidade da arte, o seu aspecto lúdico e a pura criatividade, brota nesta acção de linguagem artística, expressões emocionais, para que se possa reflectir sobre os afectos e a liberdade criadora.



Objectivo

Articular a técnica da sombra chinesa com outras Áreas de expressão como as Artes Plásticas e a Música, valorizando a importância da actividade lúdica como forma de exploração de novas maneiras de expressão e comunicação aprendizagem e desenvolvimento.



Estratégias e Metodologias

-Pequenas histórias sobre as expressões artísticas

-Breve enquadramento teórico sobre a história da Performance.

-Projecção de “Pinturas Musicais”

-Realização de jogos e actividades de expressão plástica e de expressão musical.

-Exploração das potencialidades do material disponível.

-Experiências com a forma, textura, dimensão, movimento, transparência, cor, som.

- Criação de Espaço de Improvisação

-Composição em Tempo Real



Direcção artística

São Nunes e José Soares



Inscrições

€ 6 por participante. Inscriç
ão na secretaria do Conservartório Regional de Palmela.



Contactos

Conservatório Regional de Palmela – Av. Dr. Godinho de Matos Palmela

Tel.: 212350235



Organização

Conservatório Regional de Palmela | Sociedade Filarmónica Humanitária



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Agradecemos a atenção dispensada na leitura desta mensagem de correio-electrónico.
De acordo com a legislação em vigor estão incluídos meios automatizados para o receptor
impedir o envio de mensagens.

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sábado, 30 de maio de 2009







MAS HOUVE FASCISMO EM PORTUGAL? CALEM-SE AS MALDITAS E MENTIROSAS VOZES
.


o Coronel Andrade Silva, Homem de Abril; um dos Homens sem Sono, num desafio, apela ao bom senso e à memória de todos os portugueses para que testemunhem do que foi o salazarismo e o ditador imundo que o originou

em debate no blogue
LIBERDADE e CIDADANIA

venham todos testemunhar do que foi a repressão, prisões politicas , tortura, tribunais plenários, medidas de segurança, Tarrafal, Caxias, Peniche, Penamacor, o que foi a censura, a mocidade portuguesa, o horror da guerra colonial, a tortura do sono, a estátua e outras formas de tortura
Venham todos contar aos jovens e ao futuro quem foi esse governante que dava pelo nome de Salazar e que ensombrou e assombrou Portugal durante décadas e quem foi o seu sucessor Marcelo Caetano, quem foi a PIDE e os bufos e que papel desempenhavam, aterrorizando Portugal de Norte a Sul reduzindo pelo terror o povo ao silêncio e à passividade.

Marilia Gonçalves







NO 13º DIA DA TORTURA DO SONO



Esta manhã o Sol,


vermelho de vergonha,

veio espreitar se ainda vivo.




Sinto-me num barco que se afunda.

Só eu flutuo

à deriva num mar encapelado,

as tábuas unidas por um fio inquebrável,

jangada varrida por chicotadas de tormenta

com agressões de rochedos a doer nos ossos.



Desço ao fundo de mim. Ao menos

aqui encontro segurança.

À minha volta os monstros investem

mas só por fora a carne sangra.



Recosto-me

num monte de recordações

que as vertigens não deixam ordenar.

Ah! Bem desejam os monstros apreendê-las

e por isso espreitam desesperadamente

através dos meus olhos.

Mas, entretanto, eu desliguei a lâmpada

que dava luz cá dentro.



Estou suspenso de mim. Acho que vou cair.

Mas não. As paredes é que rodopiam

e abrem-se agora à passagem de figuras brancas,

monstros de cal, corpos recortados.

Quem são, quem são? Ah, não apertem

pois quero respirar.

Que ouvidos são aqueles pendurados no tecto?

Como conseguiram entrar na minha cabeça

e escavar, escavar... ?

Rio-me, pois nada encontrarão

a não ser uma ampulheta marcando o tempo,

cada vez mais difuso.

Rio-me, sim, com um riso de sangue em brasa.




Eles tentam isolar-me cortando as amarras,

quebrando as antenas,

destruindo a bússola.

Mas eu continuo a orientar-me

rompendo o nevoeiro do seu ódio.



O meu pensamento é uma escada em caracol

a que faltam degraus.


Ontem à noite escorreguei

e quase mergulhei no sono universal.

Mas hoje, com o render da noite,

senti-me vivo e gostei.



Amo a vida, o amor, a liberdade.

E é por isso que morro pela vida,

odeio pelo amor

e pela liberdade estou cativo.



Soltam à minha volta palavras-mastins

que ladram e abocanham:

"Diz!", "Declara!", "Fala e vais dormir!"

(sons para mim sem nexo).

Ó monstros pobres diabos!

Nem sequer se apercebem que não podem

vergar esta barra

dura como a vontade.



Deixei-me cair em indiferença de algodão.

Desisti de fazer o puzzle que trago nos olhos.

Sons e imagens, podeis vogar, sois livres,

podeis confundir-vos, bailar.

Gargalhadas na parede, ameaças,

olhos a passear pelo chão,

bichos repelentes, répteis,

hálito podre de polícias suados,

mãos na garganta, lápis

a rolar sobre a mesa como um bulldozer ,

tudo isto está prensado

nesta muralha de ódio à minha volta.




Dentro de mim está a vida.

Dentro de mim trago os companheiros que se agitam,

dentro de mim trago os povos que fervilham,

povos que recusam a vala comum

e reconstroem o Sol.

Dentro de mim está o amor

que se transmite em ondas de confiança.

Dentro de mim

há um carregamento de certezas

implacáveis.



É por isso que o meu sorriso

é uma arma de agressão

que transforma o ódio em desespero.

Dentro de mim, bem no fundo de mim,

é que está a passagem para a liberdade.



Mas só eu tenho a chave do alçapão.



Carlos Domingos

( Prisão de Caxias, Outubro de 1972)







segunda-feira, 25 de maio de 2009

INVERSÃO DE VALORES

INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO).


*Carta enviada de uma mãe para outra mãe em São Paulo, após um noticiário na TV: De mãe para mãe... 'Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão em São Paulo para outra dependência prisional no interior do Estado de São Paulo. Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência. Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG's, etc... Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite. No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia... Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso. No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas 'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais "Os meus direitos". Para terminar, ainda como mãe, peço "por favor": Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola o Brasil e não só... Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!

domingo, 24 de maio de 2009