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O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA


A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...

A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.

Castro Alves
Jornal de Poesia

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?

Castro Alves


MINHA LEI E MINHA REGRA HUMANA: AS PRIORIDADES.

Marília Gonçalves

Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres.
Albert Einstein

Perguntas Com Resposta à Espera

Portugal ChamaS e Não Ouvem a Urgência de Teu Grito? Portugal em que http://www.blogger.com/img/gl.bold.gifinevitavelmente se incluem os que votando certo, viram resvalar de suas mãos a luz em que acreditavam; A LUTA CONTINUA )
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Kadhafi ou a Líbia?



Vamos acertar pontos. Kadhafi não é quem me preocupa. O povo da Líbia que faça com ele o que lhe parecer justo! isso é uma questão que deveria ser resolvida, por um povo lúcido e soberano!


isso é um ponto mais que adquirido! jà disse e pensava o mesmo em relação ao Iraque e ao Sadam Hussein, o destino deles era assunto para o povo que governavam e governam!
Mas porque carga de água, armam agora os USA, em humanistas bombistas. Grande Nobel da Paz! enganaram-se, confundiram Paz com pás de coveiro, que não dão direito a prémio! 
Porque será que há pouco mais de um ano, não se viu uma coligação, surgir e impedir os crimes contra a Palestina?
Porque será que os crimes cometidos contra o povo do Saara ocidental, contra os Sarauis, não merecem que uma coligação os defenda? Aparentemente há filhos e enteados e aqui os enteados, não merecem atenção!!! ( e mesmo assim, quantas madrastas tratam os enteados enteadas com justiça, tive uma tia, que foi verdadeira mãe, para as enteadas). Pois é! mas as "febres justiceiras" só dão para espalhar o sofrimento e a morte"


e como podem permitir-se armar em defensores de povos, os mesmos que sem hesitação, os bombardeiam! Cansam, essas guerras ditas limpas, que tudo destroem, desde sonhos a vidas! desde casas a cidades e países
Como pode um pais com tanto morto na consciência (consciência que não tem),desde os Peles Vermelhas, desde Hiroxima a Nagasaki ao Vietname, o Iraque e Tripoli há vinte e tal anos. Que cala e consente os maiores crimes, como crime contra a Palestina e contra o Povo Saharaui, vir agora com suposta capa de santo, armar em polícia do Mundo? Mas que treta de hipocrisia é esta? Estão a querer lançar areia para os olhos de quem?
Roubam-nos e sono e alguma alegria que possamos ter! quem dorme descansado, de sono reparador enquanto sabemos que caem bombas, sobre gente sem armas, sobre crianças aterrorizadas? CRIME SEM PERDÃO! 
quero lá saber dos presidentes! é o povo que me preocupa: por ele me aflijo! 
onde se viu? pombas da paz a lançar bombas? mas é claro, as armas têm que ser vendidas, e para isso, nada vende mais que uma guerra!. Interesses: petróleo! e situação geográfica! e exemplo! aqui estão os três motivos criminosos de mais uma guerra, desta guerra!!!
aqui voltarei, por um desabafo! que vou ter ainda muito que me afligir
Conversemos, pois.

Marília Gonçalves





Museu do Oriente

O Rio Citarum (Arrepiante)!!!!!
 



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Serviço Educativo
Direcção do Museu do Oriente
Avenida Brasília
Doca de Alcântara (Norte)
1350-352 LISBOA
Tel.(351) 213585299 Fax:(351) 213585216
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Apenas por sermos e para sermos quem somos, nos batemos

"SE ABRIL FICAR DISTANTE, DESTA TERRA E DESTE POVO, A NOSSA FORÇA É BASTANTE PRA FAZER UM ABRIL NOVO !

   25 de Abril Sempre
Hoje, tal como então, ( no video que vos mando) as hienas estão cá a sugar o sangue de quem trabalha... está na hora de pensar e acreditar que, "SE ABRIL FICAR DISTANTE, DESTA TERRA E DESTE POVO, A NOSSA FORÇA É BASTANTE PRA FAZER UM ABRIL NOVO ! http://www.youtube.com/watch?v=okiHjcc32rs   

de Pé por Abril
                                         25 de Abril Sempre 

Ofereça Livros- Ajude a Mudar o Mundo







Portal de Literatura

leia, leia sempre!

Literatura Infantil







Por um Mundo melhor: ofereça Livros

e se o puder fazer: perca livros, uma Associação em França criou este principio: perdermos um livro, propositadamente, incita outras pessoas à Leitura
parece-me uma grande ideia!  se a aprovam, sigam-na, um Livro, mesmo em 2°mão, é sempre um Livro, compre livros, mesmo usados e perca-os. Ajude a transformar as mentalidades e a melhorar Portugal e o Mundo

Marília

quarta-feira, 23 de março de 2011

Colombe Pablo Picasso


Tripoli  ó branca Tripoli
Alá seja contigo
ó branca Tripoli
no brando sono
aladas crianças não estão mais.
Tripoli ó branca Tripoli
a pomba abra a asa sobre ti.

Marília Gonçalves

Dia Mundial da Água é todos os Dias

Aqui 






diz o ditado:

Quem não poupa água nem lenha, não poupa coisa que tenha

E, se Abril ficar distante, desta Terra e deste Povo, a nossa força é bastante para fazer UM ABRIL NOVO !

  25 de Abril Sempre

Hoje, tal como então, ( no video que vos mando) as hienas estão cá a sugar o sangue de quem trabalha... está na hora de pensar e acreditar que,

"SE ABRIL FICAR DISTANTE, DESTA TERRA E DESTE POVO, A NOSSA FORÇA É BASTANTE PRA FAZER UM ABRIL NOVO !

http://www.youtube.com/watch?v=okiHjcc32rs


 de Pé por Abril
25 de Abril Sempre 

«Não à agressão contra a Líbia!» concentração hoje às 18h frente à «Não à agressão contra a Líbia!» concentração hoje às 18h frente à embaixada dos EUA (Sete Rios)Conselho Português para a Paz e Cooperação!embaixada dos EUA (Sete Rios)Conselho Português para a Paz e Cooperação!


Concentração frente à Embaixada dos EUA

Concentração frente à Embaixada dos EUA
Avenida dos Estados Unidos da América - Junto a Sete Rios
Lisboa, Portugal

Créé par :

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Sob o pretexto e disfarce de «intervenção humanitária», estamos perante mais uma guerra de agressão e conquista por parte dos EUA e seus aliados da NATO e da região, com o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Como nos exemplos recentes dos Balcãs, do Iraque e do Afeganistão, mais uma vez, o verdadeiro móbil desta intervenção é o controlo dos recursos naturais e o domínio militar e político da região.

Numa região marcad...a positivamente por importantes movimentações populares em luta por melhores condições de vida, por direitos sociais e laborais, liberdade e democracia e pela exigência de soberania e afirmação de independência face ao conluio de decadentes oligarquias com o imperialismo, as potências imperialistas buscam, em renovados moldes e por via da violência quando necessário, prosseguir a sua intromissão e exploração económica dos países desta região. É esse o cenário de sinistra ameaça sobre a Líbia hoje. No entretanto, conspiram contra os movimentos populares no Egipto e Tunísia e enviam forças militares da cruel ditadura Saudita para reprimirem a revolta popular no Bahrein.

O CPPC, reafirmando a sua solidariedade com o povo líbio que será a primeira vítima desta agressão:

- Condena a intervenção imperialista contra a Líbia e exige o fim imediato desta agressão em respeito pela independência e soberania deste país;

- Deplora a co-responsabilidade assumida pelo Governo português nesta agressão, posto que votou favoravelmente a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas;

- No respeito pelo consagrado no artigo 7º da Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, recusa liminarmente a participação de Portugal neste acto de agressão;

- Solidariza-se com os povos da Líbia e do Bahrein vítimas de agressões imperialistas;

- Expressa a sua grande apreensão quanto às repercussões que a presente acção terá sobre outros povos no Próximo e Médio Oriente.

O CPPC convoca uma concentração de repúdio pelas agressões imperialistas aos povos da Líbia e do Bahrein e pela exigência da paz - frente à Embaixada dos EUA, em Lisboa (Avenida das Forças Armadas, junto a Sete Rios), para dia 23 de Março, Quarta-feira, pelas 18h00.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação

18 de Março de 2011
------------------------------------------------------

No to the aggression against Libya!
Rally in front of the US Embassy in Lisbon
March 23, Wednesday, at 6 p.m.

Under the pretext and cover of a «humanitarian intervention», we are confronted with yet another war of aggression and conquer by the USA and its allies in NATO and in the region, with the go-ahead from the United Nations Security Council.

As in the recent examples of the Balkans, Iraq and Afghanistan, once again the true motive for this intervention is the control of natural resources and the military and political domination of the region.

In a region that has been positively marked by important popular movements in the struggle for better living standards, for social and labour rights, freedom and democracy and the demand for sovereignty, asserting independence in the face of the connivance of decadent oligarchies with imperialism, the imperialist powers are seeking to continue their interference and the economic exploitation of the countries of this region by new means and resorting to violence whenever necessary. This is the nature of the sinister threat that today hangs over Libya. In the meantime, they are conspiring against the popular movements in Egypt and Tunisia and they send the military forces of the cruel Saudi dictatorship to repress the people's revolt in Bahrein.

CPPC, reaffirming its solidarity with the Libyan people, who will be the first victim of this aggression:

Condemns the imperialist intervention against Libya and demands an immediate end to the aggression and respect for the independence and sovereignty of this country;
Deplores the shared responsibility of the Portuguese government – that voted in favour of the United Nations Security Council Resolution – for this aggression;
Respecting Article 7 of the Constitution of the Portuguese Republic and the United Nations Charter, unconditionally rejects Portugal's participation in this aggression;
Expresses its solidarity with the peoples of Libya and Bahrein, who are the victims of imperialist aggressions;
Expresses its great apprehension for the repercussions which the current action will have on other peoples in the Near and Far East.

CPPC calls for a rally to repudiate the imperialist aggressions agai

Concentração frente à Embaixada dos EUA

Concentração frente à Embaixada dos EUA
Avenida dos Estados Unidos da América - Junto a Sete Rios
Lisboa, Portugal

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Sob o pretexto e disfarce de «intervenção humanitária», estamos perante mais uma guerra de agressão e conquista por parte dos EUA e seus aliados da NATO e da região, com o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Como nos exemplos recentes dos Balcãs, do Iraque e do Afeganistão, mais uma vez, o verdadeiro móbil desta intervenção é o controlo dos recursos naturais e o domínio militar e político da região.

Numa região marcad...a positivamente por importantes movimentações populares em luta por melhores condições de vida, por direitos sociais e laborais, liberdade e democracia e pela exigência de soberania e afirmação de independência face ao conluio de decadentes oligarquias com o imperialismo, as potências imperialistas buscam, em renovados moldes e por via da violência quando necessário, prosseguir a sua intromissão e exploração económica dos países desta região. É esse o cenário de sinistra ameaça sobre a Líbia hoje. No entretanto, conspiram contra os movimentos populares no Egipto e Tunísia e enviam forças militares da cruel ditadura Saudita para reprimirem a revolta popular no Bahrein.

O CPPC, reafirmando a sua solidariedade com o povo líbio que será a primeira vítima desta agressão:

- Condena a intervenção imperialista contra a Líbia e exige o fim imediato desta agressão em respeito pela independência e soberania deste país;

- Deplora a co-responsabilidade assumida pelo Governo português nesta agressão, posto que votou favoravelmente a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas;

- No respeito pelo consagrado no artigo 7º da Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, recusa liminarmente a participação de Portugal neste acto de agressão;

- Solidariza-se com os povos da Líbia e do Bahrein vítimas de agressões imperialistas;

- Expressa a sua grande apreensão quanto às repercussões que a presente acção terá sobre outros povos no Próximo e Médio Oriente.

O CPPC convoca uma concentração de repúdio pelas agressões imperialistas aos povos da Líbia e do Bahrein e pela exigência da paz - frente à Embaixada dos EUA, em Lisboa (Avenida das Forças Armadas, junto a Sete Rios), para dia 23 de Março, Quarta-feira, pelas 18h00.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação

18 de Março de 2011
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No to the aggression against Libya!
Rally in front of the US Embassy in Lisbon
March 23, Wednesday, at 6 p.m.

Under the pretext and cover of a «humanitarian intervention», we are confronted with yet another war of aggression and conquer by the USA and its allies in NATO and in the region, with the go-ahead from the United Nations Security Council.

As in the recent examples of the Balkans, Iraq and Afghanistan, once again the true motive for this intervention is the control of natural resources and the military and political domination of the region.

In a region that has been positively marked by important popular movements in the struggle for better living standards, for social and labour rights, freedom and democracy and the demand for sovereignty, asserting independence in the face of the connivance of decadent oligarchies with imperialism, the imperialist powers are seeking to continue their interference and the economic exploitation of the countries of this region by new means and resorting to violence whenever necessary. This is the nature of the sinister threat that today hangs over Libya. In the meantime, they are conspiring against the popular movements in Egypt and Tunisia and they send the military forces of the cruel Saudi dictatorship to repress the people's revolt in Bahrein.

CPPC, reaffirming its solidarity with the Libyan people, who will be the first victim of this aggression:

Condemns the imperialist intervention against Libya and demands an immediate end to the aggression and respect for the independence and sovereignty of this country;
Deplores the shared responsibility of the Portuguese government – that voted in favour of the United Nations Security Council Resolution – for this aggression;
Respecting Article 7 of the Constitution of the Portuguese Republic and the United Nations Charter, unconditionally rejects Portugal's participation in this aggression;
Expresses its solidarity with the peoples of Libya and Bahrein, who are the victims of imperialist aggressions;
Expresses its great apprehension for the repercussions which the current action will have on other peoples in the Near and Far East.

CPPC calls for a rally to repudiate the imperialist aggressions against the peoples of Libya and Bahrein and to demand peace, in front of the US Embassy in Lisbon, this Wednesday, March 23, at 6 p.m.

The Portuguese Council for Peace and Cooperation

March 18, 2011
Avenida dos Estados Unidos da América - Junto a Sete Rios
Lisboa, Portugal

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Como nos exemplos recentes dos Balcãs, do Iraque e do Afeganistão, mais uma vez, o verdadeiro móbil desta intervenção é o controlo dos recursos naturais e o domínio militar e político da região.

Numa região marcad...a positivamente por importantes movimentações populares em luta por melhores condições de vida, por direitos sociais e laborais, liberdade e democracia e pela exigência de soberania e afirmação de independência face ao conluio de decadentes oligarquias com o imperialismo, as potências imperialistas buscam, em renovados moldes e por via da violência quando necessário, prosseguir a sua intromissão e exploração económica dos países desta região. É esse o cenário de sinistra ameaça sobre a Líbia hoje. No entretanto, conspiram contra os movimentos populares no Egipto e Tunísia e enviam forças militares da cruel ditadura Saudita para reprimirem a revolta popular no Bahrein.

O CPPC, reafirmando a sua solidariedade com o povo líbio que será a primeira vítima desta agressão:

- Condena a intervenção imperialista contra a Líbia e exige o fim imediato desta agressão em respeito pela independência e soberania deste país;

- Deplora a co-responsabilidade assumida pelo Governo português nesta agressão, posto que votou favoravelmente a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas;

- No respeito pelo consagrado no artigo 7º da Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, recusa liminarmente a participação de Portugal neste acto de agressão;

- Solidariza-se com os povos da Líbia e do Bahrein vítimas de agressões imperialistas;

- Expressa a sua grande apreensão quanto às repercussões que a presente acção terá sobre outros povos no Próximo e Médio Oriente.

O CPPC convoca uma concentração de repúdio pelas agressões imperialistas aos povos da Líbia e do Bahrein e pela exigência da paz - frente à Embaixada dos EUA, em Lisboa (Avenida das Forças Armadas, junto a Sete Rios), para dia 23 de Março, Quarta-feira, pelas 18h00.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação

18 de Março de 2011
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No to the aggression against Libya!
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As in the recent examples of the Balkans, Iraq and Afghanistan, once again the true motive for this intervention is the control of natural resources and the military and political domination of the region.

In a region that has been positively marked by important popular movements in the struggle for better living standards, for social and labour rights, freedom and democracy and the demand for sovereignty, asserting independence in the face of the connivance of decadent oligarchies with imperialism, the imperialist powers are seeking to continue their interference and the economic exploitation of the countries of this region by new means and resorting to violence whenever necessary. This is the nature of the sinister threat that today hangs over Libya. In the meantime, they are conspiring against the popular movements in Egypt and Tunisia and they send the military forces of the cruel Saudi dictatorship to repress the people's revolt in Bahrein.

CPPC, reaffirming its solidarity with the Libyan people, who will be the first victim of this aggression:

Condemns the imperialist intervention against Libya and demands an immediate end to the aggression and respect for the independence and sovereignty of this country;
Deplores the shared responsibility of the Portuguese government – that voted in favour of the United Nations Security Council Resolution – for this aggression;
Respecting Article 7 of the Constitution of the Portuguese Republic and the United Nations Charter, unconditionally rejects Portugal's participation in this aggression;
Expresses its solidarity with the peoples of Libya and Bahrein, who are the victims of imperialist aggressions;
Expresses its great apprehension for the repercussions which the current action will have on other peoples in the Near and Far East.

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The Portuguese Council for Peace and Cooperation

March 18, 2011
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Como nos exemplos recentes dos Balcãs, do Iraque e do Afeganistão, mais uma vez, o verdadeiro móbil desta intervenção é o controlo dos recursos naturais e o domínio militar e político da região.

Numa região marcad...a positivamente por importantes movimentações populares em luta por melhores condições de vida, por direitos sociais e laborais, liberdade e democracia e pela exigência de soberania e afirmação de independência face ao conluio de decadentes oligarquias com o imperialismo, as potências imperialistas buscam, em renovados moldes e por via da violência quando necessário, prosseguir a sua intromissão e exploração económica dos países desta região. É esse o cenário de sinistra ameaça sobre a Líbia hoje. No entretanto, conspiram contra os movimentos populares no Egipto e Tunísia e enviam forças militares da cruel ditadura Saudita para reprimirem a revolta popular no Bahrein.

O CPPC, reafirmando a sua solidariedade com o povo líbio que será a primeira vítima desta agressão:

- Condena a intervenção imperialista contra a Líbia e exige o fim imediato desta agressão em respeito pela independência e soberania deste país;

- Deplora a co-responsabilidade assumida pelo Governo português nesta agressão, posto que votou favoravelmente a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas;

- No respeito pelo consagrado no artigo 7º da Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, recusa liminarmente a participação de Portugal neste acto de agressão;

- Solidariza-se com os povos da Líbia e do Bahrein vítimas de agressões imperialistas;

- Expressa a sua grande apreensão quanto às repercussões que a presente acção terá sobre outros povos no Próximo e Médio Oriente.

O CPPC convoca uma concentração de repúdio pelas agressões imperialistas aos povos da Líbia e do Bahrein e pela exigência da paz - frente à Embaixada dos EUA, em Lisboa (Avenida das Forças Armadas, junto a Sete Rios), para dia 23 de Março, Quarta-feira, pelas 18h00.

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As in the recent examples of the Balkans, Iraq and Afghanistan, once again the true motive for this intervention is the control of natural resources and the military and political domination of the region.

In a region that has been positively marked by important popular movements in the struggle for better living standards, for social and labour rights, freedom and democracy and the demand for sovereignty, asserting independence in the face of the connivance of decadent oligarchies with imperialism, the imperialist powers are seeking to continue their interference and the economic exploitation of the countries of this region by new means and resorting to violence whenever necessary. This is the nature of the sinister threat that today hangs over Libya. In the meantime, they are conspiring against the popular movements in Egypt and Tunisia and they send the military forces of the cruel Saudi dictatorship to repress the people's revolt in Bahrein.

CPPC, reaffirming its solidarity with the Libyan people, who will be the first victim of this aggression:

Condemns the imperialist intervention against Libya and demands an immediate end to the aggression and respect for the independence and sovereignty of this country;
Deplores the shared responsibility of the Portuguese government – that voted in favour of the United Nations Security Council Resolution – for this aggression;
Respecting Article 7 of the Constitution of the Portuguese Republic and the United Nations Charter, unconditionally rejects Portugal's participation in this aggression;
Expresses its solidarity with the peoples of Libya and Bahrein, who are the victims of imperialist aggressions;
Expresses its great apprehension for the repercussions which the current action will have on other peoples in the Near and Far East.

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The Portuguese Council for Peace and Cooperation

March 18, 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

quando a Guerra começa é que a palavra falhou


Pergunto-me, diante de nova guerra, se poesia e palavras servem causas, ou são elas mesmas, causas perdidas.
Odeio a guerra, a injustiça e o sofrimento dos povos. Acreditei que a palavra pudesse ser caminho. Vejo gente douta, defender a ideia da guerra: A Palavra faltou! A Palavra falhou! Nem a Poesia abranda o coração da guerra e o coração dos guerreiros.
Enquanto fábricas produzirem armas, veremos em vez de flores de primavera, florir flores de sangue, de vidas acabadas! E rasgo e despedaço o meu lirismo! dói-me a guerra, doem-me as bombas nos corpos inocentes. Trago em mim uma Paz inexistente em cada verso. Morre a Poesia em cada olhar que se extingue. Morre e esfacela-se-me a voz, perde-se no ouvido de quem ouve bombas a cair. Povos, sempre os povos, vítimas de todos os pretextos da cobiça e da maldade.
Falhou a Paz, A Palavra, A Poesia, na noite de crianças amedrontadas, essas em quem os detentores da força nunca pensam, sangra o meu coração. A noite chora em mim as lágrimas dos injusticiados.
No meu corpo ardem livros nunca lidos, bibliotecas desfeitas, evaporadas do mundo.
Doem-me as palavras que não disse, as palavras que nunca os lábios do espanto saberão pronunciar.
E chamamos a isto, a tanto horror e sofrimento, a civilização. Tanto saber inútil, quando se deixa às armas o poder de decisão!
E quanto olhar, parado sobre um pano de imagens, olha sem ver?
afinal, quem sou eu, quem somos? se calamos sempre o que cada dia dilaceram em nós?!

Marília Gonçalves

domingo, 20 de março de 2011

A GUERRA CONTRA A LIBIA- QUEM DECDIU A MORTE?


A Guerra só traz horror

Quem[m1]  decidiu a favor da guerra contra a Líbia foi Obama18/3/2011, Josh Rogin, Foreign Policy, “The Cable”
Sobre o mesmo assunto, mas análise diferente (e errada, se se considera a cronologia das reuniões), deve-se ler Kerry empurra Obama para o Norte da África (19/3/2011). O fato de aquela análise trabalhar com uma sequência talvez errada de eventos não invalida nem a argumentação brilhante nem o empenho ilustrado e democratizatório do autor.

Naquele artigo, o autor trabalha com uma sequência de eventos segundo a qual o senador Kerry, que discursou na 4ª.feira, 16/3, no Instituto Carnegie, teria “empurrado” o presidente para a guerra.

Contudo, se se tomam como certas as datas do artigo abaixo, aconteceu exatamente o contrário: a decisão de Obama, tomada na 3ª.feira, 15/3, à noite, empurrou Kerry para o discurso do dia seguinte.

Evidentemente, a sequência e a análise mais ‘certa’ pode ser uma terceira: todos lá, da mais hilária ao mais Kerry, passando pelo presidente Obama pensam exatamente do mesmo modo, sobre tudo. Então, conversaram a semana inteira, sempre concordando sobre tudo. E é possível que o vice-presidente tenha ficado encarregado de ‘incluir’ uma referência à segurança de Israel [que, até agora, só apareceu no discurso de Kerry (NTs)], o que se pode atribuir ao ônus de ser vice e não ser o presidente.

Depois, quando lhes pareceu oportuno, todos divulgaram urbi et orbi que todos eles, juntos, acabavam de empurrar o mundo para mais uma “guerra preventiva” à moda Bush, no Oriente Médio, agora, na Líbia, como escreveu Pepe Escobar. Se é verdade que a união faz a força, também é verdade que uma falsa “união”, que se mascara na cenografia da ONU, foi muito útil, aí, para lançar sobre uma muito duvidosa “comunidade internacional” o, pode-se dizer, dolo no crime.

Todos esses artigos, traduzidos, podem ser lidos em Castorphoto.
________________________________________

No início dessa semana, era consenso em Washington que ninguém cogitava de ação militar contra a Líbia. Mas nos últimos dias da semana, a Casa Branca mudou completamente de posição e ainda arrancou do Conselho de Segurança da ONU a autorização para intervenção militar contra o governo do coronel líbio Muammar al-Qaddafi. O que mudou?
A decisão foi tomada em reunião de alto nível na 3ª-feira à noite, na Casa Branca, pelo presidente Obama. Segundo dois altos funcionários do governo foi reunião “extremamente tensa, de posições divergentes”. Na reunião, apresentaram-se argumentos contra e a favor de atacar a Líbia. Obama decidiu a favor da intervenção. As ideias do presidente haviam sido discutidas com um grupo de especialistas convocado dias antes à Casa Branca, para discutir a crise da Líbia.
“Essa é a maior oportunidade para realinhar nossos interesses e valores” – um alto funcionário disse na reunião, informando aos demais que a frase fora dita pelo presidente aos especialistas com quem discutira o assunto[1]. O presidente referia-se à ampla mudança pela qual passa o Oriente Médio e à necessidade de reequilibrar a política externa dos EUA para dar a ela mais claro foco em valores democráticos e nos direitos humanos.
Mas a posição de Obama sobre a Líbia difere significativamente de sua estratégia para as demais revoluções árabes. No Egito e na Tunísia, Obama escolheu reequilibrar a posição dos EUA afastando lenta e gradualmente do apoio que dera inicialmente ao presidente Hosni Mubarak e Zine el-Abidine Ben Ali e deixando que os movimentos populares seguissem seu curso. No Iêmen e no Bahrain, onde os levantes tornaram-se violentos [o que também se pode escrever como “onde os respectivos regimes optaram por repressão violenta contra a população” [NTs], Obama jamais deu qualquer sinal de apoiar qualquer tipo de intervenção armada – e chegou até a pressionar aqueles regimes para que promovessem reformas, eles mesmos. Mas, ao decidir atacar a Líbia, Obama expôs estratégia completamente diferente: passou a apostar tudo no uso do poder bélico mais “hard” dos EUA, com recurso à força para influenciar o rumo dos eventos no mundo árabe.
“No caso da Líbia, eles esqueceram tudo que têm repetido ultimamente. Jogaram fora a partitura”, disse Steve Clemons, diretor de políticas externas da New America Foundation. “O fato de Obama girar como pião apenas mostra que a Casa Branca não tem estratégia clara. Os EUA têm presidência reativa, não presidência estratégica”.
Dentro do governo, havia defensores das duas posições. A favor de intervenção militar estava um grupo de funcionários da Comissão de Segurança Nacional, entre os quais Samantha Power, diretora de estudos para engajamento multilateral; Gayle Smith, diretor de desenvolvimento global; e Mike McFaul, diretor da CSN para a Rússia.
No campo oposto, estavam funcionários conhecidos por suas preocupações com os efeitos de segundo e terceiro grau de qualquer ação que implique os EUA envolverem-se em mais uma guerra, dessa vez, na Líbia. Entre esses, os conselheiros de segurança nacional Tom Donilon e Denis McDonough. O secretário da Defesa Robert Gates também se opunha a qualquer ataque militar contra a Líbia, como já dissera publicamente várias vezes. Nem todos esses foram convocados para a reunião de 3ª.feira à noite na Casa Branca.
A secretária de Estado Hillary Clinton fez as convocações para a reunião por telefone – informação confirmada por funcionário do Departamento de Estado. Estava em viagem pela região, para avaliar pessoalmente como a nova estratégia dos EUA para o Oriente Médio estava sendo recebida no mundo árabe. Depois de ter recebido resposta negativa ao pedido que fez para encontrar-se com os líderes dos movimentos de jovens do Egito, no dia em que passou pela praça Tahir, é possível que Clinton tenha ficado preocupada com a possibilidade de os EUA estarem perdendo a batalha pelos corações e mentes entre os jovens árabes que, em todos os casos, são o coração das várias revoluções.
No encontro que teve com ministros de Relações Exteriores do G-8, na 2ª-feira, Clinton nada disse sobre a posição dos EUA sobre a Líbia, o que deixou os ministros europeus absolutamente intrigados e perplexos. Encontrou-se com o líder da oposição líbia em Paris, Mahmoud Jibril, mas nada lhe garantiu e sobretudo não respondeu positivamente ao pedido que ele lhe fez, de ajuda para os “rebeldes” líbios. Tudo isso fez crer que Clinton estivesse resistindo à possibilidade de intervenção militar. De fato, Clinton sempre aprovou a intervenção militar, disse funcionário do Departamento de Estado, mas teve de esperar pela reunião de 3ª-feira à noite, pela decisão oficial final do presidente.
Ao final da reunião da 3ª.feira à noite, Obama deu instruções à embaixadora dos EUA à ONU, Susan Rice, para que trabalhasse para obter a resolução do Conselho de Segurança a favor da intervenção militar “pela comunidade internacional”, até derrubar o governo de Qaddafi, incluindo o uso da força, além da imposição de uma zona aérea de exclusão.
Em discurso no Conselho de Segurança, depois do resultado da votação (10 votos a favor e nenhum contra, com cinco abstenções), Rice usou o argumento ‘humanitário’, segundo o qual o uso de força militar seria indispensável para evitar maiores sofrimentos para os civis líbios.
“O coronel Qaddafi e os que ainda o apóiam continuam a violar constantemente e violentamente, os mais fundamentais direitos humanos do povo líbio”, disse Rice. “Dia 12 de março, a Liga Árabe pediu ao Conselho de Segurança que estabelecesse uma zona aérea de exclusão e tomasse as medidas necessárias para proteger os civis. A Resolução hoje aprovada é resposta poderosa àquele pedido e às urgentes necessidades em campo.”
O secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon também disso na 5ª feira que a justificativa para usar a força baseou-se em argumentos humanitários e referiu-se ao princípio conhecido como “Responsabilidade de Proteger” [orig. Responsibility to Protect (R2P)], “uma nova norma internacional de segurança e direitos humanos, para enfrentar o fracasso da comunidade internacional quando não consegue nem impedir nem deter genocídios, crimes de guerra, limpezas étnicas e crimes contra a humanidade”.
“A Resolução n. 1.973 afirma clara e inequivocamente a determinação da comunidade internacional de cumprir essa responsabilidade de proteger civis contra violência cometida contra eles pelos próprios governos”, disse Ban Ki-Moon.
Dentro do Conselho de Segurança Nacional, Power, Smith e McFaul trabalharam para demonstrar como o governo poderia implementar a norma R2P e que, para isso, seria preciso que a Casa Branca avançasse. Donilon e McDonough são encarregados de manter sempre em mente os principais interesses nacionais. Na prática, Obama empurrou Clinton e os que defendem a R2P contra as objeções de Donilon e Gates.
O Congresso não chegou a ser amplamente ouvido sobre a decisão de intervir na Líbia, exceto por um briefing sigiloso, na 5ª feira à tarde, quando funcionários do governo explicaram os planos diplomáticos e militares. Rice já trabalhava empenhadamente em negociações em New York.
A decisão de Obama, na 3ª-feira à noite, a favor de intervenção armada não foi o único momento de definição em sua sempre mutável política externa, mas pode ter assinalado o fim da aliança entre Clinton e Gates – aliança que influenciou todas as políticas externas dos EUA desde a revisão, em 2009, da estratégia para o Afeganistão.
“Gates está visivelmente fora do barco daqui em diante, justamente agora quando o Departamento de Defesa pode já estar às voltas com mais uma guerra que ele não desejava” – disse Clemons. “Clinton venceu a batalha burocrática para usar recursos do Departamento de Defesa para alcançar um objetivo do Departamento de Estado. E Obama deixou acontecer.”


[1] A frase, praticamente nos mesmos termos, apareceu, dia seguinte, no discurso de Kerry no Instituto Carnegie. Ver transcrição do discurso (em inglês).

sábado, 19 de março de 2011

RESISTIR

Le Temps des Cerises
escrita por Jean Baptiste Clément, que fez parte da Comuna de Paris e dedicado a uma enfermeira morta durante a Comuna


YVES MONTAND " LE CHANT DES PARTISANS " 

 hino da Resistência francesa