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O BLOGUE UNIVERSAL E INTERNACIONALISTA


A praça é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor! ...

A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.

Castro Alves
Jornal de Poesia

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em que estrelas tu te escondes / Embuçado nos céus? /Há dois mil anos te mandei meu grito / Que, embalde, desde então corre o infinito... / Onde estás, Senhor Deus?

Castro Alves


MINHA LEI E MINHA REGRA HUMANA: AS PRIORIDADES.

Marília Gonçalves

Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres.
Albert Einstein

Perguntas Com Resposta à Espera

Portugal ChamaS e Não Ouvem a Urgência de Teu Grito? Portugal em que http://www.blogger.com/img/gl.bold.gifinevitavelmente se incluem os que votando certo, viram resvalar de suas mãos a luz em que acreditavam; A LUTA CONTINUA )
Quem Acode à Tragédia de Portugal Vendido ao Poder dos Financeiros?! Quem Senão TU, POVO DE PORTUGAL?! Do Mundo inteiro a irmã de Portugal a filha. Marília Gonçalves a todos os falsos saudosistas lamurientos, que dizem (porque nem sabem do que falam) apreciar salazar como grande vulto,quero apenas a esses,dizer-lhes que não prestam! porque erguem seus sonhos sobre alicerces de sofrimento, do Povo a que pertencem e que tanto sofreu às mãos desse ditador!sobre o sofrimento duma geração de jovens ( a que vocês graças ao 25 de Abril escaparam)enviada para a guerra, tropeçar no horror e esbarrar na morte, sua e de outros a cada passo! sobre o sofrimento enfim de Portugal, que é vossa história, espoliado de bens e de gentes, tendo de fugir para terras de outros para poder sobreviver, enquanto Portugal ao abandono,via secar-se-lhe o pobre chão, sem braços que o dignificassem! Tudo isso foi salazar, servido por seus esbirros e por uma corte de bufos e de vendidos, que não olhavam a meios,para atingir seus malévolos fins!Construam se dentro de vós há sangue de gente, vossos sonhos, com base na realidade e não apoiando-os sobre mitos apodrecidos, no sangue de inocentes!!! Marília Gonçalves (pois é! feras não têm maiúscula!!!)

segunda-feira, 3 de março de 2008

AO FUTURO





AQUI




25 de Abril

Obrigada Capitães






ESPECTÁCULO NO COLISEU

(4 de Abril de 2008)

HOMENAGEM

ÀS

VOZES DE ABRIL

A Associação 25 de Abril continua a evocar os seus 25 anos, estando a fazer esforços para a realização de um espectáculo de homenagem às “Vozes de Abril”.

Os esforços da Direcção, a que se associaram vários associados e amigos, bem como a RTP, foram bem sucedidos. Vamos mesmo homenagear as ‘Vozes de Abril’! e Vozes de Abril são cantores, músicos, poetas, escritores, actores, artistas plásticos, cujas obras expressaram os valores da liberdade e da Democracia.

Assim, no próximo dia 4 Abril (6ª. feira) às 21H30, no Coliseu dos Recreios, realizaremos uma Gala que será gravada para posterior transmissão pela RTP1 na noite de 25 Abril.

Contamos já com a adesão, de um leque bem representativo da(o)s que continuam a cantar Abril (Brigada Victor Jara, Carlos Alberto Moniz, Carlos Carranca, Carlos Mendes, Dulce Pontes, Ermelinda Duarte, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Janita, João Afonso, José Barata Moura, José Fanha, José Jorge Letria, José Mário Branco, Luís Cília, Luís Goes, Luísa Basto, Manuel Freire, Maria Barroso, Paulo de Carvalho, Pedro Barroso, Raul Solnado, Tino Flores, Erva de Cheiro, Vitorino, Waldemar Bastos, entre outros)

E contamos também consigo.

Nesta Gala vamos homenagea

r todos os que, ao darem o seu contributo artístico, ajudaram a criar condições para que a liberdade fosse conquistada.
























PALMELA










Amanhecer em Palmela


Numa iniciativa promovida

pela


Câmara Municipal de Palmela


os

Cantadores da Rusga


actuam na

Sociedade Recreativa “ Os Pimpões”

no próximo sábado, dia 15 de Março, inserido nas comemorações dos 34 anos do levantamento militar de 16 de Março de 1974.
Apesar deste levantamento ter fracassado e tendo levado à prisão cerca de 200 militares , a verdade é que foi um fortíssimo sinal que se aproximav

a o fim do regime fascista/colonialista e a que a democracia e a liberdade estavam próximas, ou seja, 40 dias depois, com a Revolução do 25 de Abril.



















Moinhos de Palmela















Carta Aberta ao Senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares


Exmº Senhor Ministro Augusto Santos Silva


Venho por este meio informá-lo que me sinto insultado pelas suas afirmações proferidas ontem à noite, em Chaves e dadas hoje à estampa na comunicação social escrita.

Foi o comunista do meu pai, Sérgio Vilarigues, que esteve preso 7 anos (dos 19 aos 26) no Aljube, em Peniche, em Angra e no campo de concentração do Tarrafal para onde foi enviado já com a pena terminada. Que foi libertado por «amnistia» em 1940, quatro anos depois de ter terminado a pena. Que passou 32 anos na clandestinidade no interior do país, o que constitui um recorde europeu. Não foi ao seu pai, e ainda bem, que tal sucedeu.

Foi a comunista da minha mãe, Maria Alda Nogueira, que, estando literalmente de malas feitas para ir trabalhar em França com a equipa de Irène Joliot-Curie, pegou nas mesmas malas e passou à clandestinidade em 1949. Que presa em 1958 passou 9 anos e 2 meses nos calabouços fascistas. Que durante todo esse período o único contacto físico próximo que teve com o filho (dos 5 aos 15 anos) foi de 3 horas por ano (!!!). Que, sublinhe-se, foi condecorada pelo Presidente da República Mário Soares com a Ordem da Liberdade em 1988. Não foi à sua mãe, e ainda bem, que tal sucedeu.

Foi a mãe das minhas filhas, Lígia Calapez Gomes, quem, em 1965, com 18 anos, foi a primeira jovem legal, menor (na altura a maioridade era aos 21 anos), a ser condenada a prisão maior por motivos políticos - 3 anos em Caxias. Não foi à sua esposa, e ainda bem, que tal sucedeu.

Foi a minha filha mais velha, Sofia Gomes Vilarigues, quem até

aos 2 anos e meio não soube nem o nome, nem a profissão dos pais, na clandestinidade de 1971 a 1974. Não foi à sua filha, e ainda bem, que tal sucedeu.

Fui eu, António Vilarigues, quem aos 17 anos, em Junho de 1971, passou à clandestinidade. Não foi a si, e ainda bem, que tal sucedeu.

Foi o caso do primeiro Comité Central do Partido Comunista Português eleito depois do 25 de Abril de 1974. Dos 36 membros efectivos e suplentes eleitos no VII Congresso (Extraordinário) do PCP em 20 de Outubro de 1974, apenas 4 não tinham estado presos nas masmorras fascistas. Dois tinham mais de 21 anos de prisão. Com mais de 10 anos de prisão eram 15, entre eles Álvaro Cunhal (13 anos).

São casos entre milhares de outros (Haja Memória) presos, torturados e até assassinados pelo fascismo. Para que houvesse paz, democracia e liberdade no nosso país.

Para que o senhor ministro pudesse insultar em liberdade. Falta-lhe a verticalidade destes homens e mulheres. Por isso sei que não se retratará, nem muito menos pedirá desculpas. As atitudes ficam com quem as praticam.

António Nogueira de Matos Vilarigues IN O Castendo, Penalva do Castelo, Sábado, 8 de Março de 2008









































DIA da MULHER

8 de Março

Sou negra hindu pele vermelha



Sou negra hindu pele vermelha
árabe, persa asiática
morena, branca, amarela,
sou incolor, aquática...
Sou rude como montanha
sou macia como arminho
tomo qualquer forma estranha
de cada irmão que adivinho
Sou feita de ar e de sol
de luz, de sangue de vento,
tenho a voz dum rouxinol
a soltar-me o pensamento.
Sou mistura conseguida
do humano universal
fecundo fruto da vida
porque a vida é natural.




















O Haver

Vinicius de Moraes


Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.



15/04/1962


A poesia acima foi extraída do livro "Jardim Noturno - Poemas Inéditos", Companhia das Letras - São Paulo, 1993, pág. 17.






Que o medo não te tolha a tua mão
Nenhuma ocasião vale o temor
Ergue a cabeça dignamente irmão
falo-te em nome seja de quem for

No princípio de tudo o coração
como o fogo alastrava em redor
Uma nuvem qualquer toldou então
céus de canção promessa e amor

Mas tudo é apenas o que é
levanta-te do chão põe-te de pé
lembro-te apenas o que te esqueceu

Não temas porque tudo recomeça
Nada se perde por mais que aconteça
uma vez que já tudo se perdeu
Ruy Belo



Naquela tarde quebrada

contra o meu ouvido atento

eu soube que a missão das folhas

é definir o vento


Ruy Belo, Obra Poética





Pretexto

Por que não cai a noite, de uma vez?

— Custa viver assim aos encontrões!

Já sei de cor os passos que me cercam,

o silêncio que pede pelas ruas,

e o desenho de todos os portões.

Por que não cai a noite, de uma vez?

— Irritam-me estas horas penduradas

como frutos maduros que não tombam.

(E dentro em mim, ninguém vem desfazer

o novelo das tardes enroladas.)



Maria Alberta Menéres








Pablo Neruda


Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo: «La noche esta estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos».
El viento de la noche gira en el cielo y canta.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.
En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.
Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.
Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.
Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.
Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.
La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.
Ya no la quiero, es cierto, pero quánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.
Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.
Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.

Pablo Neruda



Serge Reggiani

Les loups sont entrés dans Paris

Paroles : Albert Vidalie
Musique : Louis Bessières

Les hommes avaient perdu le goût
De vivre et se foutaient de tout.
Leurs mèr's, leurs frangins, leurs nanas,
Pour eux c'était qu' du cinéma.
Le ciel redevenait sauvage,
Le béton bouffait l' paysage
D'alors...

Les loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Les loups étaient loin de Paris,
En Croatie,
En Germanie.
Les loups étaient loin de Paris,
- J'aimais ton rire,
Charmante Elvire,
Les loups étaient loin de Paris.

Mais ça fait cinquante lieues,
Dans une nuit à queue-leu-leu,
Dès que ça flaire une ripaille
De morts sur un champ de bataille,
Dès que la peur hante les rues,
Les loups s'en viennent la nuit venue :
Alors...

Les loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Les loups ont r'gardé vers Paris,
De Croatie,
De Germanie,
Les loups ont r'gardé vers Paris,
- Cessez le rire,
Charmante Elvire,
Les loups regardent vers Paris.

Et v'là qu'il fit un rude hiver,
Cent congestions en faits-divers,
Volets clos, on claquait des dents,
Mêm' dans les beaux arrondiss'ments
Et personn' n'osait plus, le soir,
Affronter la neig' des boul'vards !
Alors...

Deux loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Deux loups sont entrés dans Paris,
L'un par Issy,
L'aut' par Ivry,
Deux loups sont entrés dans Paris.
- Cessez de rire,
Charmante Elvire,
Deux loups sont entrés dans Paris.

Le premier n'avait plus qu'un oeil.
C'était un vieux mâle de Krivoï.
Il installa ses dix femelles
Dans le maigre squar' de Grenelle
Et nourrit ses deux cents petits
Avec les enfants de Passy.
Alors...

Cent loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Cent loups sont entrés dans Paris,
Soit par Issy,
Soit par Ivry,
Cent loups sont entrés dans Paris.
- Cessez de rire,
Charmante Elvire,
Cent loups sont entrés dans Paris.

Le deuxième n'avait que trois pattes.
C'était un loup gris des Carpathes
Qu'on appelait Carêm'-Prenant.
Il fit fair' gras à ses enfants
Et leur offrit six ministères
Et tous les gardiens des fourrières.
Alors...

Les loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Les loups ont envahi Paris,
Soit par Issy,
Soit par Ivry,
Les loups ont envahi Paris.
- Cessez de rire,
Charmante Elvire,
Les loups ont envahi Paris.

Attirés par l'odeur du sang,
Il en vint des milles et des cents
Faire carouss', liesse et bombance
Dans ce foutu pays de France,
Jusqu'à c' que les homm's aient retrouvé
L'amour et la fraternité.
Alors...

Les loups
Ou ! ouh ! ououououh !
Les loups sont sortis de Paris,
Soit par Issy,Soit par Ivry,
Les loups sont sortis de Paris.
- J'aime ton rire,
Charmante Elvire,
Les loups sont sortis de Paris







Les loups sont entrés dans Paris




sábado, 1 de março de 2008





























A LUTA COTINUA











































História do Dia Internacional da Mulher


Rede de Escritoras Brasileiras
PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

por Joyce Cavalccante

O Prêmio Nobel de Literatura foi instituído em 1901. De lá para cá, foram 106 distribuições dessa alta recompensa para escritores que, com sua arte, estimularam as asas da humanidade. Em 1914, devido ao início da primeira guerra, o prêmio não foi concedido. Fora isso, o evento não teve outra interrupção. Dessas 106 premiações, apenas 11 foram parar em mãos femininas, contra 95 em mãos masculinas. Isso quer dizer que há uma clara desigualdade entre a maneira como a sociedade global tem tratado o talento feminino e o talento masculino, sonegando recompensas às excelentes escritoras e premiando os excelentes escritores generosamente, embora, teoricamente, elas sejam metade do contingente populacional desse mundo, e, embora, teoricamente, elas sejam tão capazes quanto eles. Aqui, a desigualdade numérica é tão discrepante, que sequer é permitido achar que se trata de mera coincidência. Não pode ser acaso. É proposital. É preconceitual. As onze escritoras laureadas pelo Nobel são: 2007 – Doris Lessin, Inglaterra; 2004 – Elfriede Jelinek, Áustria; 1996 –Wislawa Szymborska, Polônia; 1993 – Toni Morrison, Estados Unidos; 1991 – Nadine Gordimer, África Do Sul; 1966 – Nelly Sachs, Alemanha (divide com Shmuel Yosef Agnon, Israel); 1945 – Gabriela Mistral, Chile; 1938 – Pearl S. Buck, Estados Unidos; 1928 – Sigrid Undset, Noruega; 1926 – Grazia Deledda, Itália; 1909 – Selma Lagerlöf, Suécia. 95 x 11. É urgente aproximar esses números. E porque precisamos melhorar esse escore, foi fundada, em 8 de março de 1999, a REBRA-Rede de Escritoras Brasileiras que, nesse ano de 2008, fecha um ciclo mágico de nove anos. Nossa missão já está consolidada. Nosso objetivo é claro. Nossa missão – como está registrado nos nossos estatutos – é, especificamente, alargar as oportunidades oferecidas às escritoras brasileiras, e, assim, trazer para a sociedade em que vivemos uma digna moldura de igualdade, permitindo, desse modo, o florescimento e o usufruto dos melhores talentos literários, sejam vindos de cérebros masculinos ou femininos. Tanto faz. Consideramos que, nesse período de existência, a REBRA tem conseguido, palmo a palmo, cumprir seus propósitos. Com pequenas atitudes, partimos de 10 associadas, em março de 1999, para 2900, em março de 2008. Isso nos referenda. Nosso objetivo é deixar de existir. Somos uma ação provisória. Desaparecer da cena presente e passar para a História do Brasil e do mundo é o que visamos. Queremos ficar apenas como uma valente organização que existiu no passado, cuja missão foi equiparar as oportunidades das escritoras às oportunidades dos escritores, porque, nesse tempo, havia uma injusta distribuição de respeito. Em outras palavras: no dia em que as atividades da REBRA não forem mais necessárias, nossa existência não terá mais sentido. Nossa atuação dará, então, lugar à nossa memória. Restando-nos sentirmos vitoriosas, com a certeza da tarefa bem desempenhada. E nunca mais poderemos afirmar que mulher quando ganha, empata. Talvez tenhamos outros problemas gerados pelo andar do tempo. Não mais esse. No exercício de sua missão, pela sexta vez, a REBRA está chancelando uma antologia. Com essas palavras, aqui apresentamos O Talento Brasileiro em Prosa e Verso, obra que vem com a função de oferecer a excelência do fazer literário das 71 escritoras que colaboram com essa obra. São nomes que cobrem todo o território nacional, em raízes e representatividade. Trata-se de um trabalho intencionalmente preparado, a partir do título, para ser mostrado dentro e – pela primeira vez – fora do país, iniciando, assim, uma época de maiores conquistas, sonhos e pretensões de extrapolar as fronteiras nacionais, coisas da globalização tão necessárias às mentes e aos corações inquietos dessas artistas. E, principalmente, extrapolar a barreira de gênero. OBRIGADA POR ESTAR POR PERTO JOYCE CAVALCCANTE www.joycecavalccante.com www.rebra.org

UNIDADE



Resistir Libertar






Musique d'Anna Marly)


Ami, entends-tu
Le vol noir des corbeaux
Sur nos plaines?
Ami, entends-tu
Les cris sourds du pays
Qu'on enchaîne?
Ohé! partisans,
Ouvriers et paysans,
C'est l'alarme!
Ce soir l'ennemi
Connaîtra le prix du sang
Et des larmes!

Montez de la mine,
Descendez des collines,
Camarades!
Sortez de la paille
Les fusils, la mitraille,
Les grenades...
Ohé! les tueurs,
A la balle et au couteau,
Tuez vite!
Ohé! saboteur,
Attention à ton fardeau:
Dynamite!

C'est nous qui brisons
Les barreaux des prisons
Pour nos frères,
La haine à nos trousses
Et la faim qui nous pousse,
La misère...
Il y a des pays
Ou les gens au creux de lits







21 de Março




"Le Printemps des Poètes"

Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei “Sete Sapatos Sujos” que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos.
Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:

Primeiro Sapato: A idéia de que os culpados são sempre os outros.
Segundo Sapato: A idéia de que o sucesso não nasce do trabalho.

Terceiro Sapato: O preconceito de que quem critica é um inimigo.
Quarto Sapato: A idéia de que mudar as palavras muda a realidade.
Quinto Sapato: A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
Sexto Sapato: A passividade perante a injustiça.
Sétimo Sapato: A idéia de que, para sermos modernos, temos que imitar os outros.

Mia Couto

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

TEATRO EM PALMELA



























Palmela "Ilha de Abril"






















































































































Barbara - Ma Plus Belle Histoire d'Amour



































































Teatro Estúdio Fontenova







Flor para os Artistas

A sua mais recente criação “O que aconteceu a Betty Lemon?”, que estreou no âmbito da IX Festa do Teatro de Setúbal, com lotações esgotadas, vai estar na cidade do Montijo.



7 De Março (sexta - feira) 21h30/ Cinema Teatro Joaquim de Almeida /Rua Joaquim de Almeida – Montijo



“O Que Aconteceu a Betty Lemon?”




Texto | Arnold Wesker *Encenação |José Maria Dias *Interpretação |Graziela Dias



M/16



“Eu escrevo porque quero afectar as pessoas da mesma forma que outros escritores me afectam.”


“A língua... é uma ponte que te permite atravessar com segurança de um lugar para outro.”



“A necessidade de fazer tomar consciência às pessoas de que podem mudar a sociedade não é incompatível com a necessidade de as tornar tolerantes para com as fraquezas humanas.”

Arnold Wesker



Sinópse

Lady Betty Lemon, viúva de um deputado, estropiada por tudo o que a idade acarreta, recebe uma carta a informá-la que ela foi eleita Mulher deficiente do ano. Isto horrorizou-a. Ela passa os 45 minutos seguintes ensaiando um discurso que nunca fará e protestando a favor de todos os ficaram deficientes por medo aos seus padres, charlatães, políticos carismáticos, casamentos, professores ignorantes e pais fanáticos. A certa altura a sua cadeira de rodas motorizada ganha vida própria – mais uma das vicissitudes da sua vida. A única peça surrealista dentro do cânon e aquela que o autor descreve como ‘um auto-retrato de desafio e desespero’.



A Encenação

A forma como a degradação da idade influência a qualidade de vida das pessoas idosas que, muitas das vezes, ainda muito lúcidas mas com grandes dificuldades físicas que a idade impõe cruelmente – as dores das artroses são impeditivas de uma movimentação que acompanhe a velocidade de discernimento mental – a fala que não consegue acompanhar a ligeireza do pensamento - são complementos que ajudam a criar um mundo, um círculo onde vivem com a sua solidão.

A solidão, o passar do tempo, as recordações o diálogo com os objectos que ganham vida própria e a esperança vã de falar com a filha, constituem o universo, o mundo de Betty Lemon.

A única ligação com o exterior é muito impessoal e distante e, por vezes, tão movimentada e frenética que é impossível de acompanhar, como no caso da TV e do telefone que é atendido por uma máquina.

Quando tudo já é suficientemente difícil e penoso eis que surge mais uma dificuldade a cadeira de rodas motorizada, que está para a servir, desobedece e revolta-se na sua condição e quer ocupar o lugar do laço que é o único que tem direito a ter as atenções da velha senhora e que nada faz por ela.

A indignação de Betty Lemon, à sua nomeação, como mulher deficiente do ano, motiva um retrato da sociedade que tem muitos deficientes, que mereciam ser condecorados e que não são reconhecidos como tal.

José Maria Dias



Crítica

[...] “O que aconteceu a Betty Lemon”, um texto de Arnold Wesker, monólogo interpretado por Graziela Dais, encantou quem foi à sala do Inatel. [...] José Maria Dias “agarrou” no difícil texto com mestria. [...] Mas manter vivo, um monólogo não é fácil. É evidente que a capacidade de interpretação de Graziela Dias facilita qualquer encenador, mas outros factores são cruciais também. Para além da dinâmica própria que a motorizada cadeira assume, mais dois elementos são fundamentais para que espectador “esteja” sempre com a peça em cena: o relógio de parede que pendularmente está sempre presente, ora no seu ritmo normal, ora num bater de horas, espaçadamente, como que a marcar o ritmo da cena. [...] O desenho de luzes que se vai desenrolando ao sabor das cenas é um perfeito entrosamento com as mesmas.

Américo Brito “O Setubalense”



FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:

Texto: Arnold Wesker; Tradução: Eduardo Dias e Rafaela Bidarra; Encenação, Espaço cénico, Desenho de Luz e Caracterização: José Maria Dias; Banda sonora e Adereços: Eduardo Dias; Interpretação: Graziela Dias; Figurino: Graziela Dias; Fotografia: Clube de Fotografia de Setúbal; Operação luz e Som: José Maria Dias; Rádio controle: Hobbyset – Nuno Jesus e Ricardo Marques; Montagem: António Machado, Júlio Mendão e Mário Pereira; Frente Casa: Manuel Ernesto e Bruno Moreira.



Apoios: Câmara Municipal de Setúbal, Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal, INATEL, Hobbyset,

Apoios à Divulgação: O Setubalense, Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal, Jornal de Setúbal, Setúbal na Rede e Rádio Jornal de Setúbal.

Agradecimentos: Teatro Municipal Maria Matos, Teatro Municipal S. Luís, Clube de Fotografia de Setúbal, Outubrus Bar, La Bohéme, Elevens coffe Bar, Manuel Ernesto e Anita Vilar.







Teatro Estúdio Fontenova

Rua Doutor Sousa Gomes, 11 2900-188 SETÚBAL

tel/fax 265 233 299

tlm 96 733 01 88 / 96 686 14 76

mail tef@sapo.pt

http://teatroesfontenova.no.sapo.pt

http://festadoteatro.blogspot.com















DEUXIEME PERIPLE POETIQUE FRANCE 2008

du jeudi 05 au dimanche 22 juin

CONTACTOS:


hastahora@hotmail.com

Patrick DUQUE-ESTRADA
[Sub-secretario General]


info@poetasdelmundo.com

Ariasmanzo
[Luis Arias Manzo - Secretario General de Poetas del Mundo
]



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008









Companheiros Força

Amigos



Avenida da Liberdade



Blogue dos Capitães de Abril




«Vasco Gonçalves — um general na Revolução»


«Quando aderi ao Movimento dos Oficiais —revela— acreditei que poderia vir a desempenhar um papel destacado». Não havia vaidade nessa convicção. Ela nascia do seu sentido da responsabilidade, da sua aversão ao fascismo, do conhecimento profundo que tinha do corpo de oficiais do Exercito português e das motivações que estavam na origem da conspiraç ão antifascista em marcha.

O sentido do colectivo, enraizado num patriotismo pouco comum, facilita a compreensão de comportamentos assumidos por este soldado atípico ao longo do traumático processo da revolução, de atitudes muitas vezes mal interpretadas, não obstante elas reflectirem uma coerência exemplar, mesmo qu
ando aparentemente contraditórias.

(extracto de artigo por Miguel Urbano Rodrigues


O SONHO




Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não che

gamos?

-Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama, pelo Sonho é que Vamos




Otelo Saraiva de Carvalho

Estratega da Revolução do 25 de Abril
Dos mais conhecidos capitães do 25 de Abril, elemento preponderante no Movimento das Forças Armadas, operacional destemido no dia da revolução e no PREC que se lhe seguiu, o Coronel Otelo Saraiva de Carvalho é, sem dúvida, uma figura incontornável da nossa história contemporânea.

Otelo Victor Alves e Vasco Lourenço – os Três do 25 de Abril

Entrevista de Ana Sá Lopes e António Melo

Esta entrevista foi realizada em Abril de 2004, tendo sido conduzida pelos jornalistas Ana Sá Lopes e António Melo. Devido à sua extensão nunca foi publicada na íntegra, tal como aqui e agora se faz. Nela os três operacionais do 25 de Abril contam as vicissitudes de um percurso que se iniciou em Setembro de 1973, quando Vasco Lourenço clamou «Isto só lá vai com um golpe militar!», e teve o seu desfecho ao meio-dia de 23 de Abril de 1974. Nesse dia, de um cansado duplicador, Otelo retirou as derradeiras instruções, que enviou às unidades do Movimento: ao som do «Grândola, Vila Morena», às 03h00, na Rádio Renascença, saem para cumprir as missões que lhes foram destinadas.

A partir daí os dados estavam lançados. É esse período que aqui recordam os três principais protagonistas desse processo que pôs fim ao regime do Estado Novo, uma ditadura constitucional que durava desde 1933.

Ao longo da entrevista abordam-se os seguintes temas:

- A prisão de Vasco Lourenço e o fracasso do 16 de Março

- As lições do 16 de Março e o Programa do MFA

- O programa, Spínola e a operação militar

- Neutralização da PIDE e o Regimento de Comandos

- Ligações partidárias e internacionais


DOSSIÊ 25 DE ABRIL

Otelo, Vítor Alves e Vasco Lourenço – os três do 25 de Abril *

A prisão de Vasco Lourenço e o fracasso do 16 de Março

P. — A 9 de Março de 1974, com a prisão de Vasco Lourenço, o governo de Caetano fica com a convicção de ter decapitado o movimento dos capitães. Afinal, o processo continuou?

Vasco Lourenço — Não sou eu quem pode responder a isso. Mas convém recordar que tínhamos a estrutura da ligação operacional. Saímos da reunião de 5 de Março [Cascais] com a tarefa de preparar o programa político, fazer o golpe de Estado e estabelecer a ligação com o Costa Gomes e o Spínola, os dois generais escolhidos pelo Movimento.

P. — Não houve a intenção dos seus camaradas de o manterem cá, «sequestrado», para a transmissão de poderes?

V. Lourenço — Houve um rapto, que nada teve a ver com uma transmissão de poderes. Eu estava detido na Trafaria, mas as coisas cá fora continuavam e eles melhor do que eu podem contar isso.

Vítor Alves — A direcção era composta por três elementos, com a detenção do Vasco, ficámos dois. Em caso de percalço, a substituição do Vasco estava assegurada pelo Sousa e Castro.

V. Lourenço — O Sousa e Castro era um dos elementos principais que eu tinha na Coordenadora para ligação às unidades. A ideia que eu tenho é que se decidiu acelerar a preparação do golpe. Isto para dar resposta a uma coisa que para nós era fundamental: solidariedade em relação a qualquer um que sofresse retaliações por parte do poder.

P. — Com a prisão de Vasco Lourenço, Otelo Saraiva de Carvalho passa a estar conectado às unidades, enquanto Vítor Alves mantém as ligações com os ramos das Forças Armadas e coordena o programa político?


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Marcha - Liberdade e Democracia




DEMOS CRATOS O POVO ao PODER




Democracia




















Marcha - Liberdade e Democracia

Sábado, 1 Março - 14h30 - do Principe Real ao Rossio

Os emigrantes comunistas e outros democratas vão participar na Marcha para exigir:

  • Ensino de português para as Comunidades portuguesas - Um direito Constitucional que é preciso respeitar.
  • Governo encerra consulados - Emigrantes desprotegidos, Constituição desrespeitada.

Ponto de encontro da Emigração: No cruzamento da rua da Escola Politecnica com o Principe Real

(Ver mapa: o n.º 1 é o ponto de encontro, os n.º 2, 3 e 4 é a indicação da saída da Marcha)
A Marcha - Liberdade e Democracia constitui uma inequivica afirmação do projecto e dos ideais de Abril. O PCP não aceita o caminho de destruição do regime democrático. É preciso dizer Basta!
Basta de limitações à liberdade!
Basta de ataques à democracia!
Basta de injustiças!




GENERAL DES ETUDIANTS DE PALESTINE

21ter, Rue Voltaire 75011 Paris

Lettre ouverte à Madame Hind KHOURY, la déléguée générale de la Palestine en France

Non à la tyrannie, non à la censure

Madame Hind KHOURY « Oum Sari »,

Ce que les étudiants et les travailleurs palestiniens résidants en France attendent de leur délégation, « la maison de la Palestine », c'est présenter la cause palestinienne en France, et soutenir nos droits légitimes : le droit au retour des réfugiés palestiniens et le droit du peuple palestinien à disposer de lui-même. Ce qu'ils attendent parallèlement de leur maison, ce sont leurs droits légaux et matériels sur le territoire français.

On se demande quel est le type d'ambassade et de délégation, qui ne donne pas à ses concitoyens de passeports ? Quel genre d'ambassade laisse ses concitoyens sans aucun soutien légal et social ? C'est bien à vous, la Maison de la Palestine, que les accords d'OSLO ont conféré le pouvoir de délivrer des passeports palestiniens ? Alors pourquoi refusez-vous d'écrire des réponses « de refus de demande de passeport palestinien » ? Quel pays donne ni admission ni refus ? L'OFPRA demande la lettre de la délégation de la Palestine qui atteste que le demandeur de titre de voyage français ne peut pas avoir le passeport palestinien. De quel droit vous ne donnez pas ce passeport, et vous ne laissez pas les victimes avoir le titre de voyage de l'AFPRA ?

D'autre part, nous voulons souligner le fait que les étudiants souffrent d'une injustice sociale :

- Certains étudiants issus de familles « riches », de grands responsables, sont boursiers en France alors qu'ils n'en ont pas besoin ! Tout ça parce qu'ils veulent marquer dans leurs C.V qu'ils ont bénéficiés d'une « bourse de mérite » ! En revanche, les étudiants qui sont des intellectuels, ne bénéficient pas de bourse ! Ils travaillent, font n'importe quel petit boulot pour financer leurs études, et tenter de joindre les deux bouts.

Lorsque la lutte pour les droits du peuple palestinien perdait de vue son objectif et sa noblesse, la délégation de la Palestine a d'abord provoqué les associations pro palestinien contre la première et la deuxième génération palestinienne en France « en vue d'écouter la jeunesse palestinienne» ? Et ensuite, afin de justifier l'écartement de l'Association des Palestiniens en France APF-JALIA, ils ont imposé l'Union Générale des Etudiants de Palestine (GUPS) comme seule tribune politique palestinien. En effet, c'était un planning lâche qui n'avait qu'un seul but : faire passer l'hérédité des parents aux fils en Palestine. Les princes venaient à la GUPS, ils gagnaient les élections dans les assemblées générales qui devenaient des « festivals bien joués », (à l'exemple du Conseil National Palestinien qui devenait d'une sérié des « festivals» comme Naïf HAWATEH l'avait très bien souligné un jour). Dés lors que les électeurs présents étaient des magrébins, libanais, iraqiens, des touristes palestiniens passant à Paris pour 15 ou 20 jours, ou encore des palestiniens non étudiants…… les princes en recrutant quelques étudiants pour pas chers, tels des marionnettes, gagnaient la tribune de la GUPS et se présentaient au public comme des militants, élus par leurs camarades « démocratiquement » ?

Pour ces princes, nés dans des palais, ayant étudiés à l'école française de Jérusalem de l'Ouest, la GUPS devenait leur centre de stages « Stagerié ». Finalement, ils disposent de leurs C.V : avec des bourses de mérite et des « parcours de militant à la GUPS». Ils sont alors embauchés par les ambassades palestiniennes d'Europe qui se font un honneur de les prendre, et bien sûr, ils s'assurent ainsi un futur de ministre ou d'ambassadeur.

Certains exemples sont connus, pour ne citer qu'eux :

- Majed BAMYEH, ce prince est le fils de Saëb BAMYA (le vice-ministre des finances), et de Samieh BAMYA, (la vice-ministre des affaires étrangères, chargée des relations européennes), le neveu de Mona BAMYA, (la vice-ministre du tourisme), et le neveu de Miada BAMYA (l'ambassadrice palestinienne au Brésil). Ce prince est devenu un haut responsable de la délégation palestinienne à Bruxelles. Cela pour l'instant, car on ne sait ce qu'il deviendra encore ? Ambassadeur ? Ministre ?

- Anas ABDELRAHIM, le fils de Ahmad ABDELRAHIM (l'ambassadeur palestinien au Mali). Ce prince est devenu un haut responsable à la délégation de la Palestine à Paris.

Ce que nous avons à dire, c'est que cette tragédie est une sorte impotente de la corruption. C'est « l'éternité hier » de Max WEBBER. Aussi, on se rappelle la parole de MONTESQUIEU : « Il est clair que le monarque qui, par mauvais conseil ou par négligence, cesse de faire exécuter les lois, peut aisément réparer le mal : il n'a qu'à changer le conseil ou corriger cette négligence même. Mais lorsque dans un gouvernement populaire, les lois ont cessé d'être exécutées, comme cela ne peut venir que de la corruption de la république, l'état est déjà perdu ». Ce qui nous inquiète, c'est que vous ne réfléchissez qu'afin de faire hériter vos postes à vos fils, en détruisant les syndicats, les associations, et les établissements palestiniens. Vos choix ne dépendent pas des compétences ou des capacités des individus.

On a demandé à Hosni Moubarak « préparez-vous Jamal à vous succéder», il avait répondu : « quoi ! L'Egypte n'est pas la Syrie». Auparavant, on avait demandé à Hafez Al Asad « préparez-vous Bashaar à vous succéder», il avait répondu « votre question me fait rire, je ne prépare jamais Bashaar, mais Bashaar est toujours considéré par ses collègues, qui le privilégient afin d'être toujours au premier rang».

En bref, ils sont devenus avec leurs gardiens et leurs marionnettes une mafia qui monopolise et sclérose l'action palestinienne. Ces Princes ne cherchent qu'à gaver leur Mafia ! Comment ? Ils ont toujours des grands projets qui exigent des sommes énormes, extorquées sur le dos du peuple palestinien et sur sa souffrance.

Les étudiants palestiniens s'étaient révoltés contre tous ça, ils militaient afin que la GUPS soutienne les intérêts matériels, moraux et légaux des étudiants palestiniens, parce la GUPS ne faisait rien pour eux. Elle a toujours des grands projets qui donnent l'impression que c'est un organisme très riche, grâce à des subventions massives. En effet, les projets sont devenus des affaires financières au sein de la GUPS :

- Des ponts au-delà du Mur.

- Le réseau de la jeunesse palestinienne.

Et nous ne pouvons que déplorer :

- le matériel qui disparaît.

- la perte du tiers du compte bancaire de la GUPS dans la période 20-21/10/2007.etc

L'année dernière la GUPS a établi une commission d'enquête sur le projet «Des ponts au-delà du Mur », ils ont détruis l'enquête et ont fuit en se justifiant par l'absence de 2000 Euros à payer pour un expert comptable ????????

Malheureusement notre lutte avait été traitée de « lutte interne ». Pourtant cette lutte était très longue et très difficile. On a essayé tous les moyens et toutes les méthodes, il me semble qu'aucunes des méthodes n'a été chanceuse :

- On a essayé par la démocratie :

Mais ces princes qui ne représentent qu'1% du peuple palestinien font la majorité grâce à leurs gardiens, et en utilisant des magrébins, libanais, iraqiens, touristes palestiniens de passage à Paris pour une quinzaine de jours, et des palestiniens non – étudiants…

- On a essayé d'organiser des débats dans les assemblées générales :

En appliquant les théories de la philosophie du droit afin de comprendre le statut et le règlement de la GUPS ?

- On a essayé de parler au public :

Mais nous n'avons trouvé que des gens pour pleurer sur l'honneur et la dignité de la Palestine, sur son patriotisme, son nationalisme Sali par ses « espions » (Comme Georges HABACHE, Naïf HAWATWMEH), et enfin sur notre sort.

Finalement, la GUPS a tout de même avancé dans son combat contre cette mafia, et a réussi à changer partiellement sa situation. A partir du 20/10/2007, elle a commencé à découvrir les détails des projets suspects, et les affaires financières problématiques.

Madame KHOURY,

Après vous avoir fourni un grand dossier sur les affaires financières et les projets suspects, ce qui étonne la GUPS, c'est votre réunion du 14 février 2008 qui a décidé de censurer les Palestiniens en France en parlant des affaires financières, et en fermant ces dossiers. De plus vous efforcez à imposer des personnes suspectes, des « racailles » non-intellectuelles, et cela malgré la volonté de la GUPS.

Madame Oum Sari

Avez-vous oublié les subventions massives qu'il faut stopper :

- Elles sont considérées comme des aides au peuple palestinien.

- Par ailleurs, les instituions qui financent les projets sont soutenus par l'Etat français qui les finance par les impôts. Ce qui signifie que c'est le citoyen français qui paye pour ces projets.

C'est une honte de commercer avec la souffrance de notre peuple. L'action syndicale a des objectifs nobles, la lutte contre les forces des exploitants locaux et internationaux, et la garantie du maintien de la lutte pour nos droits légitimes :

le au retour des réfugiés palestiniens et le droit du peuple palestinien à disposer de lui-même.

A bon entendeur

De l'Union Générale Des Etudiants De Palestine

Le Président

Anas – Emmanuel FAOUR

Fait à Paris, Mercredi le 27 février 2008






Desfazer Confusões


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

25 de ABRIL Para Todo o Sempre

34° Aniversário da Revolução de Abril
1974/2008




Assembleia da República


PARLAMENTO














Para Reflectir:

Quem força a constante pelejar quem
de ternura queria viver?

Marilia

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

25 de Abril Sempre





Portugal qual é temperatura da tua Liberdade?


Assembleia da República

Filha Dilecta do 25 de Abril

http://www3.parlamento.pt/