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O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA
A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...
A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.
Castro Alves
Jornal de Poesia
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?
Castro Alves
Albert Einstein
Perguntas Com Resposta à Espera
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)
sexta-feira, 21 de março de 2008
DIA DA POESIA
A VOZ DOS POETAS
La Voix des Poètes
Je nai pas encore tout à fait compris pourquoi, mais, malgré le temps dhiver
qui règne à Paris, il paraît que cest le printemps, pas nimporte quel printemps,
non : le Printemps des Poètes.
Bref, il caille. On ne peut pas sortir en chemise et en canotier, les hirondelles
frileuses frissonnent en fredonnant des refrains frigorifiés, mais, derrière les nuages
cest le soleil.
Cest Tim qui ma rappelé ça, lautre matin, alors que nous sortions du nid, tandis
que notre hirondelle hibernait. Il pleuvait, il ma montré le ciel, les nuages, lau-delà
des nuages, le soleil. Il ma montré le soleil quon ne voyait pas ! Il ny a que lui
pour faire ça.
Il ny a quun poète pour faire ça (ou un administrateur) : faire commencer le printemps
quand lhiver bat son plein. Le poète, cest par espoir, c'est-à-dire par réalisme.
Ladministrateur, cest par distraction.
Toujours est-il que - lâchez les commandes, nous avons pris le contrôle de lavion -
cest le Printemps : vous allez mettre une belle laine doublée, et prendre le premier
vélib, scooter, voiture, bateau, avion en direction du coeur de Paris.
Vous allez éviter les gendarmes qui verbalisent secs, ces jours-ci, même
par temps humide (« Poète, vos papiers ! ».)
Et vous allez vous rendre, presque les yeux fermés, au Club des Poètes,
30 rue de Bourgogne 75007 Paris.
- Mardi soir (ce soir), vous viendrez écouter le fondateur du Club
des Poètes, Jean-Pierre Rosnay, et sa Muse Marcelle.
http://www.poesie.net/flashtsou.htm
- et puis mercredi soir, vous viendrez rencontrer le poète québécois
Marc Desgent, ainsi que la poétesse française Julia Musté, à l'occasion
d'une de nos soirées « D'une rive à l'autre », organisées avec François
Massut et ses amis des éditions du « Grand Incendie ».
- et puis vendredi soir, vous vous étonnerez de notre ami Yan Bany,
peintre et poète, qui vous présentera en direct quelques-unes de ces
imprévisibles facéties picturales ou poétiques, avec la complicité
de Philippe Michelin, parole et guitare.
Et puis samedi soir, vous visiterez avec nous tous les continents de la
poésie, et peut-être, si vous le souhaitez, ce que jespère, vous nous
direz un poème de votre invention, ou de votre poète préféré.
Le détail du programme du Printemps des Poètes est ici :
http://www.poesie.net/agenda
A toute à lheure. Couvrez-vous bien.
Amitié, Vive la Poésie. Blaise
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Club des Poètes
30 rue de Bourgogne 75007 Paris
http://www.poesie.net
01 47 05 06 03
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terça-feira, 11 de março de 2008
Levantar Abril

Amigos quem quer ajudar a reerguer Abril?
A dar-lhe toda a sua dimensão fraterna de novo, voltar a criar a crença a Esperança num Amanhã justo e fraterno, onde o Povo de Portugal saiba outra vez acreditar em si nas suas capacidades criadoras
venham com vossas generosas ideias para Levantar Abril!
O QUE FALTA a ABRIL HOJE?
VAMOS?
TÊM A PALAVRA ....
Marilia Gonçalves
Menino da beira-mar
Menino da beira-mar
de búzio na mão estendida
que mundos no teu olhar
Que luz, que sombra, que vida...
Chegas o búzio ao ouvido
atento escutas o mar
menino de olhar perdido
estàs vivo, sabes sonhar.
Caminhando pela praia
Ágil, em total nudez,
levas a cabeça cheia
De contos, era uma vez...
Menino da beira-mar
partilha o búzio comigo
vamos lutar contra a mágoa
meu menino, meu amigo.
segunda-feira, 3 de março de 2008
AO FUTURO

AQUI
Obrigada Capitães
ESPECTÁCULO NO COLISEU
(4 de Abril de 2008)
HOMENAGEM
ÀS
VOZES DE ABRIL
A Associação 25 de Abril continua a evocar os seus 25 anos, estando a fazer esforços para a realização de um espectáculo de homenagem às Vozes de Abril.
Os esforços da Direcção, a que se associaram vários associados e amigos, bem como a RTP, foram bem sucedidos. Vamos mesmo homenagear as Vozes de Abril! e Vozes de Abril são cantores, músicos, poetas, escritores, actores, artistas plásticos, cujas obras expressaram os valores da liberdade e da Democracia.
Assim, no próximo dia 4 Abril (6ª. feira) às 21H30, no Coliseu dos Recreios, realizaremos uma Gala que será gravada para posterior transmissão pela RTP1 na noite de 25 Abril.
Contamos já com a adesão, de um leque bem representativo da(o)s que continuam a cantar Abril (Brigada Victor Jara, Carlos Alberto Moniz, Carlos Carranca, Carlos Mendes, Dulce Pontes, Ermelinda Duarte, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Janita, João Afonso, José Barata Moura, José Fanha, José Jorge Letria, José Mário Branco, Luís Cília, Luís Goes, Luísa Basto, Manuel Freire, Maria Barroso, Paulo de Carvalho, Pedro Barroso, Raul Solnado, Tino Flores, Erva de Cheiro, Vitorino, Waldemar Bastos, entre outros)
E contamos também consigo.
Nesta Gala vamos homenagea
r todos os que, ao darem o seu contributo artístico, ajudaram a criar condições para que a liberdade fosse conquistada.
PALMELA
Amanhecer em Palmela
Numa iniciativa promovida
pela
Câmara Municipal de Palmela
os
Cantadores da Rusga
actuam na
Sociedade Recreativa Os Pimpões
no próximo sábado, dia 15 de Março, inserido nas comemorações dos 34 anos do levantamento militar de 16 de Março de 1974.
Apesar deste levantamento ter fracassado e tendo levado à prisão cerca de 200 militares , a verdade é que foi um fortíssimo sinal que se aproximav
a o fim do regime fascista/colonialista e a que a democracia e a liberdade estavam próximas, ou seja, 40 dias depois, com a Revolução do 25 de Abril.

Moinhos de Palmela
Carta Aberta ao Senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares
Exmº Senhor Ministro Augusto Santos Silva
Venho por este meio informá-lo que me sinto insultado pelas suas afirmações proferidas ontem à noite, em Chaves e dadas hoje à estampa na comunicação social escrita.
Foi o comunista do meu pai, Sérgio Vilarigues, que esteve preso 7 anos (dos 19 aos 26) no Aljube, em Peniche, em Angra e no campo de concentração do Tarrafal para onde foi enviado já com a pena terminada. Que foi libertado por «amnistia» em 1940, quatro anos depois de ter terminado a pena. Que passou 32 anos na clandestinidade no interior do país, o que constitui um recorde europeu. Não foi ao seu pai, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a comunista da minha mãe, Maria Alda Nogueira, que, estando literalmente de malas feitas para ir trabalhar em França com a equipa de Irène Joliot-Curie, pegou nas mesmas malas e passou à clandestinidade em 1949. Que presa em 1958 passou 9 anos e 2 meses nos calabouços fascistas. Que durante todo esse período o único contacto físico próximo que teve com o filho (dos 5 aos 15 anos) foi de 3 horas por ano (!!!). Que, sublinhe-se, foi condecorada pelo Presidente da República Mário Soares com a Ordem da Liberdade em 1988. Não foi à sua mãe, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a mãe das minhas filhas, Lígia Calapez Gomes, quem, em 1965, com 18 anos, foi a primeira jovem legal, menor (na altura a maioridade era aos 21 anos), a ser condenada a prisão maior por motivos políticos - 3 anos
Foi a minha filha mais velha, Sofia Gomes Vilarigues, quem até
aos 2 anos e meio não soube nem o nome, nem a profissão dos pais, na clandestinidade de
Fui eu, António Vilarigues, quem aos 17 anos, em Junho de 1971, passou à clandestinidade. Não foi a si, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi o caso do primeiro Comité Central do Partido Comunista Português eleito depois do 25 de Abril de 1974. Dos 36 membros efectivos e suplentes eleitos no VII Congresso (Extraordinário) do PCP em 20 de Outubro de 1974, apenas 4 não tinham estado presos nas masmorras fascistas. Dois tinham mais de 21 anos de prisão. Com mais de 10 anos de prisão eram 15, entre eles Álvaro Cunhal (13 anos).
São casos entre milhares de outros (Haja Memória) presos, torturados e até assassinados pelo fascismo. Para que houvesse paz, democracia e liberdade no nosso país.
Para que o senhor ministro pudesse insultar
António Nogueira de Matos Vilarigues IN O Castendo, Penalva do Castelo, Sábado, 8 de Março de 2008




8 de Março
Sou negra hindu pele vermelha
árabe, persa asiática
morena, branca, amarela,
sou incolor, aquática...
Sou rude como montanha
sou macia como arminho
tomo qualquer forma estranha
de cada irmão que adivinho
Sou feita de ar e de sol
de luz, de sangue de vento,
tenho a voz dum rouxinol
a soltar-me o pensamento.
Sou mistura conseguida
do humano universal
fecundo fruto da vida


O Haver
Vinicius de Moraes
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
15/04/1962
A poesia acima foi extraída do livro "Jardim Noturno - Poemas Inéditos", Companhia das Letras - São Paulo, 1993, pág. 17.
Que o medo não te tolha a tua mão
Nenhuma ocasião vale o temor
Ergue a cabeça dignamente irmão
falo-te em nome seja de quem for
No princípio de tudo o coração
como o fogo alastrava em redor
Uma nuvem qualquer toldou então
céus de canção promessa e amor
Mas tudo é apenas o que é
levanta-te do chão põe-te de pé
lembro-te apenas o que te esqueceu
Não temas porque tudo recomeça
Nada se perde por mais que aconteça
uma vez que já tudo se perdeu
Ruy Belo
Naquela tarde quebrada
contra o meu ouvido atento
eu soube que a missão das folhas
é definir o vento
Ruy Belo, Obra Poética
Pretexto
Por que não cai a noite, de uma vez?
— Custa viver assim aos encontrões!
Já sei de cor os passos que me cercam,
o silêncio que pede pelas ruas,
e o desenho de todos os portões.
Por que não cai a noite, de uma vez?
— Irritam-me estas horas penduradas
como frutos maduros que não tombam.
(E dentro em mim, ninguém vem desfazer
o novelo das tardes enroladas.)
Maria Alberta Menéres
Pablo Neruda
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo: «La noche esta estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos».
El viento de la noche gira en el cielo y canta.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.
En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.
Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.
Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.
Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.
Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.
La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.
Ya no la quiero, es cierto, pero quánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.
Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.
Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.
Serge Reggiani
Les loups sont entrés dans Paris
Paroles : Albert Vidalie
Musique : Louis Bessières
Les hommes avaient perdu le goût
De vivre et se foutaient de tout.
Leurs mèr's, leurs frangins, leurs nanas,
Pour eux c'était qu' du cinéma.
Le ciel redevenait sauvage,
Le béton bouffait l' paysage
D'alors...
Les loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Les loups étaient loin de Paris,
En Croatie,
En Germanie.
Les loups étaient loin de Paris,
- J'aimais ton rire,
Charmante Elvire,
Les loups étaient loin de Paris.
Mais ça fait cinquante lieues,
Dans une nuit à queue-leu-leu,
Dès que ça flaire une ripaille
De morts sur un champ de bataille,
Dès que la peur hante les rues,
Les loups s'en viennent la nuit venue :
Alors...
Les loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Les loups ont r'gardé vers Paris,
De Croatie,
De Germanie,
Les loups ont r'gardé vers Paris,
- Cessez le rire,
Charmante Elvire,
Les loups regardent vers Paris.
Et v'là qu'il fit un rude hiver,
Cent congestions en faits-divers,
Volets clos, on claquait des dents,
Mêm' dans les beaux arrondiss'ments
Et personn' n'osait plus, le soir,
Affronter la neig' des boul'vards !
Alors...
Deux loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Deux loups sont entrés dans Paris,
L'un par Issy,
L'aut' par Ivry,
Deux loups sont entrés dans Paris.
- Cessez de rire,
Charmante Elvire,
Deux loups sont entrés dans Paris.
Le premier n'avait plus qu'un oeil.
C'était un vieux mâle de Krivoï.
Il installa ses dix femelles
Dans le maigre squar' de Grenelle
Et nourrit ses deux cents petits
Avec les enfants de Passy.
Alors...
Cent loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Cent loups sont entrés dans Paris,
Soit par Issy,
Soit par Ivry,
Cent loups sont entrés dans Paris.
- Cessez de rire,
Charmante Elvire,
Cent loups sont entrés dans Paris.
Le deuxième n'avait que trois pattes.
C'était un loup gris des Carpathes
Qu'on appelait Carêm'-Prenant.
Il fit fair' gras à ses enfants
Et leur offrit six ministères
Et tous les gardiens des fourrières.
Alors...
Les loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Les loups ont envahi Paris,
Soit par Issy,
Soit par Ivry,
Les loups ont envahi Paris.
- Cessez de rire,
Charmante Elvire,
Les loups ont envahi Paris.
Attirés par l'odeur du sang,
Il en vint des milles et des cents
Faire carouss', liesse et bombance
Dans ce foutu pays de France,
Jusqu'à c' que les homm's aient retrouvé
L'amour et la fraternité.
Alors...
Les loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Les loups sont sortis de Paris,
Soit par Issy,Soit par Ivry,
Les loups sont sortis de Paris.
- J'aime ton rire,
Charmante Elvire,
Les loups sont sortis de Paris
Les loups sont entrés dans Paris
sábado, 1 de março de 2008



Rede de Escritoras BrasileirasPELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
por Joyce Cavalccante
O Prêmio Nobel de Literatura foi instituído em 1901. De lá para cá, foram 106 distribuições dessa alta recompensa para escritores que, com sua arte, estimularam as asas da humanidade. Em 1914, devido ao início da primeira guerra, o prêmio não foi concedido. Fora isso, o evento não teve outra interrupção. Dessas 106 premiações, apenas 11 foram parar em mãos femininas, contra 95 em mãos masculinas. Isso quer dizer que há uma clara desigualdade entre a maneira como a sociedade global tem tratado o talento feminino e o talento masculino, sonegando recompensas às excelentes escritoras e premiando os excelentes escritores generosamente, embora, teoricamente, elas sejam metade do contingente populacional desse mundo, e, embora, teoricamente, elas sejam tão capazes quanto eles. Aqui, a desigualdade numérica é tão discrepante, que sequer é permitido achar que se trata de mera coincidência. Não pode ser acaso. É proposital. É preconceitual. As onze escritoras laureadas pelo Nobel são: 2007 Doris Lessin, Inglaterra; 2004 Elfriede Jelinek, Áustria; 1996 Wislawa Szymborska, Polônia; 1993 Toni Morrison, Estados Unidos; 1991 Nadine Gordimer, África Do Sul; 1966 Nelly Sachs, Alemanha (divide com Shmuel Yosef Agnon, Israel); 1945 Gabriela Mistral, Chile; 1938 Pearl S. Buck, Estados Unidos; 1928 Sigrid Undset, Noruega; 1926 Grazia Deledda, Itália; 1909 Selma Lagerlöf, Suécia. 95 x 11. É urgente aproximar esses números. E porque precisamos melhorar esse escore, foi fundada, em 8 de março de 1999, a REBRA-Rede de Escritoras Brasileiras que, nesse ano de 2008, fecha um ciclo mágico de nove anos. Nossa missão já está consolidada. Nosso objetivo é claro. Nossa missão como está registrado nos nossos estatutos é, especificamente, alargar as oportunidades oferecidas às escritoras brasileiras, e, assim, trazer para a sociedade em que vivemos uma digna moldura de igualdade, permitindo, desse modo, o florescimento e o usufruto dos melhores talentos literários, sejam vindos de cérebros masculinos ou femininos. Tanto faz. Consideramos que, nesse período de existência, a REBRA tem conseguido, palmo a palmo, cumprir seus propósitos. Com pequenas atitudes, partimos de 10 associadas, em março de 1999, para 2900, em março de 2008. Isso nos referenda. Nosso objetivo é deixar de existir. Somos uma ação provisória. Desaparecer da cena presente e passar para a História do Brasil e do mundo é o que visamos. Queremos ficar apenas como uma valente organização que existiu no passado, cuja missão foi equiparar as oportunidades das escritoras às oportunidades dos escritores, porque, nesse tempo, havia uma injusta distribuição de respeito. Em outras palavras: no dia em que as atividades da REBRA não forem mais necessárias, nossa existência não terá mais sentido. Nossa atuação dará, então, lugar à nossa memória. Restando-nos sentirmos vitoriosas, com a certeza da tarefa bem desempenhada. E nunca mais poderemos afirmar que mulher quando ganha, empata. Talvez tenhamos outros problemas gerados pelo andar do tempo. Não mais esse. No exercício de sua missão, pela sexta vez, a REBRA está chancelando uma antologia. Com essas palavras, aqui apresentamos O Talento Brasileiro em Prosa e Verso, obra que vem com a função de oferecer a excelência do fazer literário das 71 escritoras que colaboram com essa obra. São nomes que cobrem todo o território nacional, em raízes e representatividade. Trata-se de um trabalho intencionalmente preparado, a partir do título, para ser mostrado dentro e pela primeira vez fora do país, iniciando, assim, uma época de maiores conquistas, sonhos e pretensões de extrapolar as fronteiras nacionais, coisas da globalização tão necessárias às mentes e aos corações inquietos dessas artistas. E, principalmente, extrapolar a barreira de gênero. OBRIGADA POR ESTAR POR PERTO JOYCE CAVALCCANTE www.joycecavalccante.com www.rebra.org
UNIDADE
Resistir Libertar
Musique d'Anna Marly)
Ami, entends-tu
Le vol noir des corbeaux
Sur nos plaines?
Ami, entends-tu
Les cris sourds du pays
Qu'on enchaîne?
Ohé! partisans,
Ouvriers et paysans,
C'est l'alarme!
Ce soir l'ennemi
Connaîtra le prix du sang
Et des larmes!
Montez de la mine,
Descendez des collines,
Camarades!
Sortez de la paille
Les fusils, la mitraille,
Les grenades...
Ohé! les tueurs,
A la balle et au couteau,
Tuez vite!
Ohé! saboteur,
Attention à ton fardeau:
Dynamite!
C'est nous qui brisons
Les barreaux des prisons
Pour nos frères,
La haine à nos trousses
Et la faim qui nous pousse,
La misère...
Il y a des pays
Ou les gens au creux de lits


"Le Printemps des Poètes"

Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei “Sete Sapatos Sujos” que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos.
Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:
Primeiro Sapato: A idéia de que os culpados são sempre os outros.
Segundo Sapato: A idéia de que o sucesso não nasce do trabalho.
Terceiro Sapato: O preconceito de que quem critica é um inimigo.
Quarto Sapato: A idéia de que mudar as palavras muda a realidade.
Quinto Sapato: A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
Sexto Sapato: A passividade perante a injustiça.
Sétimo Sapato: A idéia de que, para sermos modernos, temos que imitar os outros.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
TEATRO EM PALMELA









A sua mais recente criação “O que aconteceu a Betty Lemon?”, que estreou no âmbito da IX Festa do Teatro de Setúbal, com lotações esgotadas, vai estar na cidade do Montijo.
7 De Março (sexta - feira) 21h30/ Cinema Teatro Joaquim de Almeida /Rua Joaquim de Almeida – Montijo
Texto | Arnold Wesker *Encenação |José Maria Dias *Interpretação |Graziela Dias
M/16
“Eu escrevo porque quero afectar as pessoas da mesma forma que outros escritores me afectam.”
“A língua... é uma ponte que te permite atravessar com segurança de um lugar para outro.”
“A necessidade de fazer tomar consciência às pessoas de que podem mudar a sociedade não é incompatível com a necessidade de as tornar tolerantes para com as fraquezas humanas.”
Arnold Wesker
Sinópse
Lady Betty Lemon, viúva de um deputado, estropiada por tudo o que a idade acarreta, recebe uma carta a informá-la que ela foi eleita Mulher deficiente do ano. Isto horrorizou-a. Ela passa os 45 minutos seguintes ensaiando um discurso que nunca fará e protestando a favor de todos os ficaram deficientes por medo aos seus padres, charlatães, políticos carismáticos, casamentos, professores ignorantes e pais fanáticos. A certa altura a sua cadeira de rodas motorizada ganha vida própria – mais uma das vicissitudes da sua vida. A única peça surrealista dentro do cânon e aquela que o autor descreve como ‘um auto-retrato de desafio e desespero’.
A Encenação
A forma como a degradação da idade influência a qualidade de vida das pessoas idosas que, muitas das vezes, ainda muito lúcidas mas com grandes dificuldades físicas que a idade impõe cruelmente – as dores das artroses são impeditivas de uma movimentação que acompanhe a velocidade de discernimento mental – a fala que não consegue acompanhar a ligeireza do pensamento - são complementos que ajudam a criar um mundo, um círculo onde vivem com a sua solidão.
A solidão, o passar do tempo, as recordações o diálogo com os objectos que ganham vida própria e a esperança vã de falar com a filha, constituem o universo, o mundo de Betty Lemon.
A única ligação com o exterior é muito impessoal e distante e, por vezes, tão movimentada e frenética que é impossível de acompanhar, como no caso da TV e do telefone que é atendido por uma máquina.
Quando tudo já é suficientemente difícil e penoso eis que surge mais uma dificuldade a cadeira de rodas motorizada, que está para a servir, desobedece e revolta-se na sua condição e quer ocupar o lugar do laço que é o único que tem direito a ter as atenções da velha senhora e que nada faz por ela.
A indignação de Betty Lemon, à sua nomeação, como mulher deficiente do ano, motiva um retrato da sociedade que tem muitos deficientes, que mereciam ser condecorados e que não são reconhecidos como tal.
José Maria Dias
Crítica
[...] “O que aconteceu a Betty Lemon”, um texto de Arnold Wesker, monólogo interpretado por Graziela Dais, encantou quem foi à sala do Inatel. [...] José Maria Dias “agarrou” no difícil texto com mestria. [...] Mas manter vivo, um monólogo não é fácil. É evidente que a capacidade de interpretação de Graziela Dias facilita qualquer encenador, mas outros factores são cruciais também. Para além da dinâmica própria que a motorizada cadeira assume, mais dois elementos são fundamentais para que espectador “esteja” sempre com a peça em cena: o relógio de parede que pendularmente está sempre presente, ora no seu ritmo normal, ora num bater de horas, espaçadamente, como que a marcar o ritmo da cena. [...] O desenho de luzes que se vai desenrolando ao sabor das cenas é um perfeito entrosamento com as mesmas.
Américo Brito “O Setubalense”
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Texto: Arnold Wesker; Tradução: Eduardo Dias e Rafaela Bidarra; Encenação, Espaço cénico, Desenho de Luz e Caracterização: José Maria Dias; Banda sonora e Adereços: Eduardo Dias; Interpretação: Graziela Dias; Figurino: Graziela Dias; Fotografia: Clube de Fotografia de Setúbal; Operação luz e Som: José Maria Dias; Rádio controle: Hobbyset – Nuno Jesus e Ricardo Marques; Montagem: António Machado, Júlio Mendão e Mário Pereira; Frente Casa: Manuel Ernesto e Bruno Moreira.
Apoios: Câmara Municipal de Setúbal, Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal, INATEL, Hobbyset,
Apoios à Divulgação: O Setubalense, Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal, Jornal de Setúbal, Setúbal na Rede e Rádio Jornal de Setúbal.
Agradecimentos: Teatro Municipal Maria Matos, Teatro Municipal S. Luís, Clube de Fotografia de Setúbal, Outubrus Bar, La Bohéme, Elevens coffe Bar, Manuel Ernesto e Anita Vilar.
Teatro Estúdio Fontenova
Rua Doutor Sousa Gomes, 11 2900-188 SETÚBAL
tel/fax 265 233 299
tlm 96 733 01 88 / 96 686 14 76
mail tef@sapo.pt
http://teatroesfontenova.no.sapo.pt
http://festadoteatro.blogspot.com


DEUXIEME PERIPLE POETIQUE FRANCE 2008
du jeudi 05 au dimanche 22 juin
CONTACTOS:
hastahora@hotmail.com
Patrick DUQUE-ESTRADA
[Sub-secretario General]
info@poetasdelmundo.com
Ariasmanzo
[Luis Arias Manzo - Secretario General de Poetas del Mundo]











