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O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA


A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...

A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.

Castro Alves
Jornal de Poesia

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?

Castro Alves


MINHA LEI E MINHA REGRA HUMANA: AS PRIORIDADES.

Marília Gonçalves

Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres.
Albert Einstein

Perguntas Com Resposta à Espera

Portugal ChamaS e Não Ouvem a Urgência de Teu Grito? Portugal em que http://www.blogger.com/img/gl.bold.gifinevitavelmente se incluem os que votando certo, viram resvalar de suas mãos a luz em que acreditavam; A LUTA CONTINUA )
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)

domingo, 17 de abril de 2011

Carta aberta ao FMI CRISE EM PORTUGAL!.... (acabou o recreio!!!!)

Nós já sabemos, mas o FMI talvez não.

Carta aberta ao FMI

 CRISE EM PORTUGAL!.... (acabou o recreio!!!!)

"Ora aqui vai outro importante contributo, para que o Primeiro-Ministro e todos os outros Ministros não continuem a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabem em que mais cortar.
 Acabou o recreio!
 Se todos vocês reencaminharem como eu faço, ao fim do dia seremos centenas de milhar de "olhos mais bem abertos".Orçamento do Estado
 Todos os ''governantes'' [a saber: os que se governam...]  de Portugal falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta
 Não ouvi foi nenhum politico falar em:

. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados.
. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode
. Acabar com os milhares de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego.
. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euros mês e que não servem para nada, antes acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma  do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc
. Redução drástica das Juntas de Freguesia.
. Acabar com o pagamento de 200, 00 € por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, 00 € nas Juntas de Freguesia
.  Acabar com o Financiamento aos Partidos. Que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem para conseguirem verbas para as suas actividades
. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.
. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e família. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.
. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos às escolas, ir ao mercado a compras, etc. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis...
. Acabar com os "subsídios" de habitação e deslocação a deputados eleitos por circulos fora de Lisboa... que sempre residiram na Capital e nunca tiveram qualquer habitação nos circulos eleitorais a que concorreram!
. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo.
. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos e outros, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, julgar e condenar.
. Acabar com as várias reformas, acumuladas,  por pessoa, de entre o pessoal do Estado e de entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.  
. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP, com os juros devidos!
. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e quejandos, onde quer que estejam e recuperar essas quantias para os cofres do Estado.
: Acabar com as reformas nas forças armadas aos 50 anos e com 30 anos de descontos enquanto o cidadão português desconta durante 40 e mais anos para a Seg. Social;
 . E por aí fora... Recuperaremos depressa a nossa posição, sobretudo a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado .
.  Quem pode explicar porque é que o Presidente da Assembleia da República tem, ao seu dispor, dois automóveis de serviço? Deve ser um para a "pasta" e outro para a "lancheira"!...

Envie-aa todas as pessoas suas conhecidas. Isto não pode parar. Nós contribuintes é que pagamos tudo.

Jornada Nacional da CDU contra a presença do FMI em Portugal


Terça-feira, 19 de Abril de 2011
A CDU realiza terça-feira, dia 19 de Abril, a sua primeira Jornada Nacional de propaganda – no quadro das presentes eleições legislativas – precisamente contra a intenção do Governo PS, com o apoio de PSD, CDS e do Presidente da República, de abrirem caminho a uma intervenção externa no nosso país por parte da União Europeia e do FMI.
Uma jornada que, realizando-se no dia seguinte ao início das negociações entre o FMI/BCE/EU e as instituições portuguesas, contará com dezenas de iniciativas por todo o país, envolvendo centenas de activistas – em particular candidatos da CDU – numa acção de contacto e esclarecimento dos trabalhadores e das populações, apelando à sua indignação e protesto contra os responsáveis pelo rumo de desastre nacional que atinge o país.
Uma iniciativa destinada a denunciar que, no seguimento de mais de 35 anos de política de direita, dos PEC´s e dos Orçamentos de Estado, esta ilegítima intervenção externa visa continuar a apoiar a banca e os grupos económicos – nacionais e estrangeiros – ao mesmo tempo que impõe sacrifícios ao povo português e condiciona o futuro do país. Uma iniciativa onde se reafirmará que, tal como a CDU tem proposto, havia e há alternativa a esta opção, com a renegociação da dívida pública, o apoio à produção nacional, a diversificação das fontes de financiamento. Havia e há alternativa, com uma outra política e um outro governo, patriótico e de esquerda que responda aos reais problemas do país. Havia e há alternativa com a luta e o voto na CDU.
Uma Jornada Nacional de propaganda, inserida na campanha eleitoral da CDU, que privilegiará o contacto directo com as populações, com iniciativas e acções de rua a incidir sobre os reais problemas do país, denunciando as falsas alternativas, combatendo as ditas inevitabilidades e imprimindo confiança para a necessidade de uma ruptura e uma mudança na vida política nacional.

Isla Negra 280


Isla Negra 280
Posted: 15 Apr 2011 04:08 AM PDT

Paz y Poesía!
Aquí la 280 a la mesa!
Agradecido por tantos saludos, buenosvinos, asados con cuero, mates espumosos, ron, tequilas, piscos y cañas (oh bebedores isleros!!) y buenavida en poesía siempre y tantas otros buenos augurios por los 7 años de nuestra Isla Negra.
Para el segundo número de mayo dedicaremos una edición especial a Roque Dalton, están invitados a escribirle a Roque. Esa edición aparecerá adhiriendo al “gesto poético” que en el marco del V Festival Internacional de Poesía Palabra en el mundo, dedicaremos al gran poeta salvadoreño cuyo asesinato continúa impune.
Un abrazo, con la mirada puesta en el Magreb que se mueve, en la Palestina que sigue bajo el tormento invasor, en la Honduras de la resistencia, en nuestra Latinoamérica de lucha refundadora, en el luto de Japón y sobre todos los victimarios (económicos, políticos y belicosos) sobre los que la Memoria y la Poesía (también) harán Justicia.
hasta la próxima
gabriel impaglione
V Festival Internacional de Poesía Palabra en el Mundo,

Vorto en la mondo, Palavra no mundo, Worte in der Welt, Rimayninchi llapan llaqtapi, Paràula in su Mundu, Cuvânt în Lume, Parole dans le Monde, Ordet i verden, Word in the world, Palabra no mundo, Ñe’ê arapýre, Paraula en el Món, Chuyma Aru, Koze nan lemond, Kelma fid-dinja, מילה בעולם (milá baolam), Nagmapu che dungu, Tlajtoli ipan tlaltikpaktli, וורט אין ועלט (Vort in Velt), العالم في كلمة, Dünyada kelime, Palabra en el mundo

19 al 24 de mayo del 2011
Démosle una oportunidad a la paz

sexta-feira, 15 de abril de 2011

a explicação da nossa dependência à escravatura da nossa sociedade

 vão ver aqui a explicação da nossa dependência à escravatura da nossa sociedade
só assim, percebendo a poderemos combater eficazmente

http://www.facebook.com/profile.php?id=100002199978294

CUBA RESISTE!!!!!


La valise diplomatique

Le socialisme cubain,
cinquante ans après

par Renaud Lambert
« Cuba, c'est comme une telenovela de cinquante mille épisodes dont chacun pense que le prochain sera le dernier », résume Fernando Ravsberg, journaliste à la British Broadcasting Corporation (BBC). Avant d'ajouter, dans un sourire : « Mais elle continue toujours. » Cinquante-deux ans après le « triomphe de la révolution », le volet qui s'ouvre en 2011 débute par un événement et un double anniversaire.
L'événement ? La tenue du sixième congrès du Parti communiste cubain (PCC). Non seulement le précédent rassemblement du parti date de 1997, mais le président de l'Assemblée nationale, M. Ricardo Alarcón, estime que l'enjeu des travaux de cette année n'est autre que de « sauver le socialisme cubain ». Ce qui, peut-être, explique le choix des dates : du 16 au 19 avril.
1961 : les tensions avec le voisin du nord sont telles que plus personne, à Cuba, ne doute de l'imminence d'un débarquement piloté par Washington. Le 16 avril, mobilisant ses troupes pour la bataille qui s'annonce, Fidel Castro proclame le caractère socialiste de la révolution : « Voilà ce qu'ils ne peuvent pas pardonner : que nous, ici, sous leur nez, ayons donné naissance à une révolution socialiste. » Le lendemain, des exilés cubains tentent d'envahir l'île, en passant par la baie des Cochons. Après trois jours de combats, leur entreprise échoue.
A priori, le calendrier du congrès ne suggère pas la réforme. Pourtant, le 24 décembre 2010, un éditorial de Granma - l'organe du PCC - proclamait : « Il ne s'agit plus pour nous de réfléchir à "l'année qui vient" mais au "pays qui vient". »
Cuba pourrait donc « vraiment » changer ? Sur le plan économique, tout conduit à penser qu'il le faudra. Les Cubains manquent de tout : le pays importe 80 % de l'alimentation dont il a besoin. Dans ce domaine comme dans bien d'autres, la débrouille et les combines constituent un quotidien dont les discours officiels ont récemment pris acte : une petite révolution (lire notre reportage dans l'édition d'avril du Monde diplomatique, en kiosques.)
Pour une grande part, le document préparatoire du congrès - les lineamientos (« lignes directrices ») - vise ainsi à légaliser des pratiques courantes, mais discrètes : embauches d'autres Cubains, fixation des prix selon une logique de marché, rémunérations en fonction de la productivité, etc. Mais ce n'est pas tout : il faut « ouvrir l'économie », assène l'économiste Omar Everleny Pérez, l'un des directeurs du Centre d'étude de l'économie cubaine (CEEC) - où sont nées une grande partie des réformes en cours. De retour du Vietnam - « un pays qui ressemble beaucoup à Cuba et qui a beaucoup à nous enseigner » -, il martèle les priorités : « changer l'état d'esprit des Cubains et accroître l'autonomie des entreprises. » Avant d'ajouter : « Il faut aller vite : pour mettre en oeuvre un changement aussi brutal, on n'a que deux ou trois ans. » (...)
Lire la suite de cet article inédit de Renaud Lambert :
En kiosques
Sur le site

DIA 23 DE ABRIL É O DIA INTERNACIONAL DO LIVRO

QUERIDAS REBRINHAS,

DIA 23 DE ABRIL É O DIA INTERNACIONAL DO LIVRO, DATA INSTITUIDA PELA UNESCO. E, COMO O LIVRO É O NOSSO PRINCIPAL MOTIVO DE UNIÃO, VENHO AQUI PROPOR UMA AÇÃO INTERESSANTE. UMA INTENSA FORMA DE COMEMORAR O NOSSO ESTANDARTE. MUITO MAIS DO QUE UM OBJETO, O LIVRO É UMA PORTA QUE NOS ABRE UM MUNDO INFINITO E QUE NOS COLOCA COMO SERES PRIVILEGIADOS JÁ QUE SOMOS SUJEITO E PREDICADO DESSA FANTASIA. SOMOS ESCRITORAS E LEITORAS. CRIADORAS E CRIATURA. NESSE DIA, VAMOS ABANDONAR LIVROS PELAS NOSSAS RESPECTIVAS CIDADES. SEJA DO OIAPOQUE AO CHUÍ, SEJA EM STUTTGART OU ONDE A GENTE MORAR. VAMOS FAZER ACONTECER. ASSIM SEJA. PRIMEIRO PASSO: ESCOLHER OS LIVROS QUE NÃO MAIS IREMOS LER, MAS QUE ALEGRARÃO OUTRAS PESSOAS. SEGUNDO PASSO: DEIXAR UM BILHETE DENTRO DELE . EXEMPLO: ESSE LIVRO É SEU. ESPERO QUE GOSTE DO PRESENTE E FAÇA DELE UM BOM USO. (DÊ A SUA PRÓPRIA REDAÇÃO. ASSINAR O BILHETE OU DEIXAR A SUA HOME PAGE É OPCIONAL. EU SEMPRE DEIXO. EM NOME DA PRUDÊNCIA, NÃO ACONSELHO INFORMAR SEU E-MAIL OU TELEFONE MUITO MENOS ENDEREÇO. ISSO PODE TRANSFORMAR A SUA VIDA NUM INFERNO). TERCEIRO PASSO: COLOCÁ-LO DENTRO DE UM SAQUINHO PLÁSTICO, NO CASO DE ABANDONÁ-LO NA RUA OU ONDE POSSA CORRER RISCO DE SE ESTRAGAR. CUIDADO É CARINHO. QUARTO PASSO: NO PRÓXIMO DIA 23 DE ABRIL CARREGÁ-LOS NA SACOLA E DEIXÁ-LOS DISTRAIDAMENTE EM PRAÇAS, RESTAURANTES, TOALETES. METRÔ, TAXI, ELEVADOR, PORTARIA, PRATELEIRAS DE SUPERMERCADOS, BANCOS DE IGREJA, AVIÃO, E MIL OUTROS LUGARES QUE VOCÊS INVENTAREM. EU FAÇO ISSO SEMPRE. JÁ TENHO ATÉ UM CARIMBO PARA MARCAR A DOAÇÃO. COLOCO A MINHA HOME PAGE, NADA MAIS. ME DIVIRTO BASTANTE. MEU CORAÇÃO BATE COMO SE ESTIVESSE FAZENDO UMA COISA ERRADA. É UM BARATO. INVENTEI ISSO EM 2002 NO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO FATÍDICO 11 DE SETEMBRO QUE DERRUBOU AS TORRES GÊMEAS. CHAMEI A INICIATIVA DE "ATENTADO LITERÁRIO". DEU CERTO. MUITA GENTE REPETIU A CAMPANHA O QUE CONSIDERO UMA ATITUDE VITORIOSA. BEIJA DA JOYCE CAVALCCANTE PODEM E DEVEM ESPALHAR A IDÉIA, COM A CHANCELA DA NOSSA REBRA. www.rebra.org

A VER SEM FALTA - por Isaura Moreira

“48”


O documentário “48”, de Susana de Sousa Dias, chega finalmente às salas portuguesas. Depois de ter sido exibido em festivais e mostras em mais de 20 países, e de ter ganho vários prémios.
A estreia é a 21 de Abril em 5 salas de cinema no país. Em Lisboa estará em exibição no cinema Alvalade.

Vasculhando os arquivos da PIDE, a temida polícia secreta da ditadura salazarista, a realizadora recolhe 16 fotos de presos políticos, cuja história tenta decifrar. Correndo contra o relógio para encontrar sobreviventes, ela descobre nos relatos as explicações de parte do mistério que quer decifrar.
Daí emergem as memórias das emoções em conflito que dominavam os prisioneiros no momento da fotografia – não raro, uma ocasião em que alguns procuravam enfrentar, ainda que fosse com um olhar, os seus captores e algozes. Uma mulher recorda a sua reação inexplicável de sorrir diante da câmera – um comportamento que a perseguiu durante o resto da vida. Por este ângulo inusitado, o filme levanta pistas para um retrato dos 48 anos de ditadura fascista em Portugal.


Ousado e com conteúdos históricos fundamentais: «talvez todos os alunos (ensino secundário e superior) devessem ver o filme de Susana de Sousa Dias» (Enric Vives-Rubio)

Público, 29.03.2010 – por Vanessa Rato
«Não foi o filme a vencer cá o Doc Lisboa, o grande evento português para o documentário, mas foi o filme a ir  “lá fora” e a voltar a casa com o Grande Prémio do Festival "Cinéma du Réel " (Paris), um dos mais importantes do mundo.
Estamos a falar de “48″, de Susana de Sousa Dias, uma aproximação de 93 minutos ao que foram os anos da ditadura fascista portuguesa e ao que esta implicou para os que lhe resistiram.
Estamos a falar, também, daquele que foi “provavelmente o mais ousado e vanguardista” objecto cinematográfico a passar pela edição de 2009 do Doc Lisboa (palavras de Sérgio Tréfaut,  director do Doc Lisboa).

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ainda tristemente actual ! ABRIL! ABRIL! ABRIL!




Carta Aberta à Juventude de Portugal
(sois a Promessa do Futuro)
(1°parte)
Quando se é muito jovem, pensa-se quase sempre deter a verdade absoluta! o que é de todo impossível, e nós os mais velhos sabêmo-lo tanto melhor, porque fomos em tempo jovens também, e que sabemos que a vida é uma interminável aprendizagem! Conhecemos bem realidade da nossa Juventude e conhecemos bem a vossa, porque vos amamos, a vossa geração é nossa filha! E quem pode conhecer-vos melhor que quem vos vê os passos desde meninos, desde que cambaleantes e corajosos desafiando a gravidade vos haveis posto de pé? Pois vida fora todos temos sempre que enfrentar esse mesmo desafio, erguermo-nos dos nossos medos, das nossas decepções, porque somos Seres Humanos e acima de todas as considerações, manda a nossa Dignidade e o respeito que devemos merecer-nos. A auto-estima, o auto-respeito conquistam-se no dia a dia, porque a nossa verticalidade, esta postura que só o ser humano tem, obriga-nos a comportamentos que nos não desqualifiquem aos nossos olhos e aos da sociedade na qual estamos integrados, num interminável questionamento da consciência, em escolhas constantes, que nos parecem ou podem parecer as mais adequadas e as mais justas. Mas para que tal seja, para que possamos ter a certeza de não nos enganarmos é necessário ter referências sólidas e poder estabelecer comparações entre os vários casos de figuras que se nos deparam. E essa possibilidade de optar quando chegamos à uma conclusão que nos convém, é a Democracia. Democracia é a possibilidade que cada um tem de escolher segundo a sua consciência, para poder fazer valer as suas convicções dentro da sociedade a que se pertence. Ora para saber escolher é preciso ter modelos para comparar. Modelos para os quais nos documentamos aprofundadamente! Dá trabalho? pois dará algum, mas que magnífica recompensa, sermos nós a comandar os caminhos de nossas vidas, os passos do nosso Futuro , para que ninguém possa escolher por nós! Mas ainda assim é absolutamente necessário saber o que se quer da vida, o que desejamos que seja o Futuro que nos espera, de modo a não atraiçoar-nos a nós próprios, por um simples engano, ou por um instante de preguiça cerebral que nos impediu de reflectir! Assim pude ver entrevistas a Jovens de Hoje que pouco ou nada sabem do que foi o Salazarismo/Caetanismo:FASCISMO Pois vou dizer-lhes o que me toca ainda hoje trinta e cinco anos depois do 25 de Abril de 1974 lhe ter posto cobro: passados tantos anos continuo em França, mau grado meu, que o meu maior amor é PORTUGAL, os seus caminhos, suas gentes as suas cores, o cheiro que corre as ruas, a pó torrado do sol, o cheiro do café quando passamos à porta duma pastelaria ou dum Café, o cheiro a morangos nas ruas e os sons que só existem em Portugal, desde a Língua à música, às canções que correm de boca em boca, aos poetas populares que com suas quadras fazem o retrato de suas e nossas vidas. Porque para aqui vim menina (com um interrengno ligado a meu casamento) como tantos outros, uns por umas razões outros por outras, por cá fico e provavelmente aqui morrerei longe da Luz em que nasci e que nunca me larga os olhos e o coração. Outros tiveram mais trágica história,mas enfim o que posso contar melhor e que nada pode desmentir é a minha vida e a de todos os que me estavam mais próximo e que por bons tanto vi sofrer. Mas se estou longe fisicamente, o meu pensamento e o meu sentir estão permanentemente empenhados em tudo o que toca Portugal. Por isso em minha casa sempre se falou português, por isso escrevo em português, contra o que a distância nada pôde. Mas porque partiu tanta gente de Portugal? Porque se esvaziaram as aldeias?







 













Carta Aberta à Juventude de Portugal
(sois a Promessa do Futuro)
(2° parte e fim)

Seria que os portugueses deixavam sua terra, suas casas, , suas famílias, para ir para países desconhecidos, outra maneira de viver, trabalhar tantas vezes recebendo ofensas, trabalhadores clandestinos, sujeitando-se a humilhações nos países a que chegavam, escondidos em bairros de lata, sem papéis que lhes permitissem habitar e menos ainda trabalhar nas terras a que haviam chegado, faziam-no por e para fugirem à boa-vida? ou por tentarem acabar com um estado de sofrimento permanente, sem esperanças, e onde na última década anterior ao 25 DE Abril a única certeza que se tinha era que se uma família tinha um filho rapaz, iria um dia, vê-lo tão jovem ser levado para a guerra colonial em África para defender os interesses de uns quantos, enquanto eram os filhos do povo que pagavam com suas vidas, com sua saúde, o preço dos interesses malévolos de meia dúzia. E os que não morriam, quantos voltaram deficientes? outros muitos outros traumatizados, marcados para sempre, por matar ou ver matar os colegas e amigos diante de seus olhos. Matar e ver morrer não pode deixar incólume um ser humano que realmente o seja! Uma dor infinita o habita para sempre. E essa guerra injusta era o que vos esperava Jovens, se o 25 DE Abril não tivesse tido lugar e se a política iniciada com Salazar e continuada com Caetano tivesse prosseguido.
Ah dizem ou pensam alguns de vocês: a gente não ia! mas isso Juventude é esquecer a PIDE e o sistema opressivo e repressivo que então existia. Quem se opusesse às ordens fascistas era preso, preso e torturado, das formas mais terríveis e desumanas que se possam imaginar.
Porque as prisões estavam cheias não apenas com os Resistentes adultos, estavam também cheias de JOVENS ESTUDANTES BARBARAMENTE TORTURADOS, porque não aceitavam a imposição do silêncio, que impedia a mais leve forma de protesto. Porque esse direito que vocês hoje têm de dizer o que pensam, dantes era punido com a prisão e a tortura. E no entanto hoje vocês quando falam, esquecem que isso foi uma das grandes Conquistas de Abril: O Direito à Palavra!
Terrível não acham a gente saber que nos dói e não o poder dizer por ser considerado um crime?! Pois isso era o que se vivia em Portugal até essa Manhã de Abril!
E nessa manhã única na História do Mundo começava a mais Bela Revolução. Onde se viu fazer cair um regime de tal poder de controlo sobre a população, sem fazer um morto?
Porque as mortes que houve num derradeiro sobressalto da maldade fascista, vieram dos Pides que das janelas dispararam sobre o povo desarmado. O seu ódio ao Povo de Portugal manteve-se inalterável até ao fim.
E há quem pretenda que tal horror, responsável de tanto crime, é que era o bom tempo? que maldade, que ignorância, que atraso, que falta de memória ou que capacidade de deturpar os factos os anima?
Jovens e vocês escutam tais parvoíces? quando o seu maior ódio era contra vocês, a vossa incauta juventude que se voltava! quando os vossos gestos mais inocentes eram tidos e olhados como desaforo moral, como o de dois enamorados andarem de mão na mão ou se num banco de jardim a rapariga encostava a cabeça ao ombro do namorado!
Jovens documentem-se! procurem antigos jornais anteriores ao 25 de Abril, se os souberem ler e analisar mesmo um jornal fascista para o caso serve, porque vos permitirá ver o que proclamavam como valor a seguir E leiam entre outros bons Jornais o “NOTICIAS DA AMADORA” por exemplo, cujo Director pagou o preço da sua integridade com o ser privado de Liberdade! Quando ele apenas informava os portugueses!
E por favor Jovens aprendam a estabelecer comparações, vejam o que era a vida em PORTUGAL antes do 25 de Abril, procurem informações sobre os DIREITOS abertos a todo o povo português após o 25 de Abril e vejam a diferença! Não vão na conversa de saudosistas! vocês têm à vossa frente as portas do Futuro.
Desenham com a luz de vossos cérebros no vosso coração o Portugal, o Mundo em que gostariam de viver, onde mais tarde gostariam de ver crescer vossos filhos. E quando tiverem a certeza do que querem, batam-se para que o vosso sonho seja realidade! Em que Mundo querem viver? No Mundo em PAZ e Fraterno ou num mundo individualista e indiferente?
O coração Jovem foi sempre berço da Generosidade e de sonhos de progresso, por isso Juventude o caminho para chegar até lá, está nas vossas mãos, na vossa inteligência! naquilo que nos distingue dos animais ditos irracionais: é que nós sabemos pensar! e neste caso, pensar, reflectir é saber analisar em posse de dados concretos e não seguir caminho à voz de gente que caduca não quer deixar a Juventude seguir o caminho de Luz que é o seu, rumo a um Futuro ridente e de PAZ.
E acima de tudo aprendam a reconhecer as falsas maneiras dos que vos querem vendar gato por lebre, para depois de se encontrarem no Poder, serem os inimigos temíveis, idênticos aos do período que antecedeu o 25 DE Abril de 1974
Até sempre
Marília Gonçalves


se a primeira falhou: RECOMECEM

CRAVO PERDIDO


Otelo Saraiva Carvalho por Eduardo Caetano, RTP actualizado às 17:54 - 13 abril '11 "Se soubesse como o país ficava não tinha feito a revolução"

REVOLUÇÃO!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Doutrina do Choque

 vejam sem falta


http://vimeo.com/21049802


25 de ABRIL 74: ROUBO DA AUTORIA DE ACTOS HERÓICOS

25 de ABRIL 74: ROUBO DA AUTORIA DE ACTOS HERÓICOS


No dia 24 de Abril 1974, a Escola Prática de Artilharia foi tomada, revolucionariamente, só assim se pode classificar o que aconteceu, às 22 e 55, logo após a 1ª senha : Depois do Adeus, canta Paulo de Carvalho. Mal tinham soado os primeiros acordes uma equipa por mim chefiada assaltou de arma (G3) em riste o gabinete do comandante, reunido com os oficiais da unidade com o pretexto de preparar a visita do ministro do Exército para o dia seguinte, mas que se destinava sim, a facilitar a tomada da unidade.


Fizeram parte desta equipa de assalto, os tenentes Henrique Pedro e tenente Sales Grade, este, em substituição, em cima da hora, por minha decisão, decisão crucial, do tenente Amílcar Rodrigues que à hora aprazada não estava onde devia estar, ou seja, no quarto do tenente Sales Grade que fazia, desde sempre, a escuta rádio da BBC e naquela noite dos emissores que iam difundir a 1ª senha.


Depois de tomado o gabinete do comandante quem lhe disse o que se passava e as condições que ele comandante e o 2º comandante ficariam se não aderissem foi ,o então, capitão Patrício. Passadas décadas, apesar dos relatórios oficiais, tudo isto passa a ser narrado, de um modo delirante, por Artur Aleixo Pais, director da Gazeta de Vendas Novas, em a EPA: das origens ao alvorecer do III MILÉNIO, como se o acto fosse uma conversa de cavalheiros entre o, então, capitão Santos Silva que nem sequer àquela hora estava presente na unidade e o Comandante que não tendo querido aderir, terá sido convidado por aquele capitão a recolher ao seu quarto.


Tudo isto é puro delírio, porque de facto o comandante e o 2ºcomandante foram, sim, detidos, não por aquele capitão, mas pelos oficias que tomaram a unidade e conduzidos aos quartos previstos no plano de acção, que não foram, obviamente, os aposentos do comandante por razões de segurança.


Deste roubo histórico dou conhecimento na carta que coloco, por razões técnicas, nos comentários. Dirigi-a ao autor, ao Sr, General CEME, ao Presidente da Câmara de Vendas Novas, ao comandante da EPA, à associação 25 de Abril, entre outras entidades.


andrade a silva
 
Senhor Artur Aleixo Pais, Director da Gazeta de Vendas Novas e autor da Obra: EPA: das origens ao alvorecer do III Milénio.


A VERDADE SOBRE OS ACONTECIMENTOS DO DIAS 24 e 25 DE ABRIL 74 NA ESCOLA PRÁTICA DE ARTILHARIA, Vendas Novas.

Quando li, há alguns dias, a sua narração, no livro: “EPA: das origens ao alvorecer do III Milénio, sobre os acontecimentos nos dias 24/25 de Abril 74, a páginas 185 a 189, nem queria acreditar, no que lia, por ter um carácter completamente delirante, e contrariar em absoluto a narração seca, mas verdadeira, do relatório de operações também publicado a páginas 193 e 194 do mesmo livro, o que, devia ter merecido da sua parte, se não houve dolo, mais cuidada atenção.
Assim, toda a narrativa de ter sido o meu camarada, o então, Capitão Santos Silva, às 23 horas do dia 24 de Abril de 1974, quem deteve o comandante e tomou a unidade é completamente falsa.
O Sr. Capitão Santos Silva estava na altura em diligência em Tancos e só depois do toque de ordem, lá pelas 17h, e não sei bem quando, para não lançar suspeitas é que ele e o tenente Ribeiro Baptista se dirigiram para Vendas Novas.
Todavia os preparativos para a tomada da unidade iniciaram-se bem cedo no dia 24, porque já conhecíamos a ordem de operações, dia D e hora H e as acções a desenvolver. Neste contexto tudo se iniciou com a preparação da EPA para recepção ao Ministro o Exército em 25 de Abril 74, assim, para se demonstrar um maior grau de prontidão da bateria de ordem pública, a que viria para Lisboa, ficou 50% municiada, isto é, com 50% do seu material de fogo devidamente acomodado nos tractores do obus 8.8.
Contrariamente à sua narrativa não foi o Sr. capitão Santos Silva que ficou com os oficiais que iam tomar a unidade, na sua casa, a ouvir a rádio à espera da senha – “E Depois do Adeus”, mas sim, a equipa por mim chefiada, então tenente, e de que faziam parte os tenentes Henrique Pedro e o tenente Amílcar Rodrigues. Estávamos à escuta da senha no quarto do tenente Sales Grade, que veio por decisão crucial, por mim tomada, em cima da hora, a substituir o tenente Amílcar, por este não estar presente à hora 22 e 55’, no local aprazado, ou seja, no quarto do tenente Sales Grade que foi sempre o nosso posto de escuta rádio da BBC. Aquela DECISÃO, POR MIM TOMADA, FOI CRUCIAL, porque podia ter abortado a tomada da unidade, ou esperado pelo tenente Amílcar, factos que poderiam ter tido consequências imprevisíveis para a consumação da tomada da unidade e para o próprio movimento do 25 de Abril 74, como é por demais evidente.

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12 de Abril de 2011 02:43
Blogger andrade da silva disse...
Continuação II

A acção do assalto armado ao gabinete do comandante foi de uma transcendência absoluta, da maior dificuldade e patriotismo, só por uma causa superior, tenentes com 25 anos de idade pegam em armas municiadas, para prenderem o seu comandante, e, nomeadamente, no caso da EPA, o 2º comandante, o tenente coronel Nascimento, militar de grande prestígio, que pessoalmente muito admirava. Por tudo isto, este grande feito não pode, nem deve ser vilipendiado por tão grosseira narrativa.
O gabinete do Comandante foi de facto assaltado, sem qualquer perda de tempo, imediatamente a seguir aos primeiros acordes da 1ª senha, tendo a EPA estado sozinha na Revolução até à 2ª senha - a Grândola vila Morena – às 0h do dia 25 de Abril.
O assalto foi feito de G3 carregadas e em riste, às 22 e 55 , porque se julgava que comandante estava armado. No momento do assalto estava, no seu gabinete, numa reunião com os comandantes de bateria a prepararem a visita do Ministro do Exército general Andrade e Silva. Esta reunião foi marcada, previamente, para depois do jantar, para facilitar a detenção às 23h. Assim, não é verdade que o comandante já estivesse no seu quarto e tivesse sido chamado pelo Sr. Capitão Santos Silva para uma reunião de urgência no seu gabinete, o que, ele nem sequer compreenderia e seria completamente suspeito, e, mesmo um despropósito, uma tonteira, que nunca esteve prevista, nem se realizou.
O Sr. comandante estava, sim, reunido com os comandantes de Bateria e o 2º Comandante, de acordo com um plano anteriormente decidido, na ausência do Sr. Capitão Santos Silva que como já referi estava em Tancos, numa missão da sua especialidade de observador aéreo de artilharia.
Nesta reunião, como já se disse, o então, meu camarada capitão Santos Silva não estava presente, e creio mesmo que a esta hora não estaria na unidade, mas se estava contrariamente à narrativa apresentada, neste episódio não teve qualquer interferência, nem poderia ser visto, tornava-se suspeito, consequentemente, quem explicou a situação ao Sr. Comandante foi o, então Sr. Capitão Patrício, que o deteve, depois da hesitação inicial, face ao modo de rompante, como a equipa, por mim chefiada, entrou no gabinete do comandante, como consta do relatório de operações, tendo sido eu o primeiro elemento a entrar, e a ter impedido que o comandante se deslocasse para a secretária, onde, se suspeitava que tivesse uma pistola. Também aqui e, como é óbvio, na hora da tomada da unidade não existiu qualquer diálogo entre o Sr. Comandante e o Sr. Capitão Santos Silva, o diálogo referido entre ambos, garantindo aquele capitão todas as condições de conforto e apoio logístico ao comandante, neste momento, é uma inaceitável ficção
12 de Abril de 2011 02:44
Blogger andrade da silva disse...
continuação III

O comandante foi detido e conduzido sob escolta armada por mim chefiada, para uns quartos de oficias números 21 ou 22, ficando guardado pelo alferes Correia, por sinal, meu vizinho que ficou tão admirado e estupefacto quanto eu, com tão estapafúrdia narrativa dos factos.
Também é totalmente falso que tenha sido, o então, Sr. capitão Santos Silva a deter o 2º comandante, ou que este tivesse sido esquecido, ou estivesse em sua casa, como consta da sua narrativa, ou que nesta hora e dia tivesse entregue qualquer arma a Sr. Capitão Santos Silva, ou que estando à civil em sua casa, como se diz na sua narrativa, o Sr. capitão Santos Silva lhe tenha dado qualquer tempo para se fardar, para ser detido às ordens daquele referido meu camarada.

De facto o que se passou, como consta do relatório de operações publicado naquela obra, páginas 193-194 e também assinado pelo mesmo meu camarada capitão Santos Silva e todos os intervenientes, e que é a verdade, é que o 2º Comandante nunca foi esquecido por ninguém e, muito pelo contrário, merecia a maior das atenções no plano de tomada da unidade, feito por três tenentes, dos quais um era eu, que colaborei com muito empenho. A razão de tanto cuidada advinha de se considerar que estaria armado com pistola-metralhadora e com ligações à GNR local, por tudo isto e como 2º Comandante também, teria de estar naquela reunião de comando, inevitavelmente, como de verdade estava.
Quem o deteve àquela hora, 22 e 55, foi o tenente Sales Grade, pelo facto daquele se encontrar numa sala em frente do gabinete do Comandante, e foi o 2º Comandante que se surpreendeu com a presença do tenente Sales Grade, ele conhecia-nos bem, como comandante do grupo de instrução, o que, não acontecia com o comandante, para quem éramos desconhecidos, portanto, foi o Sr. 2º comandante que exclamou para o Sales Grade : Também você está metido nisto! Ao que o meu camarada, com toda a calma deste e do outro mundo, respondeu: As circunstâncias assim o exigem, meu comandante! O tenente Sales Grade praticava yoga e recusava a prática de qualquer acto de violência.
Como resulta claro e inequívoco toda a narrativa de que o Sr. Capitão Santos Silva se deslocou à casa do 2º Comandante e o ter detido não tem qualquer fundamento, nunca aconteceu.

O Sr. Capitão Santos Silva só toma parte nos acontecimentos do dia 24 de Abril 74, depois da unidade tomada, logo a narrativa de que foi ele a tomar a EPA não tem qualquer base de factualidade. De verdade só é , o facto que ficou a comandar a unidade por ser o mais antigo, após o momento em que se apresentou na unidade que deve ter sido entre as 23 e 30 e as 0h, logo, já bastante depois, em termos do tempo militar, do acontecimento fundamental e decisivo, a tomada da unidade, às 22h e 55’.
12 de Abril de 2011 02:46
Blogger andrade da silva disse...
continuaçãoIIII

Também não corresponde à verdade algumas adesões massivas de graduados como é referido na sua narrativa, do que também é dado testemunho no relatório da operação. As categorias militares em que a adesão foi total foi dos capitães e subalternos do quadro permanente e todos os oficiais, furriéis, cabos milicianos e soldados do serviço militar obrigatório, (SMO), outros graduados não aderiram, tendo eu próprio me deslocado ao Polígono de tiro a casa de alguns para os motivar para acção, o que não consegui. Como consta do relatório quem não aderiu e estando presente na unidade, por motivos de segurança, ficou detido, como é óbvio e era absolutamente necessário

Tendo presente o relatório de operações e a sua narrativa completamente desfasada da factualidade e este texto, espero que faça o que a sua consciência e ética tiver por conveniente, para repor a verdade histórica e a atitude moral.
De facto já tinha ouvido falar em reescrever a história, mas pensei sempre que isso não acontecesse entre nós, e nunca deste modo e com esta extensão, em que a sua narrativa nada tem a ver, mesmo nada, com a história.
Em nome da História acrescento finalmente que para além de mim e do Furriel Sequeira trabalharam na equipa de dinamização externa da EPA, o que, toda a gente de Vendas Novas sabe e até o Expresso, pela voz do Coronel Sousa e Castro, já publicitou, o, então, capitão Amílcar Rodrigues responsável pela secção de relações externas da EPA, em minha substituição, no chamado Verão quente, com um larga intervenção na área de Mora a Coruche, objecto de uma reportagem fotográfica internacional, e, ainda, o então capitão Castro Pires, o Aspirante Guerra, com filmagens na RPT1, também há uma minha em Cabeção em que digo, como se processa o apoio do MFA à reforma agrária e que raras vezes foi para o Ar, foi no ano passado, e também entre muitos outros, o Furriel Nogueira. De facto o Furriel Sequeira era um militar que muito prezava naquela altura, mas não era o único.
Quanto aos que ficaram a dar instrução e aos que andaram fora dos quartéis, isso não foi uma opção pessoal de cada um, foram sim, missões atribuídas pela hierarquia do Exército, pelo General CEME.
No meu caso foi eleito democraticamente Delegado do MFA, pelos oficiais da EPA, como reconhecimento pelo meu trabalho em todo o processo do MFA. Todos foram eleitores e qualquer um podia ser eleito, houve outros votados, ganhei por maioria expressiva.
Pelo modo como desempenhei essas funções, tive várias vezes acesso directo ao General CEME, na presença dos comandantes, o que está documentado em fotografias e fui louvado em OUTUBRO de 74, por ser um oficial “ sempre indiferente ao trabalho e aos sacrifícios. Oficial desembaraçado e activo, voluntário para trabalhos de missões difíceis, de grande pureza de sentimentos tem-se revelado pela dedicação, espírito de camaradagem e elevado entusiasmo” (Osnº 230 de 7 OUT 74, assina o coronel Torres de Magalhães, que era da linha hierárquica normal, isto é, não graduado ou promovido pelas estruturas do MFA).
Considerando a imperatividade da história ser história, vou dar conhecimento desta minha diligência a sua Excelência o General Chefe do Estado Maior do Exército, ao SR. Comandante da Escola Prática de Artilharia, à Associação 25 de Abril, à Câmara Municipal de Vendas Novas, que já o galardoou por serviços honestos e verdadeiros prestados à comunidade, à Associação Portuguesa de Autores, a outros órgãos de informação e, desde já, espero que faça a devida correcção histórica na publicação, bem como no jornal que dirige, a Gazeta de Vendas Novas, como a medalha de mérito – ouro que lhe foi atribuída pela Câmara torna imperativo, e os sete volumes de história sobre Vendas Novas que já publicou.

Com a máxima indignação que a Constituição a República Portuguesa permite e pela verdade histórica e o imperativo moral mínimo.
João António Andrade da Silva
12 de Abril de 2011 02:47
 

Laboratório nuclear a 30 km de Paris pode fabricar a bomba atómica

Laboratório nuclear a 30 km de Paris pode fabricar a bomba atómica 
 
 
Capa do jornal Le Figaro
Capa do jornal Le Figaro
RFI
Adriana Moysés
O diário conservador Le Figaro traz uma reportagem, nesta sexta-feira, sobre o ultrasecreto laboratório francês onde se realizam os testes com armas atômicas. O laboratório fica enterrado a 8 metros de profundidade, 30 km ao sul de Paris, e conta com um parque de 140 mil computadores.